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29/01/2019

Inflação nos supermercados sobe em dezembro e o acumulado 2018 fica acima da pro

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), subiu 0,53% em dezembro, valor considerado dentro dos padrões históricos para o período. Porém, com este resultado, o acumulado do ano encerrou 2018 com inflação de 4,33%, ou seja, 0,33% acima das projeções da APAS, que eram de alta nos preços entre 3% e 4%. “Os preços seriam bem mais comportados no ano, podendo ficar até próximo do piso projetado se não fossem três fatores que, pela intensidade ocorrida, prejudicaram uma série de produtos de peso no orçamento do consumidor paulista. Os fatores foram a greve dos caminhoneiros, os custos de energia elétrica e a alta do dólar”, explicou Thiago Berka, economista da APAS. A greve dos caminhoneiros influenciou nos preços das aves (principalmente o frango), categoria esta que estava mantendo o índice geral no início do ano em um nível mais baixo. Já os custos de energia elétrica sofreram forte influência das bandeiras tarifárias, mais caras em vários momentos do ano, que encareceram os custos de produção da indústria. Por último, a disparada do dólar, que saiu de R$ 3,30 para um pico de R$ 4,20, teve influência direta em produtos importados e nos que têm matéria-prima cotada em dólar, como categorias de higiene e beleza, produtos de limpeza, entre outras. “A demanda por produtos, fator natural de inflação, não foi observada neste ano, pois, com os níveis de desemprego e de inadimplência ainda muito altos, e um PIB que será praticamente o mesmo de 2017 e que não recupera nem metade do que tínhamos em 2014, podemos confirmar que os consumidores compraram menos”, observou Berka

16/08/2018

Perdas do setor supermercadista somaram R$ 6,4 bilhões em 2017

O setor supermercadista registrou um índice de 1,82% de perdas em 2017, uma queda de 0,28 ponto percentual, na comparação com o ano anterior, de acordo com a 18ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, divulgada hoje (15), durante *Fórum promovido pela ABRAS, em São Paulo. Em números absolutos, as perdas somaram R$ 6,4 bilhões do faturamento bruto do setor no ano passado ante R$ 7,11 bilhões registrados na última edição da pesquisa. A avaliação, realizada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), contou com a participação de 218 redes supermercadistas. Dentre as principais causas de perdas registradas em 2017 pelos empresários estão: quebra operacional (36%), furto externo (15%) e erro de inventário (15%), e furto interno (10%), entre outros. Os produtos que mais sofreram perdas em quantidade, no ano passado, de acordo com a pesquisa, foram: energético, cerveja, corte bovino (exceto picanha), pilhas e baterias, chocolate em barra/tablete, queijo, sabonete, azeite e odorizador de ambiente. "A prevenção de perdas é preocupação constante da ABRAS, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional. A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas", destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto.

24/07/2018

Reforma trabalhista muda contratos entre empresas e advogados

A reforma trabalhista começa a alterar a forma de relacionamento entre departamentos jurídicos e escritórios de advocacia terceirizados. O motivo é a previsão de pagamento de honorários de sucumbência por trabalhadores aos advogados da parte contrária que ganharem as causas -- possibilidade que não existia até novembro, quando a Lei nº 13.467, de 2017, entrou em vigor. Os honorários, que a depender do montante da causa podem ser altos, começaram a chamar a atenção das áreas jurídicas de algumas empresas, que passaram a reivindicar parte desses valores. Alguns escritórios já revisaram seus contratos para dividi-los com os clientes (departamentos jurídicos), sob forma de desconto nas faturas mensais. Esse posicionamento, porém, não é unânime. Há bancas que decidiram manter os contratos no antigo formato, por entenderem que só têm direito aos honorários advogados externos que atuaram na causa. O advogado Daniel Chiode, sócio do Chiode Minicucci Advogados, resolveu dividir os ganhos. Após a reforma, propôs aos clientes um percentual dos honorários de sucumbência. "Achei legítimo dividir porque o fato de eu ganhar ou perder uma ação tem a ver também com a atuação do departamento jurídico", afirma. De acordo com Chiode, foram alterados 18 contratos. Os valores destinados aos departamentos jurídicos serão descontados das faturas enviadas aos clientes. Com a medida, Chiode ganhou trabalho. Ele afirma que seus clientes remanejaram processos que estavam com outras bancas para o escritório. Do ponto de vista ético, a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) considerou válida a divisão dos honorários sucumbenciais entre o advogado e o cliente. Em decisão da 1ª Turma, na 606ª sessão, realizada em agosto, o Tribunal de Ética e Disciplina entendeu que essa negociação é possível. Porém, "é dever do advogado atuar com dignidade e contratar honorários advocatícios que não sejam aviltantes, cujas condutas podem ser reprováveis eticamente". Até a reforma trabalhista (Lei nº 13.467, de 2017), os honorários de sucumbência eram previstos apenas para a esfera cível. O artigo 791-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou a prever que são devidos os honorários sucumbenciais, inclusive ao advogado que atue em causa própria, "fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa". A medida foi incluída como forma de coibir "aventura jurídicas". Mercado A divisão com os departamentos jurídicos, porém, não parece, ao menos por enquanto, que será a praxe do mercado. O advogado Marcello Della Monica, do Demarest Advogados, afirma que o artigo 23 do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8906, de 1994) é claro no sentido de que os honorários de sucumbência pertencem ao advogado que atua na causa. Para Della Mônica, tudo dependerá também do tipo de contrato. A maioria dos grandes escritórios estabelece em contrato que o processo será outorgado exclusivamente ao advogado da banca. "Nesses casos, não haveria discussões em relação a quem pertencem esses honorários", diz. Já nas situações em que há o substabelecimento e iguais poderes para o advogado externo e interno, poderia, segundo ele, haver esse questionamento em relação aos honorários. "Apesar de ser um direito que se pode transacionar entre escritórios e departamentos jurídicos, o que deve nortear essa discussão é quem de fato está atuando no processo", afirma Della Mônica. Para ele, esses honorários são do advogado contratado porque caberá a ele fazer as petições, comparecer às audiências e fazer sustentações orais.

18/06/2018

R$ 39,3 bilhões para turbinar o consumo

Não há forma mais rápida e eficiente de aquecer a economia do que colocar dinheiro vivo na mão da população. Dada a baixa propensão do brasileiro a poupar, os destinos naturais de qualquer renda extra acabam sendo o pagamento de dívidas ou o consumo – ambos são positivos. De olho nesse efeito virtuoso, o governo decidiu liberar, a partir da segunda-feira 18, o saque do Fundo PIS/Pasep para 28,7 milhões de pessoas que trabalharam entre 1971 e 1988. Em média, cada um tem direito a R$ 1.370, totalizando R$ 39,3 bilhões até o dia 28 de setembro, quando termina o prazo. “Esses R$ 39 bilhões são valores preciosos, que não pertencem à Caixa Econômica Federal ou ao governo, mas ao próprio trabalhador”, afirmou o presidente Michel Temer, na quarta-feira 13, ao assinar o decreto. No fim de 2016, o governo havia tomado medida semelhante para aquecer a economia. Na ocasião, o presidente Temer autorizou o saque das contas inativas do FGTS para 25,9 milhões de pessoas, injetando R$ 44 bilhões. Esse montante contribuiu para a expansão de 7,4% no comércio varejista ampliado (incluindo automóveis e materiais de construção) no ano passado. Em 2018, o varejo vem demonstrando bons resultados nas principais datas comemorativas (leia quadro abaixo). O desempenho do comércio em abril, divulgado na quarta-feira 13, superou as expectativas dos analistas, com expansão de 1,3% em relação a março, segundo o IBGE. Em 12 meses, a alta acumulada é de 7,0%, comprovando que o consumo ainda é o principal motor da gradual retomada do crescimento.

18/04/2018

Natura supera Unilever e volta a liderar mercado

Três anos após perder a liderança no mercado de cosméticos e cuidados pessoais no país para a anglo-holandesa Unilever, a Natura recuperou o posto em 2017 graças ao desempenho nas categorias de perfumaria e cuidados com a pele. Segundo a empresa de pesquisas Euromonitor, o setor movimentou R$ 106,3 bilhões no ano passado, uma alta de 3,2% sobre 2016. A Natura & Co, marca corporativa que congrega Natura, Aesop e The Body Shop, encerrou o período com participação de mercado de 11,7%, aumento de 0,9 ponto percentual em relação a 2016. A Unilever ficou com uma fatia de 11,1%, perda de 1,5 ponto percentual. O Grupo Boticário continuou na terceira posição, com 10,8% das vendas totais, um pequeno aumento de 0,2 ponto percentual. "As companhias enfrentaram um ambiente mais competitivo devido à economia. Os consumidores continuaram trocando de marca e as empresas intensificaram a disputa por preço", afirmou Elton Morimitsu, analista sênior da Euromonitor. Em 2017, o destaque foi a categoria de fragrâncias, impulsionada pelas promoções. O Brasil seguiu como quarto maior mercado de beleza no mundo, com faturamento de US$ 32,1 bilhões. Os maiores consumidores de cosméticos e produtos de higiene pessoal são os americanos, que movimentaram US$ 86 bilhões no ano passado. Em seguida vem a China, com US$ 53,5 bilhões. O Japão ficou em terceiro lugar, com receita de US$ 36,1 bilhões. Morimitsu disse que a Natura foi beneficiada pelo relançamento da linha de cremes antissinais Chronos com nova fórmula, embalagem e estratégia de comunicação.

11/04/2018

Sucesso na Netflix, a série "La Casa de Papel" é quase um curso de liderança e n

Sucesso de audiência na Netflix, a segunda parte da temporada da série La Casa de Papel acaba de estrear no serviço de streaming para alegria dos seus fãs brasileiros. A trama viciante além de ser um prato cheio para uma “maratona Netflix” traz lições de liderança e de negociação que podem ser aplicadas no dia a dia de trabalho, dizem especialistas. Observar como o protagonista da série gerencia o grupo de assaltantes e negocia com seu time e com a polícia dá ensejo a reflexões dignas que poderiam estar no currículo de cursos sobre esses dois temas. “O professor é o protagonista e grande líder da série. Tem várias características próprias de um bom líder, ainda que haja algumas falhas ao longo do caminho”, diz Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half no Brasil, e fã da série espanhola. Além de liderar o grupo ele é um exímio negociador, na visão de Breno Paquelet, professor do MBA em gestão de negócios da Unigranrio e especialista em negociação pela Universidade de Harvard. “A série é muito interessante, pois mostra diferentes cenários onde a negociação está inserida e as etapas da estratégia para alcançar o resultado desejado”, diz Paquelet. De acordo com ele, negociação não é um dom e pode, sim, ser aprendida. “A melhor maneira de adquirir conhecimento nessa área é praticando”, diz. O que dá para aprender sobre liderança? A principal virtude de liderança o protagonista demonstrou ao montar o seu time de assaltantes. “Soube formar uma equipe diversa, aprendeu a gerenciar cada um deles. O professor não apostou em um perfil único”, diz Mantovani. Paquelet também destaca essa característica. “O professor demonstra muito mérito em montar uma equipe multidisciplinar, com experiências, motivações e formas de atuação bem distintas e consegue, através de uma liderança atenta, extrair o melhor de cada um ao escolher papeis específicos dentro do plano que contemplam os pontos fortes de cada pessoa”, diz Paquelet. É papel de um gestor saber escolher e lidar com diferentes perfis de pessoas mas muitos chefes fazem justamente o contrário. “Tendem a buscar pessoas iguais a si, com as mesmas habilidades”, diz Mantovani. Outro destaque da atuação do professor como líder é a sua capacidade de planejamento e de leitura de possíveis cenários. “Ele anteviu muitas situações e preparou o grupo “, diz o diretor da Robert Half. Cauteloso, o professor planejou cada detalhe do assalto à Casa da Moeda. Conhecia o negócio, sabia onde queria chegar, tinha tudo estruturado e apostou em delegar. Essa preparação prévia o ajudou em um ponto importante para todo e qualquer líder: a estabilidade emocional.

09/04/2018

Por que há executivos pagando tão caro para aprender soft skills?

Há sempre um executivo para lembrá-lo da fábula, não tão antiga assim, que o mundo corporativo ama proferir. "Um diretor perguntou ao CEO: por que investir todo nosso dinheiro nos funcionários, para eles crescerem, e deixarem a empresa? O CEO nem hesitou na resposta: mas, e se não investirmos, e eles ficarem?". O dilema hoje ganha contornos mais dramáticos diante da transformação digital (que desfaz e refaz modelos de negócios) e do avanço da automação e da inteligência artificial (I.A.). O Fórum Ecônomico Mundial calcula que a I.A. já provocará o sumiço de cinco milhões de empregos até 2020. A consultoria McKinsey estima que robôs (físicos e digitais) farão sumir entre 400 milhões e 800 milhões de empregos até 2030. O CEO e o diretor têm agora outras dúvidas: mesmo que decidam investir nos funcionários, o que a equipe precisa aprender? Quem fica precisará oferecer mais do que conhecimento técnico. "As empresas falam em transformação digital, um processo que impacta todas as áreas e pessoas. Questionam-se como conseguirão mudar a forma de pensar, quebrar paradigmas e estimular as pessoas a trabalharem menos em silos e mais de forma colaborativa", diz Ângela Pegas, headhunter da Egon Zehnder. A chave para ser investir nas soft skills, mas com discernimento (voltaremos a esse ponto). Soft skills são habilidades comportamentais, sociais e emocionais, em oposição às hard skills (conhecimentos técnicos e específicos). Incluem capacidades como: provocar engajamento, motivar, comunicar-se bem, adaptar-se facilmente e um modo de pensar voltado à resolução de problemas. Envolvem desenvolver a capacidade de "aprender a aprender", buscar novos conhecimentos diante dos problemas que surgem. Servem para lidar com a transformação digital na empresa, administrar melhor a carreira e viver melhor. Elas não são novidade - organizações sempre prezaram funcionários com essas características e outras, como espírito de liderança. Antes, porém, pensava-se nelas como características inatas, e não como um conjunto de habilidades que pudesse ser compreendido, analisado e ensinado. "As soft skills estão cada vez mais em pauta nas organizações, bem como no recrutamento", diz o recrutador Daniel Faria, da Linco. Levantamento da edição de 2017 do Capgemini Digital Transformations Institute Survey mostra que 60% das empresas atualmente sofrem com a carência das chamadas soft skills. E mostra quais são as mais demandadas: * Colocar o consumidor no centro das preocupações (uma forma de empatia) (65%) * Paixão por aprender (64%) * Colaboração (63%) * Capacidade de decidir (62%) * Habilidade organizacional (61%) * Habilidade de lidar com ambiguidade (56%) * Mentalidade empreendedora (54%) * Capacidade de gerar mudanças (53%) Aqui voltamos ao ponto já mencionado: é necessário discernimento para gastar na aquisição de soft skills. Como elas são difíceis de mensurar (como medir o que o aluno aprendeu ao fim de um curso?), representam um convite a picaretas diversos que se apresentem como professores, instrutores ou consultores. A lista também mostra por que todo profissional tem de avaliar cuidadosamente a decisão de investir num curso caro em busca de soft skills para si ou para os funcionários de sua organização. As habilidades na lista não são técnicas, mas compreende-se facilmente seu efeito benéfico na eficiência de um profissional ou de uma equipe. Não são simplesmente simpáticas.

02/04/2018

Cargill se reinventa para continuar no jogo

Há pessoas que se importam com alimentos geneticamente modificados e outras que não. Há os que comem proteína animal, e outros só proteína que não venha de animais. Então olhamos para tudo e ajudamos a melhorar tudo". A frase, dita por um alto executivo da Cargill, resume o espírito do tempo na maior empresa de agronegócios do mundo. Sendo ele Justin Kershaw, Chief Information Officer (CIO) global da companhia, sinaliza algo mais: a melhora virá, necessariamente, pela tecnologia. Com faturamento de US$ 110 bilhões, 155 mil funcionários em 68 países e orgulhosa de estar presente em "mais de 1 bilhão de pratos" de comida todos os dias, a multinacional americana está intensificando esforços para ganhar competitividade em meio a um cenário complicado. Margens pequenas na comercialização de grãos - braço mais importante de seus negócios -, concorrência maior, pressões de mercado e mudanças nos hábitos de consumo estão fazendo com que a Cargill force um novo olhar sobre si mesma, e busque ajuda fora de casa para continuar no jogo. "Certamente meu trabalho se tornou mais estimulante - e um pouco mais difícil porque é tudo novo", afirmou Kershaw ao Valor em entrevista na sede da empresa no Brasil, em São Paulo. A visita, desta vez, tinha entre os objetivos alinhar o lançamento do primeiro programa de startups agrícolas da Cargill no país, nos moldes do que a múlti já faz na Ásia e em Cingapura. Segundo ele, a divisão de nutrição animal da Cargill e a Techstars vão acelerar e dar mentoria a 15 startups. A intenção é replicar o programa em 2019, com cerca de 20 startups, e em 2020, com mais 50. O espectro de inovação, no entanto, não se limita aos interesses da divisão de nutrição animal. A extensão do programa para o Brasil é a parte mais visível do trabalho digital que a Cargill vem fazendo globalmente para ser uma empresa "líder em nutrir o mundo" - o slogan ambicioso adotado há dois anos (antes a pretensão era apenas "nutrir pessoas"). Em alguns aspectos, como na operação de comercialização, a companhia admite que a era de fazer dinheiro acabou. "Vamos continuar a comercializar grãos até quando eles forem comercializados, mas isso está mudando. Mais e mais tecnologia será empregada", afirmou. Nesse sentido, a Cargill passou a investir mais tempo, capital humano e dinheiro em ativos não-físicos. Cresceram, por exemplo, os aportes em venture capital para tecnologias disruptivas. Um deles, talvez o mais "chamativo", foi na startup californiana Memphis Meats, que criou as primeiras "chicken strips" do mundo (tiras de frango, em geral servidas como aperitivo) produzidas a partir da autorreprodução de células. A tacada marcou o primeiro investimento de uma empresa de carnes tradicional no nascente setor da "carne limpa", onde startups criam produtos que dizem ser melhor para o ambiente na comparação com o boi e seus impactos. Recentemente, a companhia anunciou outro aporte minoritário na irlandesa Cainthus, que desenvolveu uma tecnologia de reconhecimento facial em vacas. A informação é usada como parte de um algorítimo que converte a imagem das vacas leiteiras em análises nutricionais, e a informação é passada diretamente ao produtor. A Cargill está entre as quatro maiores empresas de carne bovina dos EUA. O desenvolvimento de ferramentas que atendam à demanda mundial de forma sustentável se tornou central, disse o CIO. "Estamos certos que haverá muito mais gente no futuro comendo proteína. A questão é encontrar uma forma de produção mais sustentável. Por isso chamamos as startups para promover disrupturas e manter a pressão sobre nós", afirmou Uma das grandes apostas está no "machine learning", ou aprendizado das máquinas, ramo da inteligência artificial que percorre uma gigantesca quantidade de dados na tentativa de detectar padrões que possam guiar a tomada de decisão nas diversas áreas de atuação da empresa. No caso da Cargill, isso significa o mapeamento de sete petabytes de informação em sua rede de dados. As companhias sabem a importância de armazenar, organizar e dar lógica aos dados, cujo volume global dobra a cada ano. Ordenar e analisar tamanho volume de informação pressupõe encontrar os caminhos para uma lucratividade maior a partir dos fragmentos de informações de fábricas, silos e portos. Um estudo da empresa de pesquisa IDC aponta que até 2020, o mundo terá nada menos que cerca de 44 zettabytes (1 trilhão de gigabytes) de informações geradas com a confluência de big data, computação em nuvem e redes móveis. Só no Brasil, outro levantamento, produzido pela IBM, indica que a armazenagem de dados referentes às lavouras de milho, soja, algodão, arroz, feijão e florestas plantadas exigiriam 28,3 exabytes por ano (28 bilhões de gigabytes). "Estamos migrando para olhar tecnologia e dados como um quarto fator de produção. Nós temos sido muito bons nos outros três, e há bastante tempo", diz Kershaw, evocando a terra, o trabalho e o capital defendidos pelo economista Adam Smith como os três fatores de produção para otimizar o lucro de uma multinacional. "Não olhar para o quarto fator não nos tornará bons o suficiente. A Cargill já diz que quer ser reconhecida como uma empresa global importante em tecnologia". Em um futuro próximo o "machine learning" ajudará a Cargill em uma série de tarefas, desde a interpretação de sons emitidos por camarões (com microfones que captam o seu barulho ao comer, o que pode indicar o momento de colocar mais ração ou interromper a alimentação) à escolha da melhor rota oceânica para os navios. Dará também mais agilidade na compreensão dos movimentos de mercado e acuracidade para embasar às decisões de trading. Essa nova realidade iniciou um processo de reagrupamento no segmento, com aquisições, parcerias comerciais em diferentes mercados e investimentos em formas mais certeiras de fazer negócio. Em dezembro, a Louis Dreyfus Company anunciou sua primeira venda de soja dos EUA à China através do blockchain, tecnologia mais segura e diretamente associada à segurança alimentar - já que possibilita o rastreamento da cadeia produtiva em segundos. O uso de dados está criando novos modelos de negócio, melhores práticas operacionais e controle de riscos. Para a Cargill, possibilita ainda o alinhamento de valores - nutrir o mundo com segurança e sustentabilidade, diz o executivo. "O fato de sermos controlados por uma família é realmente uma vantagem para nós - não temos 60 milhões de acionistas. Tentamos usar isso a nosso favor para ganhar vantagem. Nosso board nos pergunta como atingir nossos resultados antes de nos perguntar quais resultados nós obtivemos. É o princípio que nos guia".

02/04/2018

Consumo doméstico de café deve avançar mais 3,4% este ano

Depois de subir 3,3% e alcançar quase 22,3 milhões de sacas em 2017, a demanda interna de café deve crescer mais 3,4% este ano, para um total de 23 milhões de sacas, segundo pesquisa da Euromonitor encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic, que apresentou os dados ontem na Sociedade Rural Brasileira, essa indústria movimentou R$ 7,6 bilhões no ano que passou, 8,5% acima de 2016. O montante levantado pela Abic considera a venda total de café pelas indústrias para os canais de distribuição no país. Este ano, considerando o atual comportamento de preços da matéria-prima no mercado e o volume esperado de crescimento no país, essa indústria deve movimentar 5% a 6% mais, estimou Herszkowicz. Do valor total negociado pela indústria no ano que passou, 37,8% foram cafés de baixo preço, 57,7%, "mainstream" e 3,6%, premium, segundo a Abic. Para a Abic, a reação da economia tem impactado positivamente o consumo de café pelas famílias. "O levantamento mostrou que o consumidor tem disposição para pagar mais por qualidade. A categoria de cafés premium tem crescido", afirmou o dirigente. Segundo ele, neste ano, mais uma vez a oferta de cafés de melhor qualidade deve estimular o consumo. Assim como o fato de o café ter preços acessíveis mesmo com reajustes. O estudo da Euromonitor indica que do volume total de café consumido em 2017, 81% foram de torrado e moído, 18% de grãos e 0,9% de cápsulas. Conforme o levantamento, o mix de produtos das empresas "ganhou em diversificação" em 2017 e com "um aumento de preços menos acentuado" (...) " estabeleceu-se cenário mais propício aos produtos de melhor qualidade". A expectativa, segundo o estudo, é que o arrefecimento da crise impulsione o consumo fora do lar. Em 2017, o food service ficou com uma fatia de 33% do mercado de café em volume, e a projeção para 2021 é de que suba para 34%. O levantamento encomendado pela Abic projeta que o volume total de café no mercado doméstico vai atingir 25,6 milhões de sacas em 2021, sendo 80% de café torrado e moído, 19% em grão torrado e 1,1% de cápsulas. Os números consideram sacas de 48 quilos, volume restante após a torra do café verde. O estudo contempla as vendas de café de todas as categorias: torrado e moído, grãos e em cápsulas.

23/03/2018

Empresas precisam aprender a estabelecer vínculos com o consumidor

Atender o consumidor é o que as empresas e os publicitários sempre tentaram fazer. Para esta finalidade, utilizam desde técnicas complexas que envolvem neurociência até pesquisas clássicas sobre o comportamento do consumidor em um supermercado. Mas Hilaine Yaccoub, antropóloga do consumo, defende que essas ações são insuficientes para entender como o consumidor pensa de fato. Durante o Neurobusiness Summit, que aconteceu em setembro passado em São Paulo, Hilaine defendeu que é preciso estudar mais a fundo o comportamento das pessoas. “Você não pode falar de uma única jornada do consumo, há muitas formas de comprar. O consumidor faz um caminho quando está com um pesquisador do lado, faz outro quando está sozinho e outro ainda diferente quando recebeu o décimo terceiro salário”, afirmou. Hilaine defende que hoje, mais do que nunca, as empresas precisam criar vínculos de confiança com as pessoas, e que a internet faz com que o consumidor se relacione de forma diferente com as marcas. “Um grande problema no varejo é que nós [consumidores] somos melhores vendedores que quem nos atende. Você sabe o que você gosta, de que você precisa, você pesquisa, compara preços na internet e, se está em dúvida, vai na loja ver e tocar o tecido”, explicou ela. Estamos, segundo a antropóloga, na era em que o consumidor é rei – sabe exatamente o que quer – e é usuário. Ou seja, não se comporta apenas como consumidor, já que tem liberdade de uso e manipulação sobre os produtos, se apropriando deles para suas necessidades. Hilaine defende que o consumidor atual não é mais “o consumidor Bambi", aquele que "está feliz e aceita tudo", mas sim, "um cão farejador”. Para atingi-lo e conquistá-lo, é preciso que as empresas e marcas invistam em uma publicidade que faça sentido para eles. "É não ser uma marca oportunista, é ser algo de verdade", diz. Nesse sentido, a antropóloga deu o exemplo de uma marca de cosméticos que faz publicidade com uma cantora sem sequer ouvir as músicas que ela canta, ou que coloca uma mulher trans nas publicidades, mas que não tem nenhuma pessoa trans trabalhando na empresa. “As pessoas não buscam produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades, buscam também experiências e modelos de negócios que toquem seu lado espiritual”. Para conseguir fazer isso, no entanto, é preciso entender o consumidor com maior profundidade. “Se você pegar qualquer relatório que diz que uma pessoa deixou de consumir um produto para comprar uma bolsa de marca dividindo em seis vezes no cartão apenas por status, pode jogar fora o relatório”, diz Hilaine. “Nada é supérfluo. É muito fácil ficar sem comer carne para comprar uma bolsa Channel, porque quando aquela mulher entra em um lugar e está bem vestida, ela é respeitada, ela é vista como uma pessoa séria”. Desconsiderar as particularidades é um erro. Hilaine defendeu que hoje, uma marca de roupas no Brasil que quer se tornar relevante para grande parte da população, precisa pensar e olhar para a grande parcela dos brasileiros que são evangélicos. É preciso levar isto em consideração na hora da criação. "A coleção não pode ter só transparência e saias curtas”, comentou. Mas também é necessário se livrar dos estereótipos. “Insistir em estereótipos é negligenciar o seu cliente e o que de fato importa para ele”.

23/03/2018

Barras de chocolate já são opção de 48% dos consumidores nesta Páscoa

Uma data comemorativa muito importante para grande parte dos brasileiros, a Páscoa deve movimentar o comércio no final do primeiro trimestre do ano. Uma estimativa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que cerca de 103,9 milhões de brasileiros devem realizar compras para a ocasião. De acordo com a sondagem, 69% dos consumidores pretendem comprar ou já compraram presentes e chocolates para a Páscoa de 2018 – percentual acima da intenção de compras relatada em 2017 (57%). Apenas 12% não pretendem ir às compras este ano. Entre os consumidores que vão realizar compras na Páscoa, a maior parte (41%) relata a intenção de gastar a mesma quantia do ano passado, enquanto 36% vão gastar menos e 15% garantem que gastarão mais. Dentre estes, as justificativas incluem o desejo de comprar mais produtos (57%), o fato de achar que os preços estão mais altos (37%) e acreditar que os produtos estão com um preço muito bom e vale a pena aproveitar (29%). Já aqueles que vão gastar menos justificam sua decisão dizendo que pretendem economizar (48%), que os preços subiram demais e a renda mensal não acompanhou o aumento (46%) e porque não querem fazer dívidas (31%). O levantamento do SPC Brasil mostra que cerca de 44% dos consumidores pretendem comprar a mesma quantidade de produtos que na Páscoa de 2017, 31% pretendem comprar mais produtos e 14% comprar menos. A média de compras esperada é de cinco produtos e o gasto total médio, R$ 135,03. Para 41%, preços estão mais caros. 91% farão pesquisa de preços. Barras de chocolate já são opção para 48% dos consumidores O levantamento revela ainda que 41% dos consumidores ouvidos têm a sensação de que os preços dos produtos para a Páscoa estão mais caros neste ano do que em 2017 – percentual que era 56% na sondagem do último ano. Para 31%, os valores estão na mesma faixa e apenas 9% acreditam em preços menores. A pesquisa também mostrou que maioria (91%) dos compradores pretende fazer pesquisa de preço antes de levar os ovos ou demais produtos para casa, sendo que os locais preferidos serão os supermercados (76%), os sites (52%), as lojas em shoppings (38%) e as lojas de rua (34%). Seis em cada dez consumidores pretendem comprar ovos de chocolate (61%), enquanto 51% preferem os bombons e 48% as barras de chocolate. Entre estes últimos, os principais motivos da preferência são por considerar que a celebração é mais importante do que a forma do chocolate (50%) e por achar que as barras e bombons são mais baratos (39%). Já entre os que pretendem comprar chocolates caseiros, os principais motivos são considerar que sejam mais personalizados (30%), considerar que a qualidade do chocolate é melhor (22%) e ajudar as pessoas que vendem informalmente (19%). “O consumidor brasileiro já aprendeu que a variação de preços dos ovos de páscoa é enorme e pode ficar próxima a 100% em algumas cidades, de acordo com o Procon. Então, ir às compras na primeira loja que aparece é um erro grave. O ideal é se planejar com antecedência, usar a internet para pesquisar e só tomar decisões depois de ter visto os preços praticados em vários estabelecimentos. Por fim, é válido refletir: é necessário mesmo comprar ovos, ou este é apenas mais um símbolo de consumo? Muitas vezes o chocolate em outros formatos, como a barra, por exemplo, sai muito mais barato para o consumidor. Mas, em todo caso, se a pessoa fizer questão, pode buscar ovos artesanais ou caseiros, que saem mais em conta e também podem ser ótimos presentes”. – avalia a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Assim como no ano passado, os principais destinatários dos presentes serão os filhos (59%), seguidos do cônjuge (42%), das mães (37%) e de si mesmo (35%). Maioria deve pagar em dinheiro. 50% pretendem ir às compras na semana anterior da Páscoa O pagamento à vista será a forma de pagamento mais usada na Páscoa deste ano, seja em dinheiro (63%) ou no débito (38%). Outros 25% pagarão no cartão de crédito em parcela única, enquanto 22% preferem o cartão de crédito parcelado. Dentre os que vão optar pelo parcelamento, a média será de 3,5 prestações. No momento de ir às compras, os fatores que pesam na escolha do brasileiro não são diferentes daqueles utilizados na maioria das situações de consumo. Basicamente, ao optar pelo local de compras, as pessoas estão em busca de preço (53%), qualidade dos produtos (52%), promoções e descontos (45%) e diversidade de produtos (36%). Entre os principais locais pretendidos para as compras são supermercados (73%), diretamente com pessoas que fazem os ovos e chocolates em casa (25%) e em shoppings centers (25%). Apesar de já saberem onde farão suas compras, a maior parte das pessoas não parece estar disposta a agir com antecedência: 50% pretendem fazer as compras na semana anterior à Páscoa e 31% terão feito até a terceira semana de março. Considerando o local de celebração, observa-se seu caráter familiar e 54% pretendem passar a Páscoa em casa, 13% na casa de parentes e 13% na casa dos pais. A pesquisa ainda indica que oito em cada dez consumidores pretendem comprar peixe para a ocasião (80%).

16/03/2018

Veja 8 tendências de gestão de pessoas

Uma boa gestão de pessoas pode ser o fator determinante para o sucesso de uma empresa. Para ajudar os donos de pequenos negócios a superarem esse desafio, o Sebrae disponibiliza em seu portal uma página com as oito tendências em gestão de pessoas para 2017. Entre elas estão o home office, a autogestão e a realização de treinamentos. “Manter os funcionários motivados com o trabalho não é uma tarefa fácil, mas com empenho e dedicação é possível que uma empresa transforme seu capital humano em um dos principais diferenciais entre os seus concorrentes”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. Confira as tendências, baseadas nos estudos Future of Work (Futuro do Trabalho), realizado pela ADP (Automatic Data Processing) e o site Glassdoor, um dos maiores portais de carreira do mundo. 1. Mobilidade no trabalho O home-office, prática que permite que os colaboradores trabalhem de casa, não é algo novo, porém, tem se tornado comum dentro das empresas. Assim como a contratação de freelancers - ou profissionais autônomos - que não têm vínculos empregatícios institucionais (carteira assinada, entre outros benefícios). Geralmente, seus contratos são específicos para sua uma demanda ou job. 2. Autogestão O colaborador não terá mais alguém que supervisione seu trabalho. Ganha força a autogestão como forma de sustentar o protagonismo do profissional. As estruturas cada vez mais enxutas e menos hierarquizadas exigirão colaboradores mais qualificados e generalistas trabalhando em função de projetos e entregas e não apenas sobre tarefas. 3. Trabalho pelo propósito Relacionado à tendência anterior, cresce no mercado o número de colaboradores que aceitam oportunidades com base no propósito, seja da ação ou da empresa, e não mais prioritariamente pelo cargo a ser ocupado, pelos benefícios da vaga ou pela forma de contratação. De qualquer maneira, aqui está mais um grande impacto na gestão de pessoas. A sugestão é que os profissionais de RH reflitam sobre estratégias de engajamento e sobre cultura corporativa. 4. Employer branding A expressão branding significa o esforço contínuo de gerar valor para a marca. No caso do employer branding a ideia é a mesma, porém, o alvo é diferente. Enquanto as ações de branding miram os consumidores, o employer branding tem como alvo os colaboradores da organização. Despertar o desejo de fazer parte de uma organização é o objetivo central do employer branding, que busca o engajamento dos atuais e potenciais colaboradores. 5. Planejamento de carreira em “W” Há pouco tempo, a única forma de crescer em uma empresa era no sentido vertical, ou “Y”, na qual o profissional, assim que atinge um determinado nível de conhecimento e experiência, precisa escolher entre dois caminhos: a carreira gerencial ou a técnica. Hoje, devido à complexidade de várias organizações e à multidisciplinaridade dos colaboradores, surgiu um novo modelo, a carreira em “W”, que consiste em adicionar mais uma opção de carreira para o profissional: a carreira de gestor de projetos. 6. Job rotation Essa tendência tem tudo a ver com a geração de profissionais do futuro. Essa prática permite que o colaborador se movimente mais dentro da empresa e consiga aprender sobre determinado negócio com profundidade. Vivenciando diferentes rotinas, atividades e funções, o profissional é capaz de entender os processos e ampliar o seu ponto de vista sobre as diferentes áreas de atuação de sua carreira. 7. Remuneração variável x remuneração fixa Uma das mais fortes tendências na gestão de pessoas no futuro é que a remuneração fixa, aquela baseada nas competências (capacidade para resolver problemas) exigidas para o cargo ...

15/03/2018

Após reforma trabalhista, home office exigirá adaptação das empresas

A modalidade home office é um dos pontos que tem gerado mais dúvidas desde que a reforma trabalhista entrou em vigor. Antes adotado de maneira facultativa pelas empresas, o trabalho a distância passou a ter parâmetros mais claros e que prometem facilitar a vida de empregadores e funcionários. No entanto, especialistas acreditam que ainda levará algum tempo para que as empresas se adaptem às novas regras. Entre as mudanças estão a obrigação do empregador em reconhecer o trabalho home office em contrato, especificar quais as atividades exercidas remotamente, responsabilidade pela aquisição e manutenção dos equipamentos necessários para realização das funções e reembolso de eventuais despesas do funcionário com suas atividades. Além disso, a empresa também fica responsável pela conscientização sobre doenças e acidentes de trabalho. Quem já trabalha em sistema de teletrabalho também precisará fazer aditivo contratual. Na avaliação do diretor da recrutadora Robert Half, Lucas Nogueira, ainda serão necessários pelo menos dois anos para que os efeitos das mudanças sejam vistos no mercado de trabalho. “A reforma estabeleceu mais critérios para o home office, mas primeiro as empresas estudarão isso muito bem para depois aplicar”, aposta. Em seu dia a dia como diretor de recrutamento, Nogueira conta que sempre se depara com pessoas que desejam um trabalho à distância em busca de maior mobilidade, tempo e qualidade de vida. “Isso já é visto como um benefício, mas como não havia regras tão claras, nem toda empresa se arriscava a oferecer. Agora, esse cenário deve mudar.” Mundo afora. Uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com a Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) revela que o uso de trabalho remoto varia bastante pelo mundo, indo de 2% a 40% dependendo do país. Ao todo, participaram do estudo Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia. Na vizinha Argentina, por exemplo, apenas 2% dos trabalhadores formais fazem trabalho home office. Já nos Estados Unidos esse número evolui para 20%. Sem dados absolutos sobre o Brasil, o relatório concluiu que esse tipo de trabalho "está em alta", mas "não é ainda uma prática generalizada". De acordo com Gilberto Maistro Júnior, professor da Faculdade de Direiro de São Bernardo do Campo, o que falta para mudar essa situação é o entendimento das empresas, capaz de ampliar o acesso. Entre os pontos polêmicos trazidos com a reforma estão a ausência de cálculo das horas extras e adicional noturno, além da obrigação do empregador em arcar com todos os custos para que o trabalho seja feito, entre eles pagamento de energia elétrica, equipamentos tecnológicos e mobília....

15/03/2018

É hora de agir em um ambiente desafiador e que exige novas respostas

No Brasil muita gente do bem afirma estar disposta a fazer diferente visando o que é bom para as suas empresas e especialmente para o país. "Mas devo dizer que, na prática, essa disposição nem sempre é acompanhada da ação correspondente", explica Betania Tanure é doutora, professora e consultora da BTA. Certa perplexidade domina os diversos fóruns. Nas empresas, acostumadas aos processos de mudança da era analógica, executivos de muito sucesso se veem hoje diante de novos paradigmas, que representam desafios para os quais não têm resposta ou nos quais não sabem navegar. O frenesi da ação está na execução dos planos, na pressão por resultados de curto prazo, no modelo de gestão que, via de regra, também está ancorado no passado. "Age-se como se fosse melhor se ocupar do que já se conhece do que sentir o vácuo da dúvida. Da dúvida de ter um futuro que aponta a possibilidade de disrupção - seja do modelo de negócio, seja da lógica de construção de valor, seja das práticas da liderança", analisa Betania. O momento é de muitas incertezas, cenário em que são comuns dois tipos de reação. Pode-se negar a realidade, minimizando o tamanho do problema. Esse comportamento é expresso, por exemplo, no constante discurso sobre a "agenda impossível". "As pessoas se declaram tão lotadas de trabalho que 'nem dá tempo de pensar ou enxergar o que está nas entrelinhas'. Ou se reconhece o problema, mas não a responsabilidade por ele, pondo-se a 'culpa' em terceiros", diz a especialista. Temos uma escolha a fazer nas empresas, e também na vida pessoal e como cidadãos. Vamos negar os problemas, pôr a responsabilidade no outro ou assumir, cada um de nós, o seu papel? Afinal, por que é tão difícil agir para construir o futuro sem se limitar a agendas de melhoria incremental?...

15/03/2018

Empresas com propósito têm os melhores resultados no longo prazo

Sim, as empresas precisam entregar resultados financeiros. Então por que há atualmente uma onda de negócios buscando mostrar que têm um propósito além da busca por lucro? Para Karina Saade, COO para América Latina da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, a resposta é clara: empresas com propósito têm melhores resultados financeiros no longo prazo. “A Blackrock é um grande investidora, temos várias empresas no portfólio, mas nossa pesquisa mostra que empresas com propósito claro têm uma vantagem competitiva”, disse durante o painel “Liderando Negócios com Propósito”, no Fórum Econômico Mundial na América Latina, realizado em São Paulo na quarta-feira (14/03). No mercado de trabalho, essas empresas são mais eficazes em atrair os melhores talentos, em motivar seus funcionários e em retê-los na companhia. “Também são as melhores empresas em alinhar a estratégia de longo prazo entre a gerência da companhia e os acionistas”, afirma. Para Karina, a consistência na entrega de resultados é mais importante do que o desempenho no curto prazo. E quando a direção da empresa tem uma estratégia de longo prazo ligada ao propósito, o desempenho, trimestre a trimestre, é mais consistente, diz ela. “Não há conflito entre maximizar valor e ter propósito”, afirma. Presente no painel, Gonzalo Muñoz, cofundador e CEO da TriCiclos, explicou que sua empresa faz parte do Sistema B (B-Corp), movimento que certifica empresas que valorizam - além do lucro - sustentabilidade e ações de impacto social, entre outros fatores. Manter-se com estes princípios não é uma tarefa fácil, afirma Muñoz. “Há muitos incentivos para pensar apenas no curto prazo e a cultura de que é preciso sempre maximizar os lucros em vez de minimizar o impacto social e ambiental precisa mudar”.

07/03/2018

Veja quando a competição pode impulsionar a empresa

O limite entre uma disputa boa para os negócios e aquela em que predomina a busca do resultado a qualquer custo é sutil. Entenda como a competição saudável melhora seus resultados. Competição dentro da mesma equipe está errado”, costuma dizer Abilio Diniz. O empresário, que faz parte do conselho do Carrefour e cuja família fundou o GPA, fala com a experiência de quem está há mais de 50 anos no varejo. Outros especialistas também fazem ressalvas. Para Sofia Esteves, presidente do grupo DMRH e da Cia. de Talentos, um ambiente altamente competitivo gera desmotivação. Já Marco Túlio Zanini, diretor da consultoria Symbállein e professor da EBAPE/FGV, diz que é difícil incentivar a competição quando se depende da interação e do trabalho de outras equipes. Mas isso significa o fim da competição? Ao contrário. O ser humano, explicam os especialistas, é competitivo por natureza. E isso pode ser bom para a empresa, desde que ela saiba incentivar uma disputa que seja saudável e, portanto, lucrativa para os negócios. Esse tipo de competição ocorre, por exemplo, quando o colaborador não se acomoda e quer buscar sempre resultados melhores em sua área de trabalho. Isso acaba impulsionando o grupo a se superar, o que traz muitas vantagens, como o aprimoramento de processos. Mas para isso acontecer de forma sustentável e gerar inovações, é preciso haver integração entre os colaboradores.

07/03/2018

Preços e sortimento potencializam resultados da sua loja

Definir o mix levando em conta a escala de preço é tarefa árdua. Mas, bater nessa tecla é fundamental para impulsionar os resultados de cada categoria e loja. O caminho passa pela correta definição da proporção de itens de preço baixo, alto e intermediário. Para Alexandre Horta, diretor de consultoria da área de varejo e consumo da PwC, é bom lembrar que os extremos (caros e baratos) costumam responder, em média, por 15% a 20% do mix de cada categoria. Já os itens com preço intermediário tendem a ficar com 60% a 70% do sortimento. Isso faz sentido como média. Porém essa proporção tem de estar alinhada à estratégia da empresa e ao posicionamento de cada loja, entre outras variáveis. Existem regras básicas que, se bem observadas e executadas, ajudam a acertar a mão e a favorecer as vendas e a rentabilidade. Quem tudo quer nada tem Ainda hoje é comum definir a variedade de itens para atender todos os perfis de público. Mas para rentabilizar o negócio o melhor é direcionar o sortimento a quem, de fato, a loja quer atender. “Ter no mix o número mínimo necessário de produtos para cumprir a estratégia traçada para cada categoria é o ideal a ser perseguido”, defende Alexandre Horta, da PwC. Algumas categorias são especiais Cada loja deve ter categorias referência para o shopper. Ou seja, aquelas nas quais o supermercado se destaca e que arrastam o shopper para as compras. Nesse caso, vale oferecer uma gama maior de opções. A categoria pode ter, inclusive, mais itens com margem percentual menor, desde que o volume gerado seja alto o bastante para garantir um bom lucro bruto. Os cálculos prévios e posteriores são essenciais. Monte uma escada de Preços O ideal, segundo Alexandre Horta, é construir uma “escadinha” de preços, com ligeiras diferenças entre um produto e outro. A ideia é conceder ao shopper a possibilidade de subir um degrau na escada ao escolher um produto de melhor qualidade em relação ao que sempre compra. Essa estratégia favorece o aumento do tíquete....

07/03/2018

Legado ou maldição: o que a crise deixará para sua empresa?

Na crise econômica as empresas brasileiras se acostumaram a um novo normal - fazer mais com menos, pressão constante por resultados, equipes mais enxutas. Para a consultora Carolyn Taylor, referência em cultura organizacional, mesmo com a retomada da economia os efeitos do período serão sentidos por muito mais tempo, e caberá aos gestores definirem se a crise terá deixado um legado ou uma maldição para as companhias. Cultura corporativa é, na visão de Carolyn, um termo que define o comportamento diário e a maneira de fazer as coisas dentro de uma empresa. "Você constrói sua cultura pela forma como você opera todos os dias. A sua resposta a uma crise é um exemplo da cultura", diz a consultora inglesa, autora do livro "Walking the Talk", escrito em 2005 e lançado no Brasil em 2014 pela Publit. O título também dá nome a sua consultoria, fundada há 25 anos e presente no Brasil há mais de uma década. Carolyn conversou com o Valor na semana passada, durante uma passagem pelo país. Para ela, momentos de crise, sejam elas prolongadas e impulsionadas por fatores externos como uma recessão econômica ou geradas por aspectos internos, como escândalos de corrupção ou acidentes ambientais, devem ser usadas como momentos de oportunidade. A chave para fazer isso é assumir a responsabilidade e erguer um espelho para a organização, identificando as atitudes que levaram à crise ou que foram tomadas em resposta a ela. "Algumas culturas vão culpar o ambiente externo e outras vão se perguntar como podem se tornar mais espertas e aprender com o que aconteceu", afirma. Exemplos como as empresas denunciadas por corrupção na Operação Lava-Jato ou o banco Wells Fargo, onde foi revelado que milhares de funcionários abriram contas em nomes de clientes sem autorização, demonstram que dificilmente a empresa pode se eximir de responsabilidade e colocar irregularidades na conta de algumas "laranjas podres". "Não consigo pensar em nenhum caso em que encontrei um ou dois indivíduos que cometeram fraudes mas não havia uma cultura maior que contribuiu para isso", diz.

01/03/2018

Varejo tem usado mais dados de clientes para direcionar ofertas e vender mais

Depois de anos armazenando dados dos clientes inscritos nos programas de fidelidade, o varejo e as plataformas de comércio eletrônico começam a tirar proveito desse arsenal de números para ampliar as vendas. As milhões de transações já realizadas são convertidas em perfis de comportamento com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial (baseadas em complexos algoritmos). Com base nessa matemática, é possível descobrir o que o consumidor quer ou qual o seu estilo de vida. Grupo Pão de Açúcar, Raia Drogasil e Mercado Livre estão entre as empresas que já adotaram essas ferramentas. Ao fazer a oferta de acordo com o perfil do consumidor, a chance de concretizar a venda é maior. Algumas empresas também abrem os dados aos fornecedores, que, sabendo quem vai comprar seu produto, podem dar descontos específicos a cada grupo de clientes. No exterior, esse tipo de ferramenta é usada ainda para melhorar a gestão do estoque, o que significa, para os varejistas, um uso mais eficiente do capital de giro. "Ao fazer uma oferta direcionada, a chance de venda é maior. Além disso, você atrai o cliente para o ponto de vendas e pode apresentar produtos relacionados, elevando o tíquete médio. Do lado do fornecedor, ele passa a fazer o uso compartilhado desses dados para planejar melhor os descontos que vai dar. É uma estratégia de ganha ganha", avaliou Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores. Um dos principais casos de uso de dados de programas de fidelidade aliado à inteligência artificial é o do Grupo Pão de Açúcar. Há pouco mais de um mês, a empresa lançou os aplicativos do Pão de Açúcar Mais, com 17 anos de existência, e Clube Extra, criado há três anos. Segundo Renato Camargo, responsável pelos programas de fidelidade do grupo, a análise das informações de mais de 13 milhões de clientes cadastrados permite segmentar a oferta de descontos: "Não usávamos da forma adequada a nossa base de dados. Agora, com os algoritmos, vimos o jeito que o cliente compra. Sabemos que ele quer algo de volta, que é um desconto. Deixamos de fazer isso de forma massiva para chegar ao consumidor de maneira mais exclusiva." Mecanismo agiliza resposta Esses dados foram abertos aos fabricantes, que começaram a fazer ofertas diretas ao cliente por meio do aplicativo. São três categorias de descontos. Uma válida para todos os clientes cadastrados no plano de fidelidade; outra tem produtos que o cliente já comprou; e uma terceira é relacionada aos seus hábitos. Por exemplo, se ele já comprou carvão e cerveja, a análise dos dados entende que ele costuma fazer churrascos, e aí vai fazer uma oferta de carne. O aplicativo já soma mais de dois milhões de downloads, o que mostra que a adesão, tanto por parte dos clientes como dos fornecedores, foi grande — a expectativa era atingir esse número só no fim deste ano. No Mercado Livre, os dados de buscas são coletados e analisados, para depois serem transformados em ofertas aos clientes. Um programa de fidelidade também foi criado para entender melhor esse usuário e fazer com que ele compre e venda mais itens no market- place (em que são comercializados produtos de diferentes vendedores). "Isso não seria possível sem o analytics. Tudo que fazemos é com base nesses estudos e dados cruzados. Diariamente, é uma avalanche de visitas. Só conseguimos dar uma resposta rapidamente devido a essas ferramentas", afirmou Daniel Ferian de Aguiar, gerente de Marketing e Vendas da empresa, que tem 191 milhões de usuários cadastrados na América Latina.

28/02/2018

12 perguntas que executivos de sucesso fazem em entrevistas de emprego

É importante destacar que o que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe. Em entrevistas de emprego, algumas perguntas caíram em desuso — mas outras mantém-se na pauta de executivos e recrutadores. O que cada um prefere saber de seu candidato irá depender da cultura da empresa e do real objetivo de ter uma nova pessoa na equipe. O site Business Insider reuniu as opiniões de alguns executivos e criou uma lista com as perguntas que eles fazem (ou orientam que sejam feitas) a seus candidatos. Confira: O que você não teve a chance de incluir em seu currículo? Richard Branson, fundador do Virgin Group “Um bom currículo é obviamente importante, mas se você fosse contratar alguém pelo que escreve sobre ele mesmo, não precisaria gastar seu tempo em uma entrevista”, escreveu Branson em seu livro The Virgin Way: Everything I know about leadership. É por isso que ele usa essa pergunta. Dê um exemplo de uma vez em que você resolveu um problema difícil. Laszlo Bock, chefe de Recursos Humanos do Google Segundo Bock, a companhia preferiu trocar as perguntas enigmáticas por aquelas voltadas ao comportamento. “O interessante é que, quando você pergunta a alguém sobre suas próprias experiências, terá dois tipos de resposta”, disse ao New York Times. “Uma é a percepção de como ela interage com uma situação real, mas a informação crucial é sobre o senso do candidato a respeito do que é dificuldade.” Você está em um ponto da Terra, anda uma milha ao sul, uma ao oeste e uma ao norte, chegando ao mesmo local. Onde você está? Elon Musk, fundador da SpaceX e da Tesla A biografia Elon Musk, de Ashlee Vance, diz que esse enigma é uma das preferências de Musk em entrevistas. O site Mashable diz que a resposta é o Polo Norte ou o Polo Sul. Ele ainda afirma que “se você acha a entrevista ou o processo de contratação intimidador, nada se compara às exigências de trabalhar com Musk”. Qual é o seu superpoder... ou o animal que mais gosta? Ryan Holmes, CEO do HootSuite “Durante sua entrevista, eu perguntei à minha atual executiva-assistente qual era o seu animal preferido. Ela me disse que era um pato, porque patos são calmos na superfície e loucos ao procurar por algo abaixo dela”, contou Holmes ao escritor Jeff Haden. “Eu achei uma resposta incrível e uma perfeita descrição do trabalho de uma executiva-assistente.” Como você pratica sua espiritualidade? Oprah Winfrey, apresentadora O Business Insider diz que Oprah fez essa questão a uma série de candidatos ao cargo de presidente de sua rede de televisão Oprah Winfrey Network. Ela afirma que a pergunta não era sobre religião, mas sobre suas relações pessoais consigo mesmo. “O que você faz por si mesmo? O que você faz para manter-se centrado?”, explicou Oprah em uma apresentação na Escola de Negócios de Stanford. Se estivermos aqui após um ano comemorando o bom resultado que você obteve, o que teremos atingido juntos? Randy Garutti, CEO da Shake Shack “O candidato deveria ter visão estratégica para não só falar sobre quão bom o ano foi mas para mostrar seu conhecimento a respeito da empresa – e o porquê de querer estar nela”, disse Garutti a Jeff Haden. Segundo o escritor, ele diz que precisa saber que o candidato “fez seu trabalho, entendeu realmente a empresa e o seu papel... e realmente quer isso”. Conte algo que seja verdade, mas que quase ninguém concorde com você. Peter Thiel, co-fundador do PayPal O Business Insider diz que Thiel gosta de contratar pessoas que não têm medo de falar o que pensam. Em uma entrevista à Forbes, o executivo afirma que a pergunta é “um tipo de teste para entender a originalidade de pensamento, além de testar a coragem de falar em um momento difícil”. Qual sua citação favorita? Karen Davis, vice-presidente sênior da Hasbro Karen revelou ao Business Insider que seu trabalho é retribuir e, por isso, procura candidatos que tenham “senso de paixão e propósito”. A citação a ajuda a entender com o que eles se preocupam. “Eu quero ver que a pessoa está procurando por fontes de inspiração”, disse, lembrando que não há uma resposta certa. Quantos anos tinha quando teve seu primeiro trabalho com retorno financeiro? Hannah Paramore, presidente da agência de publicidade Paramore “Se eles trabalharam em meio período durante o ensino médio ou a faculdade porque precisavam, especialmente em trabalhos considerados ‘duros’, isso mostra um alto nível de responsabilidade”, disse Hannah ao Business Insider. “Eu adoro pessoas que precisam olhar para diferentes ângulos para encontrar o sucesso.” O que você faria durante um apocalipse zumbi? Ashley Morris, CEO da Capriotti A pergunta do CEO de uma rede norte-americana de franquias de lanchonetes parece ridícula, mas ele diz que é a melhor forma de entender como os candidatos reagiriam sob pressão. “Não há uma resposta certa, mas é interessante entender a opinião de alguém e como a pessoa pensa por si”, diz Morris. “A esperança é que possamos entender o que realmente importa à pessoa e qual a sua ideia de moral, para saber se está de acordo com a cultura da empresa.” Se você trabalhasse em um restaurante, qual função gostaria de exercer? Ajeet Singh, CEO e fundador da ThoughtSpot Singh deve ser o único executivo do Vale do Silício a fazer essa pergunta. Ele acredita que muitas respostas podem ser obtidas com ela. “Essa pergunta pega a essência do que move a pessoa e o que ela realmente gosta de fazer, o que a inspira e o que a motiva”, diz. Qual a última fantasia que você vestiu? David Gilboa, co-fundador da Warby Parker O candidato precisa estar dentro do perfil da Warby Parker, empresa de vendas de óculos, livros e acessórios. Para isso, deve seguir um dos valores essenciais da empresa que é adicionar “diversão e excentricidade ao trabalho, à vida e a tudo o que faz”. “Nós consideramos que pessoas que fazem do ambiente de trabalho algo divertido criam uma cultura corporativa mais integrada”, disse Gilboa ao Quartz. “Se nós contratarmos a pessoa mais tecnicamente hábil no mundo, mas cujo estilo de trabalho não se adequa ao nosso, ela não será bem-sucedida aqui.”

26/02/2018

Como atua o profissional de RH estratégico

Grande parte dos profissionais de RH (recursos humanos) ainda trabalha num modelo convencional, "reativo", executando funções dentro de uma estrutura bem definida. Usam tecnologias novas apenas quando a ordem vem de cima, a despeito do impacto da transformação digital nas empresas e sociedade. A pesquisadora britânica Helen Rosethorn designa esses profissionais como "convencionalistas" -- e os considera não eficazes para garantir que empresas se mantenham competitivas e funcionários mantenham seus trabalhos, diante do avanço de robôs e inteligência artificial. CEO da consultoria Prophet e autora do livro "The Employer Brand" (A marca do empregador, ainda sem edição no Brasil), Helen fez pesquisas para mapear de que forma o RH pode ajudar as empresas a criar valor para clientes e funcionários e trabalhar num modelo mais ativo e digital. No dia 6 de março, ela estará no Brasil para um palestra durante o HR Conference, realizado pela HSM. Helen comenta que, embora os "convencionalistas" dominem o RH, há quem esteja disposto a mudar esse cenário. “Estou ajudando muitos profissionais a entender quais são as reais necessidades dos funcionários, a criar experiências boas. Muitos RHs estão conseguindo fazer isso e de forma particularmente boa”, diz. A mudança de pensamento e postura é gradual. A partir de uma pesquisa que realizou com 550 profissionais do setor – incluindo 250 líderes – ela mapeou seis arquétipos que vão do “convencionalista” (menos disposto à mudança e realizando tarefas burocráticas e padrão) ao “provocador” (pioneiro, ativo e impulsionador da transformação digital na empresa).

23/02/2018

Lucro líquido do Magazine Luiza avança 260%

O Magazine Luiza teve um crescimento de vendas – muito acima da média do varejo de eletroeletrônicos e móveis. Nos últimos três meses do ano, o faturamento total do Magalu atingiu R$ 4,4 bilhões, uma alta de 31% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o melhor resultado trimestral da companhia nos últimos cinco anos. No quarto trimestre de 2017, o lucro líquido foi de R$ 166 milhões, crescimento de 260%. No ano, o lucro líquido atingiu R$ 389 milhões, 350% superior ao registrado no ano anterior. Graças ao aumento das vendas, as despesas operacionais foram diluídas em 1,7 ponto percentual. Graças a esse desempenho, o Magalu novamente ganhou participação de mercado nas principais categorias de produtos. No acumulado de 2017, o faturamento da empresa cresceu 28%. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no mesmo período, a expansão do varejo brasileiro de eletroeletrônicos e móveis foi de 7,7%. O crescimento acelerado foi registrado em todos os canais do Magalu. As vendas digitais de produtos próprios (1P) e de terceiros (3P) cresceram 60% no quarto trimestre, contra os 6,1% do mercado, registrados pelo E-bit. O marketplace do Magazine Luiza, lançado em 2016 e que já reúne mais de 750 sellers e mais de 1,5 milhão de itens disponíveis, faturou 230 milhões de reais no ano passado. Mais da metade desse valor, R$ 120 milhões, foi registrada nos últimos três meses do ano, o que demonstra o ritmo da adesão de varejistas de todos os portes à plataforma. No e-commerce tradicional da companhia, cada vez mais clientes optam pelos dispositivos móveis. Em 2017, o número de downloads do aplicativo de vendas para smartphone chegou a 10 milhões. Durante a última Black Friday, em novembro, o app do Magalu foi o mais baixado do Brasil, superando opções de entretenimento e de serviços. As vendas das lojas físicas também apresentaram forte expansão: 20% entre os meses de outubro e dezembro do ano passado. No critério de vendas nas mesmas lojas (same store sales), a alta foi de 15%. Em 2017, o Magalu inaugurou 60 lojas físicas, instaladas principalmente na região Nordeste.

22/02/2018

Ação do GPA cai depois de mudanças na gestão

Ao longo de todo o dia de ontem (21/02), foi a maior baixa do Ibovespa, encerrando o pregão com recuo de 5,27%, a R$ 67,55. Após anunciar mudanças importantes no comando da companhia e publicar números do quarto trimestre - parte deles avaliados como fracos pelo mercado - o GPA (Grupo Pão de Açúcar) viu suas ações fecharem em queda ontem na B3. Ao longo de todo o dia, foi a maior baixa do Ibovespa, encerrando o pregão com recuo de 5,27%, a R$ 67,55, menor preço desde 21 de julho de 2017. A Via Varejo, controlada pelo GPA, caiu 3,3%, a R$ 25,80. Apesar de já circularem informações no mercado, analistas se surpreenderam com as mudanças divulgadas - especialmente envolvendo o negócio alimentar. A varejista anunciou na segunda-feira a saída de Ronaldo Iabrudi da presidência do GPA e de Luis Moreno da linha de frente das redes Extra e Pão de Açúcar. Peter Estermann, atual presidente da Via Varejo, controlada pelo GPA, será o novo CEO do grupo. Ainda ontem os impactos estavam sendo melhor absorvidos pelo mercado. Desde a noite de segunda-feira, o comando do grupo tem conversado com analistas para esclarecer e reforçar pontos positivos em torno da decisão. "Achamos a mudança mais inesperada a saída de Luis Moreno da chefia do multivarejo [Extra e Pão de Açúcar] ", escreveu em relatório ontem Richard Cathcart, analista do Bradesco BBI, ressaltando que a entrada de Estermann não deve alterar a estratégia do grupo, com foco no Assaí.

21/02/2018

Dólar sobe a R$ 3,25 com exterior e após governo desistir de Previdência

São Paulo (Reuters) - O dólar fechou em alta e de volta ao patamar de 3,25 reais nesta terça-feira, acompanhando a cena externa e um dia depois de o governo ter jogado a toalha sobre a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem. O dólar avançou 0,63 por cento, a 3,2555 reais na venda, depois de fechar a véspera em alta de 0,43 por cento. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou 3,2397 reais e, na máxima, 3,2577 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,50 por cento no final da tarde. "O mercado já esperava o enterro da reforma", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, ao citar as cotações "comportadas" e a sintonia com o cenário externo neste pregão. Na véspera, o governo formalizou que não votará a reforma da Previdência agora, como era previsto, sob a justificativa do decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. Como paliativo, anunciou um conjunto de medidas econômicas, boa parte já em tramitação no Congresso, numa tentativa de reafirmar o compromisso com o equilíbrio fiscal. "O pacote é inócuo. O governo tenta jogar alguma migalha para o mercado com as medidas, que igualmente (à Previdência) terão que ser aprovadas pelo Congresso", acrescentou Gomes da Silva, ao lembrar da falta de apoio para passar a Previdência. Entre as medidas, estão a privatização da Eletrobras e a reoneração da folha de pagamentos. Dentro da equipe econômica, no entanto, há avaliações de que esses projetos dificilmente serão aprovadas neste ano.

21/02/2018

Meirelles diz que é Congresso quem define a pauta de votações

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira (21) que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, é quem são os responsáveis por definir a pauta de votações do Legislativo. Nesta segunda-feira, após desistir de votar a proposta de reforma da Previdência Social antes da eleições, em outubro próximo, o governo anunciou uma lista de projetos considerados prioritários para melhorar a economia. Entretanto, nesta terça-feira (20), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a nova pauta econômica apresentada pelo governo é um "equívoco", além de "desrespeito" ao Congresso e um "abuso". De acordo com o ministro Meirelles, foram feitas diversas reuniões para definir "uma seleção entre projetos em andamento já no Congresso". "A nossa visão, juntamente com líderes parlamentares, que participaram, de quais são os projetos mais importantes. Evidentemente, que o Congresso é soberano e compete aos presidentes das casas [Câmara e Senado] definir a pauta de cada um. É uma definição técnica, objetiva, de quais são, na nossa visão, os projetos mais importantes", afirmou o ministro da Fazenda. A pauta proposta pelo governo contempla os seguintes projetos: Reforma do PIS/Cofins e a simplificação tributária Autonomia do Banco Central Marco legal de licitações e contratos Nova lei de finanças públicas Regulamentação do teto remuneratório Privatização da Eletrobras Reforço das agências reguladoras Depósitos voluntários no Banco Central Redução da desoneração da folha Programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais Cadastro positivo Duplicata eletrônica Distrato Atualização da Lei Geral de Telecomunicações Extinção do Fundo Soberano

21/02/2018

Dificuldades para se comunicar no trabalho?

Seja na hora de disputar uma vaga no mercado, evoluir no ambiente de trabalho e cultivar relacionamentos, ter boa comunicação é fundamental. Mas não é uma tarefa fácil para todos. Para evitar que essa dificuldade atrapalhe sua vida, veja a seguir algumas orientações de Reinaldo Passadori , especialista em comunicação verbal e presidente do Instituto Passadori Educação Corporativa. Ele lista sete pontos que podem ser desenvolvidos no dia a dia. 1. A primeira é a intrapessoal, que tem a ver com a “ponte” que uma pessoa estabelece consigo mesma e até onde ela é capaz de trabalhar o seu comportamento e transformar a timidez em força para se expressar com confiança e entusiasmo 2. A segunda dimensão é a interpessoal, que não é exatamente o oposto da primeira, mas engloba o diálogo, a empatia, a importância do feedback, o elo com nosso interlocutor e a força da alteridade (a capacidade de se colocar no lugar do outro e de ouvir o outro) 3. Outra dimensão é a vocal, que lida com o “como” dizer. Cuidado com arrogâncias e em ser imperativo demais 4. A quarta dimensão trata da comunicação corporal: nossos gestos, expressões faciais, estilos, aparências e sinais são importantes para as mensagens sem palavras 5. A dimensão técnica, por sua vez, tem a ver com os recursos para uma comunicação adequada aos ambientes e circunstâncias, isto é, o ambiente ou ferramentas como aplicativos, audiovisuais, etc.

21/02/2018

Trabalhar 30 horas por semana pode ser uma realidade próxima

Recentes estudos mostram que grande parte dos millenials não quer passar horas e horas trabalhando e que prezam pelo tempo que passam fora do trabalho .Estudo da Deloitte recente com profissionais de 29 países (incluindo o Brasil) mostrou que os jovens consideram "equilíbrio entre trabalho e vida pessoal" mais importante que progredir na carreira. Trabalho com horário flexível também foi apontado com um dos objetivos de carreira, à frente de treinamento oferecido pela empresa ou possíveis oportunidades de viagens internacionais. Eles querem chegar em casa logo - seja para cuidar dos filhos, para jogar Nintendo ou para praticar ioga. Se a exigência pode causar arrepios em certos recrutadores, chefes ou empresas, já uma demanda que vem se tornando realidade em alguns países. Artigo publicado na edição impressa de fevereiro do Financial Times discorre sobre a tendência e cita particularmente o caso da Alemanha. Segundo a análise, "com a economia mundial crescendo desde 2011, candidatos qualificados estão escassos - e podem fazer exigências". O maior sindicato da Alemanha, o IG Metall, fechou um acordo que permite que os profissionais filiados possam ter uma jornada de trabalho semanal de 28 horas por até dois anos, no caso deles tenham filhos pequenos. "A criação não é só um problema da mãe alemã. A maioria dos filiados ao sindicato é homem", afirma o FT. Tudo bem que as regras trabalhistas da Alemanha podem ser consideradas um "paraíso" perto da realidade de outros países. Mas o que a matéria indica é que se a economia mundial continuar a crescer, a carga de trabalho vai ganhar relevância. "Durante 'booms', muita gente quer trocar dinheiro por tempo'", analisa Simon Kuper, no FT. O tempo parece se tornar cada vez mais precioso às pessoas. No mundo desenvolvido, é uma demanda plausível considerando o alto nível que os rendimentos alcançaram. Segundo a matéria, os salários estão acima do nível médio que vigorava antes da crise de 2008 nos países desenvolvidos (com exceção do Reino Unido e da Grécia). O desemprego na zona do euro é o menor - e os salários nos Estados Unidos estão crescendo. Por esta e outras razões, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho vem se tornando uma questão importante. Gurus de auto-ajuda recomendam abandonar o Facebook, ignorar emails e meditar. Há best-seller já fazendo sucesso com dicas para as pessoas se desconectarem de seus celulares e "aproveitarem mais a vida ao redor". Há, porém, quem garanta que não são os indivíduos que precisam mudar - mas o sistema (Anne-Marie Slaughter, no livro Unfinished Business).

21/02/2018

GPA pretende investir R$ 1,6 bi em 2018

A quantia deverá ser destinada à abertura de 20 lojas Assaí, incluindo conversões, e reforma de outras 20 lojas Pão de Açúca. A estimativa do GPA (Grupo Pão de Açúcar) em investir R$ 1,6 bilhão consta de projeções para o ano de 2018 divulgadas em conjunto com o informe de resultados referente ao quarto trimestre e total do ano de 2017. O valor previsto de investimento para 2018 é semelhante aos projetados nos dois últimos anos, de 2016 e 2017. Em 2015, o montante investido foi de pouco mais de R$ 2 bilhões, e em 2014, de R$ 1,9 bilhão. O objetivo é destinar a quantia para abertura de 20 lojas Assaí, incluindo conversões, e reforma de outras 20 lojas Pão de Açúcar. O grupo também divulgou que as vendas em mesmas lojas, considerando apenas as unidades abertas há mais de 12 meses, do segmento Assaí devem crescer acima da inflação e multivarejo ficará em linha com a inflação alimentar, com continuidade dos ganhos de participação de mercado. Para a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segmento multivarejo, a empresa prevê um aumento entre 0,5 ponto percentual (p.p.) a 0,6 p.p. Em 2017, a margem Ebitda foi de 5,6%. Segundo a varejista, a melhora do indicador virá com a deflação alimentar, que deve se manter no primeiro semestre e recuperar progressivamente na segunda metade do ano, contribuindo em cerca de 0,3 p.p., e com ganhos de eficiência operacional em logística e quebra, com 0,2 p.p. Outros benefícios virão da recuperação da tendência de vendas, maturação de projetos e implementação de novos conceitos. Já no segmento Assaí, a projeção é de aumento da margem Ebitda de 0,2 p.p. a 0,3 p.p., em função da menor deflação, maturação das lojas e da fidelização dos clientes. No ano passado, a margem Ebitda foi de 5,4%.

21/02/2018

Perspectiva de alta no consumo alimenta aposta de investidores no varejo

Demanda reprimida deve elevar vendas, e analistas projetam valorização de até 66% para ações do setor.O consumo das famílias será a grande alavanca da economia em 2018 e irá responder por quase a totalidade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de cerca de 3%, esperado para o ano. Com base nesse cenário, crescem as apostas em ações ligadas ao setor, em especial varejistas, que ainda têm grande potencial de valorização. Maior confiança dos consumidores, juros em patamares mais baixos, aumento da renda e melhora, mesmo que lenta, do mercado de trabalho contribuem para que os consumidores voltem a gastar. E, com a perspectiva de crescimento, os bancos também ficam mais confortáveis em conceder crédito, o que favorece a venda de produtos de maior valor. Sandra Peres, analista-chefe da corretora Coinvalores, lembra que, após dois anos de consumo fraco, a demanda reprimida fará com que mais empresas consigam aumentar as suas vendas, melhorando seus resultados, o que se reflete na perspectiva de valorização das ações. "As pessoas estão mais propensas a consumir, e as empresas também estão melhores. As companhias fizeram ajustes nos dois últimos anos e estão com custos e dívidas menores. Com a casa arrumada e a economia em crescimento, devem apresentar números melhores", explica Sandra, ressaltando que o fator de atenção para o setor, e para a economia de forma geral, será a corrida presidencial. A analista lembra que dois fatores determinam a demanda pelo consumo. O primeiro é o conjunto de renda e emprego, que vem melhorando de forma gradual. O segundo é o crédito, que tem poder de ação mais rápido e favorece a venda de produtos de maior valor, como eletrônicos e eletrodomésticos.

21/02/2018

China reinventa a forma de comprar no supermercado

Os caixas desaparecem para dar lugar aos pagamentos automáticos pelo celular. Carros que seguem o cliente e esteiras rolantes que transportam os pedidos pelo teto já fazem parte do cenário. Ele é chamado de new retail (novo comércio), e dizem que é o futuro. Os gurus que buscam a fórmula perfeita para reinventar as lojas duradouras estão convencidos de que os negócios off-line só sobreviverão se conseguirem se integrar aos canais on-line e oferecer experiências que a internet não pode reproduzir. Em suma, não tem sentido ir às compras no supermercado – um dos estabelecimentos que mais vão mudar nos próximos anos – se tudo o que existe nas prateleiras pode ser adquirido através de um aplicativo que nos poupa de sair por aí carregando sacolas. Ninguém duvida que a China está na vanguarda nessa área. A Amazon também atua forte, mas o gigante asiático está um passo à frente. O extraordinário desenvolvimento dos pagamentos móveis, somado à grande penetração dos smartphones e ao insaciável apetite da população por todas as novidades, fez com que diferentes estabelecimentos redefinissem, de uma maneira ou de outra, o processo de compra. Alibaba e JD estão entre os mais inovadores, mas nesse campo também jogam redes tradicionais, como os supermercados Carrefour, Olé e City Shop. Os estabelecimentos da Hema, pertencentes ao Alibaba e inaugurados em 2015, são os mais veteranos do setor e servem para ver como será o futuro mais imediato. À primeira vista parecem supermercados comuns, mas os clientes logo descobrem que não são. O espaço destinado aos produtos à venda, por exemplo, é muito menor que em outras lojas tradicionais. A empresa decidiu que é melhor dedicar grande parte de sua superfície a pequenas ilhas temáticas onde os clientes podem degustar o produto. Há um pequeno bar que serve cerveja, uma esquina de cafés administrada pela Starbucks e várias cozinhas onde vários cozinheiros preparam alimentos que o cliente quiser comer ali mesmo. Para isso, só é preciso pagar uma pequena taxa extra, calculada segundo o tipo de prato e o peso. O meio quilo sai no máximo por 30 yuans (cerca de 15 reais). Os mariscos são os favoritos do público chinês, mas lá é possível comer de tudo: de sopa de macarrão até um bife. “Antes, costumávamos ir a pequenos restaurantes perto do escritório, mas descobrimos que aqui o produto é melhor, fresco e muitas vezes importado, e o preço é mais baixo”, diz a jovem Huang, que foi com colegas da sua empresa comer numa filial da Hema que o Alibaba abriu no bairro Changning, em Xangai. “Os mariscos estão vivos, e cada um escolhe o que quer vendo o produto. Não como nos restaurantes, onde você não sabe bem o que te servem.” Além dessa vantagem sobre as vendas tradicionais, a Hema oferece três tipos de compra. Primeiro, pode-se comprar à moda antiga, pegando os produtos das prateleiras e levando-os num carrinho até o caixa de autoatendimento, embora só seja possível pagar através do aplicativo do supermercado, que está ligado à conta de pagamentos eletrônicos da Alipay. O cliente também pode comprar de casa através do app, e um entregador leva o pedido em menos de 30 minutos – desde que o domicílio esteja no máximo a três quilômetros de distância. E, finalmente, pode-se optar por um modo híbrido, em que você escolhe o produto no supermercado, mas compra através do aplicativo escaneando os códigos de barra, que abrem sites com informações detalhadas sobre o que será adquirido. Os dados ficam registrados na conta de cada consumidor, e o aplicativo os utiliza em visitas posteriores para recomendar produtos que se ajustam ao gosto do usuário.

08/02/2018

Currículo tradicional está com os dias contados

As transformações em curso no mercado de trabalho chegam – com certo atraso diriam recrutadores “moderninhos” – a um dos documentos mais tradicionais das seleções de emprego: o currículo. Sem passar por grandes mudanças há décadas no Brasil, a versão clássica do currículo vai ganhar novos dados profissionais e deixar de lado algumas informações. Candidatos a estágio e trainee são os primeiros a entrar em contato e a adotar a novas formas de apresentação. Vídeos, links para redes sociais e outras plataformas digitais não são novidade nas principais seleções de jovens no mercado brasileiro. Ficar de olho no que aconteceu na última e no que vem por aí na próxima temporada de trainees, por exemplo, pode trazer bons insights sobre o que deve ocorrer em outros níveis hierárquicos, segundo Lucas Oggiam, consultor da Page Personnel. Pesquisar as seleções em mercados internacionais, também. “O currículo é um reflexo do que o entrevistador quer ver. Por isso é um jeito no Brasil, nos Estados Unidos é de outro, na Europa e na Ásia também”, diz Oggiam. Confira o que vai entrar e o que vai sair no novo modelo de currículo: 1. Sem informações pessoais nem nome da universidade Você já ouviu falar em currículo cego? É uma tendência mundial de mercado que elimina do currículo detalhes de gênero, raça, idade, nacionalidade, endereço. Iniciais substituem o nome e até o endereço de email é adaptado para que não “denuncie” nenhuma informação pessoal do candidato. Por aqui, esse tipo de ajuste no currículo para evitar interferência de preconceito no julgamento que um recrutador faz de um candidato, é raro, mas existe. No Nubank por exemplo, uma parte da seleção é feita às cegas. “Empresas que estão pensando à frente consideram isso um avanço natural, mas ainda depende da mentalidade do gestor da vaga em si”, diz Oggiam. Mudar a cultura da chefia no Brasil vai levar tempo, mas é caminho sem volta. Na França por exemplo, empresas com mais 50 funcionários são obrigadas por lei a usar o currículo cego. Na Holanda e no Reino Unido essa política também já ganhou força. 2. Sem fotos Há quase uma década no mercado brasileiro de recrutamento, Oggiam ainda recebe currículos com foto. O espaço da imagem deve, desde já, ser substituído por links para redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo. “Não me recordo de nenhum recrutador, que hoje em dia tenha contratado alguém sem fazer uma pesquisa sobre o candidato no LinkedIn ou em outra rede social”, diz o consultor da Page Personnel.

08/02/2018

10 dicas para melhorar suas técnicas de negociação

A arte de negociar não é fácil e para ajudar a melhorar suas habilidades nessa área, veja orientações de Ricardo Bellino, considerado pelo um mestre na área. Em seu currículo estão experiências de negociação com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele adianta que, para ter sucesso, é preciso um pouco de CDP (cara de pau), se preparar bastante e acreditar naquilo que você está negociando. Confira abaixo as 10 dicas de Bellino: 1) Preocupe-se mais em entender “com quem” você vai falar e menos com “o que” vai falar e alinhe expectativas na largada: uma negociação bem-sucedida deve ser tratada como um acordo pré-nupcial, aonde todas as expectativas e regras estão definidas. Pois quando o “amor e sexo” acabarem entre os sócios, você ainda poderá salvar o relacionamento empresarial. 2) Prepare-se para o imprevisível, como por exemplo ter que vender a sua ideia em apenas 3 minutos: pratique a apresentação em menos de cinco minutos. Pratique a sua introdução em menos de três minutos. Você descobrirá que você pode ser um editor eficaz cortando tudo o que não é absolutamente necessário. Sua audiência, ou seus superiores, agradecerão sua capacidade de destilar a essência para eles. 3) Nunca se deixe intimidar pelo poder ou arrogância de seu interlocutor: não perca o seu foco, caso contrário você perderá tempo na apresentação e cometerá erros desnecessários. 4) Demonstre pelo seu entusiasmo que você é a pessoa certa para aquela oportunidade: mostre ao seu interlocutor o motivo para você ser a melhor pessoa para o trabalho e por que merece ele. Compartilhe suas experiências que justamente mostram o por que você é ideal para o negócio. 5) Não terceirize a entrega de suas promessas e muito menos de desculpas por não as tê-las cumprido: terceirizar mostra falta de comprometimento e também a falta de responsabilidade já que a que você transfere “a responsabilidade dos compromissos assumidos para outras pessoas, como forma de se blindar do não cumprimento. Mas conhecido como ‘cover ass policy’”. Não peça desculpas, assuma o erro e se possível corrija ele.

18/12/2017

Você está exausto no trabalho? Arranje tempo para seu hobby

Não é difícil achar ambientes de trabalho em que responder e-mails fora do expediente e levar trabalho para casa se tornaram parte da rotina. Um novo estudo da Universidade de Zurique, no entanto, chega como alerta para quem adotou esse estilo de vida. Pessoas que não criam limites entre a vida pessoal e profissional reportam níveis mais baixos de bem-estar e mais altos de exaustão. Fazer atividades voltadas para o relaxamento e lazer é, segundo os pesquisadores, essencial para garantir a saúde. A pesquisa, publicada no Journal of Business and Psychology, teve participação de quase dois mil funcionários de empresas de diversos setores localizadas em países germânicos. Deles, metade disse trabalhar mais de 40 horas por semana, enquanto 37,7% trabalhavam entre 30 e 39 horas/semana. Eles responderam questionários sobre a frequência com que levavam trabalho para casa, trabalhavam nos fins de semana ou se preocupavam com atividades profissionais durante o tempo livre. Os participantes também indicaram se tinham tempo para relaxar participando do que os especialistas consideram “atividades restauradoras”, como socializar com amigos ou a família, praticar esportes ou hobbies e dedicar qualquer período ao relaxamento. O nível de bem-estar dos participantes foi medido com base no nível de exaustão física e emocional e no senso pessoal que cada um reportou de equilíbrio entre o trabalho e o resto da vida....