Últimas Notícias


18/09/2017

A JAB Holdings diminuiu sua fatia em um ponto percentual. Analistas acreditam qu

A maior acionista da Reckitt Benckiser, a JAB Holdings, reduziu sua participação no grupo britânico de 8,9% para 7,9%. Uma década atrás, sua fatia era de 16%. Analistas de mercados começam a prever que a fabricante não conseguirá cumprir sua meta de vendas para este ano. A notícia da venda das ações ocorre na esteira de mudanças na administração, com a saída de quatro dos dez diretores seniores da Reckitt. E segue-se a um ataque cibernético em junho, que disparou uma advertência sobre queda nas vendas bem no momento em que a empresa estava realizando sua maior aquisição – a compra, por US$ 18 bilhões, da americana Mead Johnson, que fabrica fórmulas alimentares para bebês. Eva Quiroga-Thiele, analista do Deutsche Bank, afirmou: "A JAB vem vendendo sua participação na RB gradualmente ao longo de vários anos e a decisão provavelmente reflete suas opções de investimento. Eles têm investido mais em café e na Coty e, presumivelmente, enxergam maiores oportunidades de longo prazo nesses negócios." Um número crescente de analistas acredita que a Reckitt provavelmente não atingirá sua meta de crescimento de receitas de 2%, estabelecida em julho. Mesmo à época, o CEO Rakesh Kapoor disse que essa taxa não era uma estimativa final. A Reckitt deve reportar mês que vem suas vendas no terceiro trimestre. Martin Deboo, analista da Jefferies, disse esperar um avanço de vendas de 1%. A companhia tem apresentado há bastante tempo um desempenho superior à média do setor de bens de consumo e ainda se beneficia de altas margens de lucro, em torno de 23%.

12/09/2017

Você pode estimular sua equipe mesmo sem ter recursos financeiros

Em tempos de crise, muitos gestores quebram a cabeça para engajar seus liderados. Mas motivar sem investir dinheiro é mais fácil do que se imagina. Veja como fazer.Grande parte das empresas está acostumada a promover a felicidade dos funcionários por meio de recompensas financeiras. Mas será mesmo que essa é a única forma de fazer com que um colaborador se sinta motivado e engajado? Segundo Sofia Esteves, do Grupo Cia de Talentos, a resposta para essa pergunta é não, por mais estranho que isso possa parecer. “Claro que dinheiro é importante e as pessoas valorizam e precisam disso, porém, existem várias outras formas de motivar as equipes”, diz. Muito mais que dinheiro, as pessoas querem sentir que há um propósito naquilo que fazem, que o tempo que dedicam ao trabalho trará satisfação pessoal. “Ou seja, elas querem ter certeza de que tudo o que fazem tem algum sentido”, explica. Veja a seguir as dicas da consultora: • O primeiro ponto importante para motivar e engajar as pessoas é trabalhar a liderança e a equipe, como um todo, para aumentar o nível de confiança na empresa e entre as pessoas. Para que isso seja possível, é fundamental entender que confiança não se ganha na declaração, mas em um processo de construção que envolve comportamentos consistentes. Ou seja, basicamente, é preciso ter coerência entre fala e prática: falar o que se faz e fazer o que se fala.

31/08/2017

Taxa de desemprego foi de 12,8% no trimestre encerrado em julho

A taxa de desocupação foi de 12,8% no trimestre móvel de maio a julho de 2017, com queda de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2017 (13,6%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior (11,6%), houve alta de 1,2 ponto percentual. A população desocupada (13,3 milhões de pessoas) caiu 5,1% (menos 721 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e cresceu 12,5% (mais 1,5 milhão de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2016. A população ocupada (90,7 milhões de pessoas) aumentou 1,6% em relação ao trimestre anterior (mais 1,4 milhão pessoas) e não apresentou alteração em relação ao mesmo trimestre de 2016. O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões de pessoas) manteve-se estável frente ao trimestre anterior, mas caiu 2,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (- 1,0 milhão de pessoas). Já o número de empregados sem carteira assinada (10,7 milhões de pessoas) cresceu 4,6% em relação ao trimestre anterior (mais 468 mil pessoas) e 5,6% contra o mesmo trimestre de 2016 (mais 566 mil pessoas). O contingente de trabalhadores por conta própria (22,6 milhões de pessoas) subiu 1,6% na comparação trimestral (mais 351 mil pessoas) e na anual houve estabilidade. O rendimento médio real habitual (R$ 2.106) ficou estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.111) e ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.045). A massa de rendimento real habitual (R$ 186,1 bilhões) cresceu 1,3% frente ao trimestre anterior e não mudou estatisticamente em relação ao mesmo trimestre de 2016.

30/08/2017

Varejistas querem mudar data do Black Friday

As conversas chegaram a ocorrer em comitês do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) e entre associações setoriais para uma alteração ainda neste ano. Em 2018, o evento promocional deve migrar de novembro para o início de outubro, período sem datas comemorativas relevantes e mais distante do Natal. Desta forma, a nova data não afetaria as compras de dezembro, que nos últimos anos têm sido antecipadas para a última semana de novembro, quando ocorre a Black Friday no Brasil. Este é um dos objetivos principais da alteração no calendário: evitar o esvaziamento do Natal. Quando chegou ao País, há sete anos, a data ajudou a elevar as vendas em novembro, um mês com demanda mais fraca. Percebe-se que, agora, não só o Natal acabou se enfraquecendo como, com a crise, cresceu a caça às ofertas de produtos, muitas vezes, com rentabilidades baixas. Já haverá, neste ano, um esforço das cadeias líderes de mercado em reduzir o volume de itens em oferta. Continuará a ser feito muito "barulho" em torno da data, diz um executivo do setor, com ações promocionais na TV e nos sites, mas o total de itens ofertados deve cair em relação à "Black Friday" de 2016. O Google estimou alta de 15% a 20% nas vendas da edição deste ano - em 2016, a alta foi de 17%. Há três semanas, a mudança da data ainda este ano voltou a ser cogitada numa das reuniões dos comitês do IDV, mas houve uma oposição ao avanço do debate - em parte, porque as estratégias para o evento promocional já estão montadas. O Valor apurou que redes como Renner, Grupo Pão de Açúcar e O Boticário já eram favoráveis a uma mudança neste ano. Representantes da indústria de eletrônicos e de eletrodomésticos defenderam a manutenção desta edição do evento em novembro mesmo. "No fim, quem tem que definir o preço e as condições ao consumidor, como pagamento de frete, é o varejo. No dia do evento, se o nível de agressividade dos concorrentes é grande, é a loja que decide se reduz seu ganho e faz a venda para não perder cliente. A indústria não tem perda, porque já fechou a venda para a loja em determinadas condições", diz uma fonte que acompanha o assunto.

27/07/2017

REDUÇÃO DE 1 PONTO LEVA SELIC A 9,25% AO ANO, O MENOR PATAMAR DESDE 2013

São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, ontem, um corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros. Com isso, a Selic recuou para 9,25% ao ano, o menor patamar desde outubro de 2013, quando a taxa estava em 9% ao ano. Em nota divulgada no final da tarde, os diretores do Banco Central (BC) justificaram a decisão unânime, que veio em linha com as expectativas do mercado, e minimizaram o impacto do atual quadro de instabilidade no País. Depois de admitir um aumento da incerteza sobre a implementação das reformas, o Copom disse que foi visto impacto "limitado" nos índices de confiança dos agentes econômicos". Já para os índices de preços, os efeitos dessas incertezas "não se mostram inflacionários nem desinflacionários", avaliaram os executivos do BC. Eles voltaram a destacar o cenário externo - "tem se mostrado favorável" - e o comportamento da inflação - "permanece favorável com desinflação difundida". Sobre a próxima reunião, os membros do Copom indicaram que o ritmo de flexibilização da Selic "continuará dependendo da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação". Segundo analista consultado pelo DCI, o corte deve ser menor no próximo encontro do comitê. "Isso porque a inflação deve acelerar, nos próximos meses, por causa do aumento recente no PIS/Cofins sobre os combustíveis", explicou Miguel de Oliveira, diretor executivo na Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)....

26/07/2017

REFORMAS POLÍTICA E DA PREVIDÊNCIA DEVEM ENTRAR NA PAUTA DO PLENÁRIO NESTE 2º SE

As reformas da Previdência e política são dois dos principais temas pendentes de análise pelo Plenário da Câmara dos Deputados no segundo semestre deste ano. Cinco medidas provisórias (MPs) com relatórios aprovados por comissões mistas também serão pautadas. Aprovada no começo de maio em comissão especial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, do Executivo, aumenta a idade exigida para aposentadoria, tanto no INSS quanto no setor público, para 62 anos de idade, se mulher, e 65 anos, se homem. De acordo com relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), estão previstas transições para os atuais segurados da Previdência, com o cumprimento de um pedágio para poder se aposentar e diminuição do valor da aposentadoria. Para ser aprovada, a matéria precisa do voto favorável de ao menos 308 deputados, em dois turnos de votação. Fundo para eleições No caso da reforma política, composta por projetos de lei e propostas de emenda à Constituição (PEC), as mudanças na legislação precisam ser aprovadas, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, até outubro de 2017 para poderem ser aplicadas nas eleições de 2018. O prazo exigido pela Constituição é de um ano antes do pleito. O deputado Vicente Candido (PT-SP), relator do projeto de lei que altera as leis dos Partidos Políticos (9.096/95), das Eleições (9.504/97), o Código Eleitoral (4.737/65) e a minirreforma eleitoral de 2015 (13.165/15), apresentou uma nova versão do seu relatório à comissão especial relacionada ao tema, prevendo a criação de um fundo para financiar as campanhas eleitorais, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD). Para 2018, o FFD teria recursos da ordem de R$ 3,5 bilhões; e de R$ 2 bilhões para os pleitos sucessivos. Além desse fundo, permanecerá existindo o Fundo Partidário. O dinheiro para as campanhas será dividido a partir da configuração das bancadas na Câmara e no Senado em agosto de 2017, e não apenas em razão dos eleitos em 2014.....

24/07/2017

ORÇAMENTO DE 2018 PREVÊ ALTA DE 13% EM GASTOS COM O SEGURO-DESEMPREGO

Reforma da CLT que entra em vigor em novembro pode impulsionar rotatividade do mercado de trabalho, pois o custo para demitir ou contratar tende a ficar menor com as regras mais flexíveis São Paulo - A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 prevê um aumento de 13,2% nas despesas com seguro-desemprego para R$ 44,23 bilhões, ante os R$ 39,07 bilhões esperados para o exercício de 2017. Entre os parâmetros considerados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para esse avanço estão uma inflação de 4,50% para 2018, com a taxa básica de juros (Selic) em 9% ao ano, salário mínimo calculado em R$ 979 e uma expectativa de 2,5% de aumento do produto interno bruto (PIB). "Chega a ser contraditório o governo projetar uma alta do PIB e sinalizar mais gastos com o seguro-desemprego", comentou a professora de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Juliana Inhasz. Uma possível explicação para elevação mais acentuada das despesas com esses benefícios pode estar relacionada a provável maior rotatividade da mão de obra em 2018, após três anos de crise econômica em que os empregados com carteira assinada tentaram se segurar em seus postos, sem buscar alternativas de melhor remuneração. "Num primeiro momento, a reforma trabalhista não terá muito impacto. O custo de demissão ainda é alto e também há um custo de treinamento e de adaptação do substituto. Acredito que os empregadores não se arriscariam tanto a trocar trabalhadores qualificados por outros até terceirizados", diz Juliana. A reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em 13 de julho entrará em vigor em meados de novembro próximo. Na avaliação do professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ), Alexandre Espírito Santo, com um crescimento da economia da ordem de 2% em 2018, a rotatividade da mão-de-obra pode subir entre os mais qualificados. "A reforma trabalhista tem pontos positivos, pode facilitar acordos entre patrões e empregados", aponta Espírito Santo. Os dados da LDO mostram que a alta rotatividade vinha caindo desde 2013, quando esteve em 43,4% entre os celetistas (pela CLT) e 37,4% entre os estatutários (ex. funcionários públicos com estabilidade definida em estatutos) para a faixa de 40,9% entre celetistas e de 35,4% entre os estatutários. "Somado a elevada rotatividade de mão de obra e aos sucessivos aumentos do salário mínimo, a alta formalização do mercado de trabalho proporcionou significativos incrementos nos dispêndios com pagamento desses benefícios", considerou o documento da LDO 2018, ao analisar o período entre 2005 a 2016....

10/07/2017

MERCADO FINANCEIRO PREVÊ MENOS INFLAÇÃO E ALTA MENOR DO PIB NESTE ANO

O mercado financeiro voltou a reduzir suas estimativas de inflação para os anos de 2017 e de 2018 e também baixou a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano. As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (10) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado baixou sua previsão de 3,46% para 3,38%. Foi a sexta queda seguida do indicador. Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%. Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,25% para 4,24% na quinta redução consecutiva. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período. Produto Interno Bruto Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,39% para 0,34%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão da economia em 2%. Taxa de juros O mercado financeiro baixou sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 8,5% para 8,25% ao ano no fechamento de 2017. Ou seja, os analistas passaram a estimar uma redução mais forte dos juros neste ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.....

06/07/2017

PREÇO DO LEITE AO PRODUTOR DEVE DIMINUIR 7,4%

São Paulo - O preço pago ao produtor pelo litro de leite deve recuar 7,4% nos próximos três meses. Conforme projeção da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), o valor pode cair para R$ 1,25 por litro. O preço médio do litro pago ao produtor foi de R$ 1,35 no mês passado, o que já representa retração de 1,48% sobre o valor bruto praticado pelas indústrias em maio. Entre os componentes que devem derrubar os preços está o aumento da produção, favorecida pelo clima chuvoso e a maior oferta de alimento aos animais no período de safra no Sul do País. "É natural que a maior oferta reduza o preço", observa o presidente da Apil, Wlademir Dall'Bosco. Ele afirma, no entanto, que esse excesso de volume não é a preocupação principal do setor, por não ser acima do esperado. "O que nos preocupa é a falta de demanda pelo produto no mercado interno", destaca. Na avaliação de Dall'Bosco, o consumo de produtos lácteos vem sendo afetado pela crise econômica. "O aumento do consumo depende da geração de emprego e renda, já que hoje, o consumo não é suficiente para esse volume de produção", acrescenta ele. O executivo também lista como razão para o recuo nos preços pagos ao produtor o aumento da importação de leite do Uruguai e da Argentina. Nos primeiros quatro meses do ano, a importação de produtos lácteos aumentou 6,7% em valor na comparação com mesmo período do ano passado e passou de US$ 204,2 milhões para US$ 218 milhões. "O preço médio do produto brasileiro está mais caro que o dos países vizinhos", Dall'Bosco. Para ele, o alto custo de produção e a tributação elevada deixam o produto brasileiro menos competitivo no mercado e abre espaço para as importações. A entrada em quantidade elevada do produto (leite em pó) vindo desses dois países é uma queixa recorrente no setor. O Brasil estabeleceu cotas de aquisição para a Argentina, com limite de 4,5 mil toneladas mensais. Mas ainda negocia com o Uruguai um acordo semelhante....

03/07/2017

DESEMPREGO PERMANECERÁ ELEVADO, MAS RENDA DE TRABALHADORES AUMENTA

São Paulo - A desocupação - que atinge 13,77 milhões de pessoas ou 13,3% da força de trabalho do País - deve seguir elevada no segundo semestre, sem perspectivas muito animadoras. A única boa notícia é que a renda dos 44,42 milhões de empregados mostra crescimento. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao trimestre de março a maio, o número de pessoas desocupadas aumentou 2,33 milhões em relação a igual trimestre de comparação de 2016 para um total de 13,77 milhões de desempregados. Ao mesmo tempo, a renda média dos 33,258 milhões de empregados privados com carteira assinada cresceu 1,4% no período, assim como a renda média dos 11,165 milhões de trabalhadores do setor público tiveram uma evolução 1,9%, nessa comparação de iguais trimestres pelo IBGE. A "esperança" de especialistas consultados pelo DCI, é que esse pequeno aumento da renda do trabalhador com carteira assinada possa gerar a contratação de postos temporários no quarto trimestre para atender alguma alta do consumo no final de 2017. "O efeito do pagamento do Fundo de Garantia [de contas inativas] não foi nada desprezível na regularização de débitos das famílias, e com o 13° salário, a expectativa é de consumo em áreas como vestuário, calçados e supermercados no final do ano", aponta o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Jaime Vasconcellos. Outro fator que aponta uma pequena melhora para a renda e consumo no final do ano é o período de dissídios salariais em tempos de inflação baixa. "Nossos estudos mostram que a massa salarial deve crescer entre 1% a 2% acima da inflação. Os dissídios com reajustes reais tem sido mais recorrentes", identificou o economista. Dados do Salariômetro, que acompanha negociações salariais coletivas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram ganho real de 1 ponto percentual nos dissídios do mês de abril, e de 1,3 ponto percentual nas negociações de maio. A Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) também relatou ganho médio real de 0,84 ponto percentual nos dissídios de maio e 0,46 ponto percentual nas negociações do mês de junho.

30/06/2017

IBGE: DESEMPREGO FICA EM 13,3% EM MAIO E ATINGE 13,8 MILHÕES

O desemprego ficou em 13,3% em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. No mês passado, o Brasil tinha 13,8 milhões de desempregados. Trata-se de uma redução em relação à taxa de abril, que foi de 13,6%. Mas, na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice foi de 11,2%, o quadro foi de elevação (2,1 pontos percentuais). Segundo o instituto, é a segunda queda seguida da taxa desde 2014, mas a maior taxa para maio da série histórica, iniciada em 2012. A taxa de desemprego é medida pelo IBGE por meio de uma média móvel trimestral, ou seja, de três meses, portanto, o dado de maio se refere ao período de março a maio. O instituto divulga a taxa mensalmente. Para o IBGE, a taxa de desemprego permaneceu estável em relação ao trimestre de dezembro a fevereiro. A população desocupada permaneceu estável em relação ao trimestre terminado em fevereiro e 20,4% (mais 2,3 milhões de pessoas) maior que no mesmo trimestre de 2016. A população ocupada (89,7 milhões) manteve-se estável em relação ao trimestre terminado em fevereiro, mas caiu 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016. No ano, é a primeira vez que o contingente de desocupados fica abaixo de 14 milhões. "Nós tivemos uma desaceleração no processo de queda da população ocupada, mas essa desaceleração vem acompanhada de uma queda forte do contingente de carteira assinadas", analisa o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo....

27/06/2017

NÍVEL DE PRODUÇÃO AVANÇOU EM MINAS GERAIS

O nível de produção da indústria mineira avançou 13,5 pontos em maio no comparativo com abril, chegando a 53,9 pontos, segundo a Sondagem Industrial divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O indicador, no entanto, ainda não mostra recuperação do setor porque sofre o efeito calendário – maio teve mais dias úteis que abril – e veio acompanhado de índices que sinalizam desaquecimento da atividade, como recuo do emprego e acúmulo indesejado de estoque. Quanto às expectativas para os próximos seis meses, todos os indicadores recuaram na comparação com o mês anterior, mostrando os efeitos da crise política desencadeada pelas delações envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB). “É um cenário de recuperação lenta e gradativa. E, com a instabilidade política, devemos continuar seguindo nesse ritmo”, disse a economista da Fiemg, Annelise Fonseca. O nível de produção de maio – 53,9 – também teve elevação no comparativo com maio de 2016 (46 pontos). Além disso, foi o segundo melhor resultado do ano, ficando atrás de março, que atingiu 55,3. Nos outros meses os resultados foram: janeiro, 43,2; fevereiro, 42,2; e abril 40,4. “Percebemos oscilações fortes na produção, devido ao efeito calendário. Em relação ao ano passado, os índices estão melhores, mas ainda não podemos falar em tendência forte de recuperação”, reforçou Annelise. De acordo com a Sondagem Industrial, o nível de emprego ficou em 47,5 pontos em maio, tendo recuo no comparativo com abril (48,3). O índice mostrou avanço de 3 pontos na comparação com maio de 2016. Já quanto à utilização da capacidade instalada efetiva considerada usual para o mês, houve um avanço de 6,3 pontos com relação a abril, elevando o índice para 40,7 em maio. Esse é o melhor resultado desde novembro de 2014 (40,9). Ainda assim, o índice continua menor que 50, indicando ociosidade...

26/06/2017

APÓS PERDER VENDAS E CANCELAR BÔNUS, AMBEV FOCA EM PREÇO E VOLTA A CRESCER

O ano de 2016 foi um dos piores da história da gigante de bebidas Ambev. A queda de 5,5% nas vendas reduziu os volumes da empresa ao nível mais baixo desde 2009. O resultado foi tão fraco que deixou os funcionários sem bônus. Desde o início do ano passado, os números ruins já se prenunciavam. Por isso, o diretor-geral da Ambev, Bernardo Paiva, colocou o pé na estrada para fazer uma gestão mais próxima de supermercados e bares, a fim de buscar soluções para o negócio. Desde então, ele passa ao menos dois dias por semana fora do escritório central, em São Paulo. Essa peregrinação foi motivada pela forte queda nas vendas no primeiro trimestre de 2016, quando o volume da companhia caiu 7,5% ante o mesmo período de 2015. Ao longo do ano passado, vários desafios se impuseram à companhia, que sofreu com a alta de impostos de bebidas, os custos de uma operação de hedge (proteção) para a flutuação do dólar e a agressiva estratégia de preços da concorrência. De certa forma, explica o analista Gabriel Vaz de Lima, do Bradesco BBI, a gigante brasileira das bebidas enfrentou uma “tempestade perfeita”. Em entrevista ao Estado, o diretor-geral da Ambev afirmou que era preciso achar uma forma criativa de superar os reveses. “O mercado de cerveja depende da renda disponível do consumidor. Num cenário de crise, era necessário desenvolver estratégias para deixar nosso portfólio mais forte”, conta Paiva.

26/06/2017

MERCADO BAIXA ESTIMATIVAS DE INFLAÇÃO E DE ALTA DO PIB PARA 2017 E 2018

Os economistas do mercado financeiro reduziram suas estimativas de inflação e de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para os anos de 2017 e de 2018. As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (26) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado baixou sua previsão de 3,64% para 3,48%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. Pelo sistema vigente no Brasil, a meta de inflação é considerada formalmente cumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância também fixado pelo CMN. Para 2017, esse intervalo é de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima do centro da meta. Assim, o BC terá cumprido a meta se o IPCA terminar este ano entre 3% e 6%. No ano passado, a inflação ficou acima da meta central, mas dentro do intervalo definido pelo CMN. Já em 2015 a meta foi descumprida pelo BC – naquele ano, a inflação superou a barreira dos 10%. Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,33% para 4,30%. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período. Produto Interno Bruto Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de crescimento de 0,40% para 0,39%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)....

19/06/2017

RETOMADA DA ECONOMIA PODE SER MAIS (OU MENOS) DEMORADA QUE A ANTECIPADA, DIZ ILA

Brasília - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta segunda-feira, 19, em São Paulo, que a retomada da economia pode ser mais (ou menos) demorada que a antecipada. O comentário, feito a uma plateia de investidores em evento do Bradesco, retoma ideia contida nos comunicados mais recentes do BC. De acordo com Ilan Goldfajn, "a manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica". Desde que estourou a crise política trazida pelas delações de executivos da JBS, o BC tem externado preocupações quanto ao efeito da turbulência sobre o andamento das reformas - em especial, da Reforma da Previdência, que tramita na Câmara. "O fator de risco principal é o aumento de incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e de ajustes na economia", disse Ilan. "Isso se dá tanto pela maior probabilidade de cenários que dificultem esse processo quanto pela dificuldade de avaliação dos efeitos desses cenários sobre os determinantes da inflação." Entre os determinantes da inflação, Goldfajn citou a atividade econômica, as expectativas de inflação, as estimativas da taxa de juros estrutural e os preços de ativos financeiros relevantes. "É necessário acompanhar possíveis impactos do aumento de incerteza recente sobre a trajetória prospectiva da inflação", disse o presidente do BC. "Por um lado, a manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia podem ter impacto negativo sobre a atividade econômica e, portanto, desinflacionário. Por outro lado, o impacto da incerteza sobre a formação de preços e sobre as estimativas da taxa de juros estrutural pode ter impacto oposto", disse. Para ele, as projeções condicionais do Copom envolvem hoje maior grau de incerteza....

25/05/2017

EM 12 MESES, DEMANDA POR CRÉDITO SOFRE QUEDA DE 8,5%

São Paulo - A demanda por crédito caiu 2,3% de março para abril deste ano, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), divulgados ontem. A diminuição entre estes dois períodos segue a tendência dos últimos 12 meses, que registrou queda acumulada de 8,5%. O cenário, segundo o levantamento, reflete o receio do consumidor em relação a despesas futuras, que ainda pode ser afetado negativamente caso a crise política, em ebulição desde a última quarta-feira (17) afete a saída do País da recessão. Alguns aspectos de melhora também foram percebidos nos dados do SCPC. A singela estabilização da economia registrada nos últimos meses foi refletida pela desaceleração da queda registrada entre maio de 2016 e abril de 2017 frente aos 12 meses anteriores. "A demanda não está em um nível ideal, mas, na comparação com o ano anterior, tem uma melhora", comenta o economista da Boa Vista SCPC, Yan Cattani. Para os próximos meses, a confiança sobre a queda da inflação e do repasse da trajetória de corte nos juros para o consumidor final é o que garante o otimismo em relação ao crescimento da demanda pelo crédito, de acordo com o especialista. "Demora entre seis e sete meses para que a diminuição dos juros comece a afetar essa procura", aponta Cattani. O Banco Central do Brasil anunciou a primeira redução em outubro do ano passado, e a expectativa é que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) decida pelo corte em 1 ponto porcentual da taxa Selic, de 11,25% para 10,25%. A delação da JBS e a instabilidade do governo Temer também entram na balança das previsões sobre o crédito, em um cenário mais pessimista. Para Cattani, uma paralisação da retomada recairia sobre os investimentos do setor produtivo, aumentando as taxas de desemprego e a desconfiança do consumidor. "Ainda é muito difícil prever algo em cima deste cenário", ponderou, refletindo a reação geral do mercado, que espera desdobramentos da crise política para estabelecer novas projeções. Instituições financeiras - Considerando os segmentos que compõem o indicador, na avaliação dos últimos 12 meses, as instituições financeiras representaram a queda mais acentuada, de 13,4%, mais que o dobro da procura no segmento não-financeiro, como o varejo que oferece crédito ao consumidor na hora da compra. Neste, foi registrada uma diminuição de 5,4% na demanda. "Bancos fecham e abrem mais rápido a peneira do crédito, mas cobram antes de quem deve." Segundo Cattani, isso acontece porque o setor bancário é mais volátil, enquanto o segmento não-financeiro tem uma melhor relação com o consumidor. O economista explica, ainda, que nas instituições não-financeiras existem outras formas de oferta de crédito, como por meio de carnês e boletos. "O parcelamento de compras nesses moldes pode ter incidência de juros mais elevadas, mas não são necessariamente maiores que outras modalidades de crédito rotativo, por exemplo."

23/05/2017

MEIRELLES AFIRMA QUE REFORMA DEVE SOFRER ATRASO

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que o cronograma da reforma da Previdência deverá sofrer atraso em função da nova crise política, mas disse que acredita na aprovação da proposta, mesmo sem o presidente Michel Temer. Em conversa por telefone com investidores, Meirelles afirmou que seu cenário-base contempla a permanência de Temer no cargo. Ainda que isso não aconteça, ressaltou não enxergar possibilidade de a oposição contrária às reformas assumir o poder e mudar o curso da política econômica. "A agenda de reformas nesse momento se tornou parte da agenda do Congresso. Os líderes mais importantes do Congresso já entenderam que as medidas fiscais têm de ser aprovadas e estamos seguindo adiante", disse ele. Temer virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça em investigação aberta com base em acordo de delação fechado por Joesley Batista, do grupo JBS. O plenário do STF decidirá na quarta-feira se aceita ou não o pedido de Temer para suspender o inquérito contra ele. A divulgação na semana passada de conversa gravada por Joesley com Temer injetou forte volatilidade no mercado, com agentes passando a questionar a viabilidade das reformas, em especial a da Previdência, considerada crucial para o reequilíbrio fiscal. Meirelles admitiu que o governo não possui os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com base no posicionamento público dos parlamentares. Porém, afirmou que vários deputados lhe disseram que irão apoiar a proposta no momento certo.

18/05/2017

DÓLAR FUTURO ATINGE LIMITE MÁXIMO, NA CASA DE R$3,32, APÓS DENÚNCIAS E

São Paulo - O dólar futuro disparava na abertura dos negócios desta quinta-feira, atingindo o limite máximo permitido de 3,3235 reais para este pregão, depois de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Segundo informações da B3, o dólar futuro tem limite de negociação diária de 6 por cento, para cima ou para baixo e, uma vez atingido, só podem sair negócios dentro desse nível. Ainda não foram registrados negócios no mercado à vista, com os investidores evitando tomar posições diante das graves denúncias. Por enquanto, o Banco Central manteve a oferta de até 8 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de moedas-- para rolagem do vencimento de junho. A autoridade monetária divulgou nota mais cedo informando que está monitorando o impacto das informações divulgadas e que atuará para manter a "plena funcionalidade dos mercados". Segundo o BC, isso inclui o mercado de câmbio. Na noite passada, o jornal O Globo noticiou que Joesley Batista, um dos controladores do frigorífico JBS, gravou Temer concordando com pagamentos para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso. Assim que a notícia chegou ao Congresso, a oposição não perdeu tempo para pedir o impeachment de Temer, enquanto líderes governistas, pegos de surpresa, pediam cautela com a informação, evitando fazer defesas mais taxativas. Especialistas afirmaram que o governo foi fortemente abalado e, assim, as reformas consideradas essenciais para recuperar a economia serão afetadas.

12/05/2017

RETOMADA DA CONFIANÇA NA ECONOMIA FOI A APOSTA DO PRIMEIRO ANO DE TEMER

O ano do ajuste. Um duro ajuste. Para economistas e analistas do mercado financeiro, assim foi o primeiro ano do governo de Michel Temer na gestão da economia. Há consenso de que, considerando o ponto de partida, o País está muito melhor. A maior vitória, consideram, ocorreu no terreno das expectativas. O Brasil recuperou a confiança, patrimônio essencial para a saúde financeira de qualquer nação. A regeneração das finanças públicas e a saída da recessão, porém, não seguiram na mesma velocidade. Em parte porque a herança do governo anterior era mais pesada do que se supunha, mas também como resultado de estratégias adotadas pelo atual governo, avaliam os economistas. "Todo presidente da República precisa entender o seu mandato, pois, sobre cada um, recai uma expectativa diferente. Temer deveria mudar, em curto espaço de tempo, a estrutura da política econômica e estabilizar a bolha que estourou na economia: nisso, ele foi um sucesso", diz o economistas Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estabilização aparece na reversão dos chamados indicadores de "alta frequência", sensíveis ao humor do mercado. O risco país - que, quanto mais baixo, melhor - é o principal exemplo da virada. Despencou. Estava encostando em 500 pontos, quando teve início o processo de impeachment. Ontem, fechou em 205 pontos. Para Mendonça de Barros e outros economistas, a melhora nas expectativas foi fruto da habilidade na montagem de um tripé. "O mérito de Temer foi escolher uma equipe econômica de qualidade e credibilidade; estabilizar a queda no vácuo em que vínhamos - estabilizar, ainda não deu para reverter coisas como o aumento do desemprego; e criar a confiança no futuro, a partir do resgate da agenda de reformas. O resto são questões de segunda ordem", diz ele. Ajustes "Questões de segunda ordem", porém, começam a preocupar parte dos especialistas. Uma delas é a opção pelo ajuste de longo prazo, via reformas, como a da Previdência, sem que fossem feitas ações de curto prazo para tirar a economia do marasmo ou estancar a deterioração das contas públicas. Nisso, o governo teria perdido oportunidades. Expectativas melhores são vistas como trunfos duplos. Ao mostrarem que o mercado financeiro tem confiança no futuro do País, permitem que os governos tenham espaço para serem mais ativos no presente, define a economista Mônica de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington. "Se a expectativa melhora, o Banco Central pode ser agressivo no corte de juros e o governo, acabar com desonerações. Não vimos nada disso, mesmo com a recessão derrubando a inflação e a arrecadação", diz ela. Segundo Mônica, colocar todas as fichas nas reformas, na expectativa, é uma estratégia arriscada. "Expectativas otimistas não derrubam o desemprego, não mudam o que empresários sentem na pele, numa recessão", diz Mônica.....

12/05/2017

CONSUMIDORES DEVEM GASTAR CERCA DE R$ 173 COM PRESENTE PARA O DIA DAS MÃES

O Dia das Mães será celebrado no próximo domingo (14) e 59% dos consumidores têm a intenção de presentear na data. Entre eles, o valor médio a ser gasto neste ano é de R$ 173, segundo dados revelados pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). O estudo aponta que o número dos que não pretendem presentear aumentou de 19% para 25% na passagem de 2016 para 2017. Esse porcentual, somado aos que dizem que não têm contato com as mães (que caiu de 21% para 15%), chega a 40%, valor também igual ao do ano passado. O principal motivo citado pelos que não comprarão um presente é o endividamento ou a ausência de condições financeiras (45%), ante os 52% que alegaram o mesmo motivo no ano passado. Na sequência, outros motivos correspondem a 36% e 9% dizem que não costumam dar presentes em datas comemorativas. Setores O setor que poderá atrair mais consumidores é o de vestuário, calçados e acessórios, com 40% da preferência dos entrevistados. Em segundo lugar, aparecem os perfumes e cosméticos, com 19%. Coincidentemente, os produtos mais desejados pelas mães para este ano são vestuário, calçados e acessórios (29%) e perfumes e cosméticos (13%), embora itens como celulares (10%), eletrodomésticos (9%) e aparelhos de TV e som (5%) também estejam na lista. Dívidas Os dados da pesquisa mostram ainda que desemprego e as condições financeiras desfavoráveis são fatores que ainda preocupam os paulistanos e intimidam um consumo mais expressivo para o Dia das Mães. Com isso, o consumidor quer evitar contrair novas dívidas. Por isso, 94% dos entrevistados diz não estar disposto a recorrer a financiamentos ou empréstimos para comprar presentes na data....

05/05/2017

Saiba quando dizer ‘sim’ ou ‘não’ a uma reivindicação da equipe

Interromper um desconforto, implementar uma nova ideia ou simplesmente resolver um problema que atinge seus membros estão entre os principais motivos de uma reivindicação feita em equipe. No entanto, Sílvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching, explica não ser recomendável ao líder atender indiscriminadamente a todas as reivindicações, tanto quanto recusá-las simplesmente para mostrar força perante a equipe. O ideal, segundo o especialista, é antes de qualquer decisão, o gestor considerar alguns fatores. Veja quais Celestino listou: 1) Viabilidade da reivindicação O líder deve observar se o que a equipe solicita cumpre as condições legais sob as quais a empresa é regida. Infelizmente, nossa legislação trabalhista é muito atrasada, e, por vezes, uma solicitação que parece ser uma questão de bom senso não é possível de ser atendida porque a lei não permite, ou colocaria a empresa diante de um risco jurídico. Outro aspecto importante é saber se o que se está sendo solicitado está de acordo com as regras de segurança. Não é possível conceder algo que fira essas regras. Observar, também, se não causará divergência de tratamento em relação aos membros de outros setores. Atender à reivindicação poderá causar problemas maiores na totalidade da empresa. Uma última recomendação é verificar o custo do que está sendo reivindicado. Afinal, se algo não está no orçamento, não deve ser atendido, ou deve-se readequá-lo com as compensações pertinentes.

26/04/2017

PLENÁRIO DA CÂMARA VOTA REFORMA TRABALHISTA NESTA QUARTA

O Plenário da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que trata da reforma trabalhsita (PL 6787/16). O relatório foi aprovado ontem (25) na comissão especial que debateu o tema por 27 votos a 10 e nenhuma abstenção, com ressalvas aos destaques incluídos no relatório durante a discussão. Depois de apresentar o relatório com nova redação, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) acatou algumas alterações sugeridas por parlamentares, entre as quais a proibição de que o pagamento de benefícios, diárias ou prêmios possam alterar a remuneração principal do empregado e a inclusão de emenda que prevê sanções a patrões que cometerem assédio moral ou sexual. Marinho disse que, após a votação, vai se reunir com integrantes da bancada feminina para definir acordo sobre mais alterações em torno de alguns pontos, em especial o que trata do trabalho de grávidas e lactantes em ambientes insalubres. O texto consolidado com todas as mudanças incorporadas ainda não foi divulgado. A oposição ainda tentará votar os destaques em separado antes do início da Ordem do Dia no plenário. O relator disse que poderá fazer mudanças até o momento da votação em plenário, prevista para começar no período da tarde. Veja a seguir os principais pontos do parecer de Marinho: Negociado sobre o legislado Considerada a "espinha dorsal" da reforma trabalhista, esse ponto permite que as negociações entre patrão e empregado, os acordos coletivos tenham mais valor do que o previsto na legislação. O texto enviado pelo governo previa que o negociado sobre o legislado poderia ser aplicado em 13 situações, entre as quais plano de cargos e salários e parcelamento de férias anuais em até três vezes. O substitutivo de Marinho aumentou essa possibilidade para quase 40 itens. O parecer mantém o prazo de validade de dois anos para os acordos coletivos e as convenções coletivas de trabalho, vedando expressamente a ultratividade (aplicação após o término de sua vigência). Foi alterada a concessão das férias dos trabalhadores. A medida enviada pelo governo prevê que as férias possam ser divididas em até três períodos. No parecer, o relator propõe que não é permitido que um dos períodos seja inferior a 14 dias corridos e que os períodos restantes não sejam inferiores a cinco dias corridos cada um. Além disso, para que não haja prejuízos aos empregados, vedou-se o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado. Para Marinho, ao se abrir espaço para que as partes negociem diretamente condições de trabalho mais adequadas, sem revogar as garantias estabelecidas em lei, o projeto possibilita maior autonomia às entidades sindicais, ao mesmo tempo em que busca conferir maior segurança jurídica às decisões que vierem a ser negociadas. Por outro lado, a lista de pontos previstos em lei que não poderão ser alterados por acordo coletivo chegou a 29. O projeto original proibia mudanças apenas em normas de segurança e medicina do trabalho. O novo texto, prevê, entre outros, a liberdade sindical e o direito de greve; FGTS; salário mínimo; décimo terceiro salário; hora-extra, seguro-desemprego, salário família; licenças-maternidade e paternidade; aposentadoria; férias; aviso prévio de 30 dias; e repouso semanal remunerado. Fim da contribuição sindical obrigatória Marinho propõe que a contribuição sindical fique restrita aos trabalhadores e empregadores sindicalizados. O desconto do pagamento da contribuição deve ser feito somente depois de manifestação favorável do trabalhador ou da empresa. "Criada em uma época em que as garantias constitucionais estavam suspensas, a contribuição sindical tem inspiração claramente fascista, uma vez que tinha como principal objetivo subsidiar financeiramente os sindicatos para que dessem sustentação ao governo", afirmou Marinho. O tributo é recolhido anualmente e corresponde a um dia de trabalho, para os empregados, e a um percentual do capital social da empresa, no caso dos empregadores. Segundo o deputado, o país tem 17 mil sindicatos que recolhem R$ 3,6 bilhões em tributos anualmente. "Não há justificação para se exigir a cobrança de uma contribuição de alguém que não é filiado e que, muitas vezes, discorda frontalmente da atuação de seu sindicato", destacou o relator. Para Marinho, os sindicatos se fortalecerão com o fim da obrigatoriedade da cobrança de um dia de trabalho por ano, e a mudança vai acabar com instituições sem representatividades, o que chamou de "sindicatos pelegos". Trabalho intermitente A proposta do relator prevê a prestação de serviços de forma descontínua, podendo o funcionário trabalhar em dias e horários alternados. O empregador paga somente pelas horas efetivamente trabalhadas. A modalidade, geralmente praticada por donos de bares, restaurantes, eventos e casas noturnas, permite a contratação de funcionários sem horário fixo de trabalho. Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê apenas a contratação parcial de forma descontínua, com duração que não exceda a 25 horas semanais. O contrato de trabalho nessa modalidade deve ser firmado por escrito e conter o valor da hora de serviço...

04/04/2017

CONTAS DE LUZ DE ABRIL VIRÃO COM BANDEIRA VERMELHA, ANUNCIA A ANEEL

Brasília - As contas de luz de abril vão incluir a bandeira vermelha, o que vai implicar na cobrança de taxas extras para todos os consumidores do País. A decisão foi anunciada na sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a bandeira vermelha, que será aplicada em seu primeiro patamar, será adicionado R$ 3,00 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pela Aneel, que avalia a situação dos reservatórios em todo o País para tomar uma decisão. Em março, as chuvas já tinha ficado abaixo das expectativas, o que levou à necessidade de acionar mais termelétricas para abastecer o País. Na avaliação da agência, a situação se agravou. A preocupação agora é poupar água nos reservatórios para garantir que não haja escassez depois do fim do período chuvoso. Para guardar essa água, é necessário ligar mais usinas termelétricas. Há mais de um ano a bandeira vermelha não era acionada. O recurso ficou acionado durante todo o ano de 2015 e janeiro e fevereiro de 2016. Desde então, as contas mensais oscilaram entre bandeiras verdes e amarelas. A bandeira vermelha possui dois patamares de cobrança. Quando o custo das termelétricas ligadas supera R$ 422,56 por megawatt-hora (MWh), a Aneel utiliza o primeiro patamar da bandeira vermelha, que adiciona entre R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos. Se o valor for superior a R$ 610,00 por MWh, o sistema atinge o segundo patamar da bandeira vermelha, cujo acréscimo é de R$ 3,50 a cada 100 kWh. Em março, esse custo ficou entre R$ 211,28 por MWh e R$ 422,56 por MWh, nível em que é aplicada a bandeira amarela, que adiciona R$ 2,00 para cada 100 kWh consumidos. De dezembro a fevereiro, havia vigorado a bandeira verde, sem nenhuma cobrança adicional na conta de luz, porque o custo das térmicas acionadas ficou abaixo de R$ 211,28 por Mwh.

04/04/2017

TEMER SANCIONA TERCEIRIZAÇÃO COM TRÊS VETOS, SEM SALVAGUARDA PARA O TRABALHADOR

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que regulamenta a terceirização irrestrita, aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada. A lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, com três vetos parciais ao texto aprovado na Câmara, conforme antecipou a Coluna do Estadão. A medida já tem efeito a partir desta sexta-feira, 31. Com isso, as empresas já podem contratar trabalhadores terceirizados para qualquer função. Antes, o entendimento em vigor era de que essa contratação só era permitida para funções que não fossem a atividade-fim da empresa. Por exemplo, uma montadora poderia ter terceirizados nas funções de limpeza ou de segurança, mas não na linha de produção. O principal veto no projeto sancionado por Temer é o que permitia que o prazo do contrato do trabalhador temporário poderia ser alterado mediante acordo ou convenção coletiva. Com isso, os contratos temporários terão 180 dias e poderão ser prorrogados por até 90 dias. Ou seja, a duração máxima dos contratos será de 9 meses. Outros dois trechos, segundo o Palácio do Planalto, foram vetados porque dispunham sobre direitos trabalhistas que já são assegurados pela Constituição. Um deles obrigaria o registro, na carteira de trabalho, da condição de temporário. O outro assegurava aos trabalhadores temporários direitos como salário e jornada e equivalentes ao recebido por empregados na mesma função ou cargo. Ele também assegurava INSS, FGTS, férias e 13.º salário proporcionais. De acordo com o Planalto, outros ajustes na lei serão realizados por meio de emendas à proposta da reforma trabalhista. Com a decisão de sancionar o projeto antes do prazo final (14 de abril), o governo desistiu de editar uma MP para colocar as proteções aos trabalhadores terceirizados. A expectativa é que a o texto da reforma trabalhista seja votado no mês que vem....

28/03/2017

A competição na sua empresa é incentivada de maneira positiva?

Dependendo de como ela é comunicada, pode levar a comportamento antiético dos envolvidos A competição é um elemento comum em muitos ambientes de trabalho, seja por meio de práticas formais como sistemas de avaliação de desempenho que classificam os funcionários em rankings, ou pela presença de culturas corporativas que valorizam sair na frente de colegas. Estudos apontam que os resultados de incentivar a competição interna nem sempre são positivos, podendo levar a "atalhos" pouco éticos na busca pelo primeiro lugar. Tudo vai depender, no entanto, de como a liderança da companhia apresenta a competição aos funcionários. A recomendação é de pesquisadores da London Business School, do Banco Mundial e da PwC, que detalharam suas descobertas em um artigo recente na Harvard Business Review. Em um estudo com 204 funcionários de empresas de diversos setores, eles analisaram a relação entre políticas de recompensa como bônus, gestão de performance e promoções e os comportamentos adotados pelos profissionais para se destacarem junto aos colegas. Estes poderiam ser considerados criativos, como buscar novos processos e tecnologias, ou antiéticos, como receber o crédito pelo trabalho alheio ou sabotar os pares. Os resultados apontaram que quando as políticas da empresa causavam empolgação nos funcionários, eles tinham mais propensão a usar a criatividade para atingir os objetivos. Já quando o efeito era gerar ansiedade em relação às práticas, a tendência era a adoção de comportamentos prejudiciais aos outros. Em outro experimento com 475 gerentes, os pesquisadores focaram em como os gestores poderiam influenciar a maneira como os funcionários receberiam as práticas de competição, para tentar gerar empolgação e não ansiedade. "Apesar de empresas poderem, supostamente, influenciar as reações dos funcionários com o redesenho dos sistemas de gestão de performance e incentivo, mudanças estruturais tão grandes são muitas vezes difíceis de serem alcançadas por executivos individualmente", apontam....

17/03/2017

FRENTE CSE E UNECS DEBATEM REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE) e as líderes dos setores do comércio e serviços se reuniram ontem (15), em Brasília, para discutir dois temas em prol do desenvolvimento nacional: as reformas previdenciária e trabalhista. Durante o debate que contou com cerca de 40 parlamentares e representantes da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) foram destacados os temas do trabalho intermitente e terceirização na pauta da reforma trabalhista; e o limite do tempo de contribuição e acúmulo de benefícios, além de outros pontos da reforma da Previdência. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) foi representada pelo presidente do Conselho Consultivo e coordenador da UNECS, Fernando Yamada, pelos vice-presidentes Mário Habka, Paulo Pompilio e Valdemar Martins do Amaral, e também pelo diretor de Relações Institucionais, Alexandre Seabra. Reforma da Previdência O crescimento populacional e o aumento da expectativa de vida são fatores que juntos ampliam o tempo de recebimento do benefício previdenciário. Foi o que pontuou o relator da proposta da reforma da Previdência, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), na reunião. "A combinação desses dois fatores leva a uma situação muito difícil, além do que o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que ainda mantém a aposentadoria pela via do tempo de contribuição", ressaltou Maia....

13/03/2017

IPCA DE FEVEREIRO É O MAIS BAIXO PARA O MÊS DESDE 2000, AFIRMA IBGE

Rio, 10 - A taxa de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou fevereiro no menor nível para o mês desde o ano 2000, quando estava em 0,13%, informou nesta sexta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a alta de 0,33% no IPCA de fevereiro, o resultado acumulado em 12 meses desacelerou de 5,35% em janeiro para 4,76% em fevereiro, menor patamar desde setembro de 2010, quando estava em 4,70%. A inflação registrada no mês de fevereiro de 2016 tinha sido de 0,90%. Alimentos Os preços dos alimentos tiveram uma queda de 0,45% em fevereiro, contribuindo para conter a inflação do mês em 0,11 ponto porcentual, de acordo com os dados do IPCA divulgados pelo IBGE. O grupo Alimentação e Bebidas, maior impacto negativo sobre o índice, apresentou o menor resultado desde julho de 2010, quando os alimentos ficaram 0,76% mais baratos. Considerando apenas os meses de fevereiro, o resultado de alimentação foi o mais baixo da série histórica a partir do início do Plano Real, em 1994. Considerando os alimentos para consumo em casa, o recuo nos preços alcançou 0,75% em fevereiro, devido a reduções em todas as regiões pesquisadas: de -0,39% em São Paulo até -1,57% em Campo Grande. Vários itens importantes na cesta de consumo do brasileiro ficaram mais baratos em fevereiro, como feijão-carioca (-14,22%) e frango inteiro (-3,83%). Já os alimentos consumidos fora do domicílio ficaram 0,11% mais caros.

07/03/2017

SETOR DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL CRESCE APOIADO NO MAIOR APETITE DO BRASILEIRO

São Paulo - Para conciliar saúde e alimentação, 66% dos brasileiros se mostram dispostos a pagar mais pelas refeições balanceadas. O número, divulgado pela Nielsen, aponta o potencial do consumo desses itens, ainda que o segmento de restaurantes voltados à alimentação saudável tenha crescido menos que a média do setor ano passado. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de alimentação cresceu, em média 8,8% ao longo do ano passado, resultado um pouco melhor que de estabelecimentos especificamente voltados à alimentação saudável, onde o avanço no mesmo período, sobre 2015, foi de 6,6%. O motivo, segundo o diretor de inteligência de mercado da ABF, Claudio Tieghi, é que as empresas que não atuam especificamente nesse mercado - de olho no potencial desse tipo de alimento - têm incrementado opções mais balanceadas em seus cardápios. "O que estamos observando, principalmente no Brasil, é o fato das pessoas estarem deixando de fazer alimentação no lar. Por conta disso, as empresas estão buscando um mix de produtos com alimentos mais saudáveis; com uma oferta mais balanceada e maior valor nutricional', contou o executivo ao DCI, lembrando que cerca de 51% das empresas de alimentação oferecem algum tipo de opção saudável em seu menu. O Pedidos Já, plataforma de delivery on-line, admite a melhora na procura e demanda, mas alerta que o fenômeno pode estar ligado ao período do ano. "Sentimos uma alta no número de restaurantes no setor. Além de mais estabelecimentos, houve aumento da procura pelo consumidor. A estimativa é de continuar crescendo. Por ser verão, as pessoas querem colocar mais opções saudáveis no prato, seja na rua ou em casa", informa a gerente comercial da empresa, Bruna Rebello....

06/03/2017

- LANÇADO PELA ACATS EM SC O PROJETO “SUPERMERCADOS SOLARES”

Em parceria com a empresa Engie Solar, a Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) promoveu na última quinta-feira (2/3), em Florianópolis, o lançamento do projeto "Supermercados Solares". Trata-se de uma parceria inédita no Brasil para possibilitar o uso de energia solar por parte dos supermercados catarinenses associados à entidade, aproveitando a disponibilidade dos telhados das lojas. Na oportunidade, o BRDE, formalizou um protocolo de intenções com o objetivo de disponibilizar linhas de financiamento a supermercados que participem do projeto Supermercados Solares. Participaram do evento o presidente executivo da ACATS, Paulo Cesar Lopes, o presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, o presidente da Engie Solar, Rodolfo de Sousa Pinto e o superintendente de SC do BRDE, Nelson Ronnie dos Santos e a diretora do Imetro-SC, Elisabete Fernandes. A ACATS esteve também representada pelo vice-presidente Administrativo e Financeiro, Lucio Matos, também presidente do Singa, pelo vice-presidente Regional Delamar Silva Filho, pelo diretor executivo Antonio Carlos Poletini e pelo conselheiro Mário Cesar Pacheco. Ineditismo do projeto Em sua manifestação, o presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, afirmou que os negócios com a matriz da energia solar estão evoluindo no Brasil e torna-se estratégico para a empresa atuar neste segmento a fim de completar a oferta do serviço de fornecimento de energia para o mercado. Sattamini também destacou a oportunidade da parceria com a ACATS, a primeira Entidade a se posicionar de forma inovadora em favor dessa busca de uma nova alternativa energética. O presidente executivo da ACATS, Paulo Cesar Lopes, considerou este lançamento uma data importante para o setor supermercadista catarinense, avançando mais uma etapa no Programa de Eficiência Energética (PEE/ACATS) lançado em 2015.

06/03/2017

BRASIL PODE TER META DE INFLAÇÃO MENOR

SÃO PAULO - O Brasil já tem condições de ter uma meta de inflação mais baixa do que os atuais 4,5%, para 17 de 25 instituições do mercado financeiro ouvidas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo analistas, o País poderia estipular uma nova faixa entre 4% e 4,25%. Uma eventual mudança poderá ocorrer em junho, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá para ratificar ou não a meta de 2018 e fixar a do ano seguinte. No ano passado, o CMN decidiu que a meta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 seria de 4,5%, com uma margem de 1,5 ponto porcentual, para cima ou para baixo. O sistema foi adotado em 1999. A desaceleração consistente da inflação corrente e das expectativas inflacionárias estão refletindo em grande parte os efeitos da pior recessão já enfrentada pelo País. Para alguns economistas, além desse cenário, o otimismo com o avanço nas medidas fiscais justificariam uma redução. Se a mudança for confirmada, o Banco Central passaria um sinal maior de confiança ao mercado. No boletim Focus da última quarta-feira, 1.º, as projeções para o IPCA nos próximos anos já estão abaixo de 4,5%. Para este ano, a mediana caiu para 4,36% e foi mantida em 4,50% para 2018. Como o cenário parece favorável ao arrefecimento de preços, essas estimativas podem ceder ainda mais. Para Heron do Carmo, economista da Universidade de São Paulo, o País tem hoje uma janela de oportunidade para trabalhar com uma perspectiva de inflação mais baixa. "Tivemos uma situação parecida em 2006, em que o resultado de inflação ficou abaixo da meta, e não aproveitamos para reduzir. Foi um erro grave. Sinalizar que a intenção é chegar aos 3% é uma forma de não jogar fora o esforço que fizemos nos últimos 30 anos." "A redução da meta ajudaria a coordenar as expectativas de inflação corrente, e o Banco Central atual tem confiança para isso. Na economia real, 0,5 ponto porcentual pode não fazer diferença em um primeiro momento, mas aliviaria o custo social em um período mais longo, impactando em contratos e preços", diz Claudio Adilson Gonçalez, da MCM Consultores Associados. Em 2006, quando a inflação fechou em 3,14%, o Brasil tinha condições de reduzir a meta de inflação, mas não o fez pois, segundo o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, acreditava-se que um pouquinho de inflação seria bom para o crescimento. "O que obviamente não é verdade. Ali, não foi apenas a meta que não foi baixada, mas toda a economia que foi desarranjada, especialmente com o começo da deterioração fiscal", relembra. Hoje, Vale avalia que o cenário é o inverso, especialmente com o fiscal entrando nos eixos. Cautela Apesar de um horizonte favorável, alguns analistas afirmam que para ocorrer redução na meta seria necessária uma queda mais significativa nas expectativas, especialmente para os anos seguintes até 2020, que atualmente estão em 4,5%....

21/02/2017

EM SC, TREBESCHI INAUGURA NOVA UNIDADE PARA A SELEÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE TOMATE

Uma das principais produtoras e distribuidoras de tomates do país, a Trebeschi, acaba de inaugurar um novo packing house - ou unidade de beneficiamento - no município de Lebon Régis, no oeste de Santa Catarina. O centro será responsável pela distribuição de frutos a todo o Brasil e a alguns países da América do Sul, com a utilização das tecnologias mais modernas para o controle de qualidade. A empresa já conta com um packing house em Araguari (MG) e pontos de distribuição no Ceagesp, em São Paulo (SP). “Rastreamos nossos frutos desde a colheita até a entrega aos supermercados. Eles são classificados eletronicamente de forma rigorosa e embalados de maneira a atender diferentes públicos e exigências. Depois de passar pelo packing house, são transportados sob refrigeração, garantindo qualidade em todo o ciclo”, explica Edson Trebeschi, presidente da companhia. “A escolha pelos melhores frutos começa já na plantação, desde a seleção das sementes até a semeadura em viveiros automatizados. Em um segundo momento, a produção conta com acompanhamento técnico para utilizar os recursos naturais de forma otimizada e sustentável, priorizando a segurança do alimento”, complementa Edson. Na unidade de beneficiamento, os frutos são analisados por máquinas importadas, que realizam classificações por sensores de fotocélulas capazes de identificar 120 tonalidades diferentes de cores. “A Trebeschi é auditada pelas principais redes de varejo brasileiras, que exigem o mais alto padrão de qualidade. O processo para garantir a escolha dos melhores frutos inclui o trabalho de uma equipe técnica experiente, além da estratégia de possuir plantações espalhadas em diferentes regiões do país, de forma a amenizar ricos climáticos e sempre garantir excelentes colheitas”, acrescenta Edson.......

17/02/2017

APLICATIVO SELECIONA OFERTAS EM SUPERMERCADOS

Entender, atrair e fidelizar o consumidor não são tarefas fáceis, principalmente para o pequeno varejista que não tem muitos recursos à disposição. Pensando nesse público e também na necessidade dos consumidores de encontrarem ofertas em locais próximos, os empreendedores Eduardo Sampaio e Gabriel Fernandes se uniram para criar a Instaofertas, que é focada no setor supermercadista. A plataforma on-line, lançada em Belo Horizonte no fim de janeiro, divulga as ofertas dos estabelecimentos de forma inteligente, direcionando anúncios e promoções de acordo com o perfil do usuário. Até o momento, os sócios investiram cerca de R$ 40 mil na plataforma, que já funciona em fase de teste com cerca de oito supermercadistas. Sampaio explica que a ideia surgiu a partir de uma experiência própria, quando ele viajou para outra cidade e teve dificuldade de encontrar supermercados e bons preços. Ao pesquisar plataformas para localização desses estabelecimentos, ele não localizou nada que fosse muito eficiente e decidiu começar um projeto nesse sentido. “Para encontrar as ofertas dos supermercados hoje, os consumidores precisam pegar aquele panfleto de preços, o que não é muito prático. Então decidi construir uma plataforma on-line onde as pessoas podem não só encontrar essas ofertas onde estiverem, como também seguir e monitorar algum produto de interesse”, afirma. De acordo com o empreendedor, assim que o usuário se cadastra no site, ele preenche um questionário sobre seus interesses, que é o primeiro passo para a plataforma entender seu perfil. Em seguida, todas as ações desse consumidor dentro do site são monitoradas e processadas de forma a entender mais sobre o que ele quer, gosta ou está interessado. “Quando navega pelos produtos, os usuários deixam rastros e isso é informação para nós”, explica. É justamente esse rastro que permitirá que as ofertas certas e mais apropriadas sejam direcionadas para aquele consumidor....

17/02/2017

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS SOBE 1,2% EM FEVEREIRO ANTE JANEIRO, DIZ CNC

RIO - Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em fevereiro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 77,1 pontos, o que corresponde a um aumento de 1,2% em relação a janeiro. No entanto, o resultado permanece abaixo dos 100 pontos, o que indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes. O indicador está 2,1% abaixo do patamar registrado em fevereiro de 2016. Segundo a CNC, o custo elevado do crédito, o alto desemprego e a queda da renda ainda impedem resultados melhores da pesquisa. Mas os cortes recentes na taxa básica de juros aliados ao processo de redução da inflação devem promover um maior incentivo à recuperação do comércio e à confiança do consumidor. "Mas é válido ressaltar que o ritmo de melhora das vendas e da atividade do setor ainda vai depender da velocidade de redução do endividamento das famílias, das empresas e da retomada do mercado de trabalho", ponderou Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, em nota oficial. Em fevereiro, os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona da indiferença. A avaliação sobre o Emprego Atual atingiu 106,4 pontos, alta de 0,7% em relação a janeiro e elevação de 0,1% na comparação com fevereiro de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 101,8 pontos, aumento de 1,9% ante janeiro, mas 1,4% menor do que em fevereiro do ano passado....

17/02/2017

O desafio de recuperar a essência do fundador

Na medida em que a organização se torna maior, mais lenta e burocrática, ela deixa de valorizar funções operacionais essenciais, diz o consultor inglês James Allen Toda empresa começa inovadora e com clareza de qual é a sua função para clientes e consumidores mas, com o tempo, essa visão pode se perder - e é a capacidade de evitar isso que separa as companhias de sucesso do resto, na opinião de James Allen, sócio da consultoria Bain & Company e líder da prática global de estratégia. Na medida em que a organização se torna maior e mais lenta e burocrática, ela deixa de valorizar funções operacionais essenciais, que acabam se tornando posições de onde os profissionais precisam "fugir" rumo aos supervalorizados cargos de liderança. "A empresa não existe para ajudar os gestores a serem promovidos. O papel da companhia é fortalecer a linha de frente para servir melhor os clientes", diz. Allen é coautor, junto com Chris Zook, do livro "A Mentalidade do Fundador", lançado no Brasil no ano passado pela editora Novo Século, que descreve o "paradoxo do crescimento" das companhias que perdem a essência na medida em que se tornam maiores. O livro tem como base estudos de casos e pesquisas com empresas e executivos de diversos países, entre eles o Brasil, para onde Allen viaja com frequência desde 2013 para visitar clientes da Bain & Company e coletar informações para a obra. Em sua visita mais recente, neste mês, ele conversou com o Valor por telefone. A "mentalidade do fundador" descrita por Allen não é algo que só existe quando a empresa é comandada por um fundador - na verdade, em muitos casos o melhor caminho é substituí-lo ou passá-lo para outras funções, como o conselho de administração - mas é uma combinação de três fatores comuns a companhias de sucesso nos primeiros anos de vida. "Toda empresa de sucesso começa em guerra com o seu setor em nome de consumidores mal servidos, e todos que trabalham nela sabem porque ela existe e entendem que eles precisam focar sua atenção em determinadas atividades", explica. Mentalidade do fundador 1 Essa clareza de propósito é o primeiro fator da mentalidade do fundador desenvolvida por Allen e Zook, algo que ele chama de senso de "missão insurgente". Na medida em que as empresas crescem, diz Allen, ele é substituído por ambições como ganhar mercado e bater metas financeiras - que, embora sejam importantes para gestores, não são "a razão de a empresa existir". "Assim, as companhias perdem essa missão insurgente e se tornam defensoras dos lucros do setor", diz. Mentalidade do fundador 2 O segundo aspecto da mentalidade do fundador é uma obsessão com a linha de frente e com a relação com os clientes e consumidores. "Falamos para CEOs que o trabalho deles é sair da sede administrativa e voltar ao campo para se conectar diretamente com as pessoas que estão executando o trabalho da empresa, e para traduzir a estratégia e as discussões da organização de forma que elas façam sentido na rotina deles", diz. Uma forma de colocar isso em prática é transformar uma estratégia mais ampla em "mini batalhas", desafios pontuais para resolver determinados problemas, que se tornam "pequenas experiências de fundadores". "Isso dá às pessoas a sensação de trabalhar como um fundador", diz. Mentalidade do fundador 3 Pensar como o dono da empresa, seja na hora de considerar custos ou de entender as prioridades da companhia no momento, é o terceiro elemento da mentalidade do fundador descrita pelo consultor. "É diferente de ser um burocrata que trabalha apenas em prol da sua própria área", diz. Segundo a pesquisa de Allen, embora todas as empresas de sucesso tenham os três aspectos, algumas valorizam mais um do que outro. A fabricante de brinquedos Lego, por exemplo, valoriza a missão de criar brinquedos criativos, enquanto a rede de varejo brasileira Magazine Luiza é um dos melhores exemplos do País de obsessão pelo cliente, na visão de Allen. Já a Ambev, famosa pela cultura competitiva, seria o grande símbolo de companhia que dissemina a postura de dono entre os funcionários. "Quando a empresa ganha a vantagem do crescimento, que é real e importante, ela perde a cultura original. Ela se torna boa em exercer seu tamanho mas perde a missão de insurgência, a obsessão com a linha de frente e a mentalidade de dono. E não dá para operar para sempre sem recuperá-las", diz. Um dos primeiros passos é ter consciência desse paradoxo e das forças que trabalham contra a empresa na medida em que ela aumenta de tamanho.

13/02/2017

NA CONTRAMÃO DAS LÍDERES NACIONAIS, REDES DO SUL APOSTAM EM HIPERMERCADOS

SÃO PAULO - Enquanto redes como Pão de Açúcar e Carrefour investem em pequenas lojas de bairro, com marcas como Minuto Pão de Açúcar e Carrefour Express, ainda há supermercados no Brasil que estão ampliando suas redes de megalojas, um modelo de negócio tido por muitos como ultrapassado. As empresas sulistas Angeloni, Zaffari, Muffato e Giassi estão entre as que ainda investem nos hipermercados – e não pretendem alterar seus projetos. Segundo analistas, essas redes continuam tendo êxito com o modelo porque sempre privilegiaram os produtos alimentícios – eletrodomésticos e bazar entram apenas como complemento, enquanto vestuário nem é comercializado. A localização das lojas, não tão distantes do centro, e a forte identificação com a região em que atuam também favorecem essas companhias. A paranaense Muffato, sexta maior rede do País em faturamento, está investindo em duas novas lojas. Suas unidades têm em média 6 mil m2, enquanto os mercados de vizinhança, principal tendência do setor, não costumam ultrapassar os 600 m2. Para Everton Muffato, diretor do grupo, os hipermercados são mais interessantes por permitirem que os custos se diluam por uma maior área de venda e por oferecerem um mix de produtos mais variado. “Os minimercados são mais relevantes em cidades com problemas de locomoção”, diz. No Angeloni, de Santa Catarina, o projeto de expansão também continua explorando unidades maiores. Com 27 lojas em operação, a 12.ª maior rede do País aguarda autorização da Prefeitura de Curitiba para iniciar as obras de um mercado com 4,8 mil m2 de área de venda, 25 mil m2 de área construída, 15 lojas de apoio e 500 vagas no estacionamento....

13/02/2017

NÚMERO DE LOJAS VIRTUAIS SUBIU 30% EM 2016

São Paulo - O desemprego e a busca dos brasileiros por alternativas de sustento fizeram com que o número de lojas virtuais crescesse consideravelmente. Só no Estado de São Paulo o avanço foi de 30% com mais de 45 mil novos empresários entrando em atuação. O alto volume, no entanto, esconde um problema comum entre os lojistas menores: a falta de profissionalização. Para o especialista em varejo virtual e advogado Romero Andrade Filho, a falta de conhecimento tanto em legislação quanto em estruturação de negócio faz com que a taxa de mortalidade desse tipo de negócio ainda seja enorme. "É preciso tomar muito cuidado para que o sonho de empreender não vire um pesadelo", conta ele, ressaltando a importância do novo varejista se manter informado e participar de fórum que discutam as melhores práticas de operação. Os números foram compilados pela Loja Integrada, plataforma virtual que reune pequenos varejistas. Segundo o estudo, o número de pedidos na internet também deu um salto: de 388.852 em 2015 para 911.298 no ano passado, quase o triplo. O levantamento mostrou ainda que o segmento que mais se destacou em São Paulo durante o ano passado foi o de cosméticos, perfumaria e cuidados pessoais. Em 2016, esse nicho faturou quase R$ 30 milhões só na plataforma. Moda e Acessórios e Casa e Decoração também cresceram bem. "A economia e a praticidade são algumas das vantagens para quem compra. Para quem vende, o investimento inicial e o risco são muito baixos. Abrir uma loja virtual é simples e prático", diz o especialista em comércio eletrônico e diretor da Loja Integrada, Adriano Caetano.

13/02/2017

MERCADO PREVÊ INFLAÇÃO NO CENTRO DA META EM 2017

Os economistas do mercado financeiro baixaram sua estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,64% para 4,47% na semana passada. As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (13) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas. Com isso, o mercado financeiro passou a estimar que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. A última vez que o mercado havia estimado que a meta central de inflação deste ano seria atingida foi em outubro de 2013, quando os economistas estimaram um IPCA de 4,50% para 2017. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa, que acabou se espalhando pelo mundo. A piora da crise financeira veio após o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008. Pelo sistema de metas de inflação vigente, a meta não pode ser considerada formalmente descumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância - que, para 2017, é de 1,5 ponto percentual. Neste caso, a inflação pode oscilar entre 3% e 6%. A inflação já havia ficado dentro do intervalo no ano passado - após ter sido descumprida em 2015 ao superar a barreira dos 10%....

06/02/2017

SETORES COMEMORAM RESULTADO MENOS NEGATIVO EM 2016 QUE NO ANO ANTERIOR

O tamanho da produção de setores como o de calçados e eletrodomésticos caiu no ano passado, porém as quedas foram menos acentuadas que em 2015. A variação do volume de sapatos feitos no Brasil foi negativa em 1,8% em 2016, mas, mesmo assim, foi o melhor desempenho desde 2013, quando havia crescido 4,7%. No decorrer dos doze meses, os números melhoraram, diz Heitor Klein, presidente da Abicalçados (do setor). "Houve recuperação ao longo do ano e tudo indica que esse ritmo deverá continuar em 2017: lento, gradativo e seguro", afirma. A estabilidade da inflação e um estancamento dos índices de desemprego contribuirão para uma volta da capacidade de consumo das famílias, segundo ele. Os indicadores de preços no varejo, no entanto, apontam uma redução de cerca de 2%, na média geral. O setor de eletroeletrônicos teve quedas mais acentuadas -a produção de televisores, por exemplo, caiu 15,8% em 2016 e 36,65% no ano anterior. "Estamos atentos ao índice de emprego. Se ele se reverter, iremos vender mais", afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros (associação do segmento). A linha branca teve recorde de consumo em 2012, com 18,9 milhões de unidades. Os televisores chegaram ao auge em 2014, com quase 15 milhões de produtos fabricados. Para que os volumes voltem a crescer, diz ele, é preciso haver revisão de alíquotas de IPI, e não isenção temporária como no passado.....

17/01/2017

Entrega da RAIS 2016 será de 17 de janeiro a 17 de março

O período para entrega da declaração da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2016 será aberto no próximo dia 17 de janeiro e se estende até 17 de março. São obrigadas a preencher o documento todas as pessoas jurídicas com CNPJ ativo na Receita Federal no ano passado, com ou sem empregados, dos setores público ou privado, e todos os estabelecimentos com CEI (Cadastro de Empresa Individual) que possuem funcionários. A declaração é facultativa a MEI (Microempreendedores Individuais) sem empregados. Quem não entregar a declaração da RAIS no prazo estabelecido ou fornecer informações incorretas pagará multa. Os valores, que variam conforme o tempo de atraso e o número de funcionários, vão de R$ 425,64 e podem chegar a R$ 42.641,00. Para fazer a declaração da RAIS é preciso utilizar o programa GDRAIS 2016. O envio da declaração da RAIS deverá ser feita somente via internet. Em se tratando de estabelecimento sem vínculos empregatícios no ano-base, deverá ser utilizado o formulário próprio de Declaração de RAIS Negativa Web. Ambas as formas de declaração estarão disponíveis no site da RAIS (www.rais.gov.br). A Portaria Nº 1.464, que trata das regras sobre esse documento, foi publicada no Diário Oficial da União, em 30 de dezembro de 2016. O coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, explica que a RAIS é a fonte de informação mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil. Nela constam dados como o número de empresas, em que municípios estão situadas, o ramo de atividade e a quantidade de empregados.

17/01/2017

Casino está confiante nas vendas em 2017

A redução de custos e melhora nas vendas na França e no Brasil são motivos para a expectativa otimista O varejista francês Casino disse nesta terça-feira (17/1) que está confiante de que poderia aumentar mais a receita e a lucratividade neste ano, em razão de redução de custos e melhora nas vendas na França e no Brasil. A companhia também disse a investidores que cumprirá sua previsão de lucro para 2016 na França, após as vendas no quarto trimestre mostrarem uma melhora no mercado doméstico no quesito mesmas lojas, principalmente nos hipermercados Geant e nas lojas Monoprix. No Brasil, seu segundo maior mercado por receita, as vendas no varejo de alimentos foram robustas, impulsionadas pelas lojas do Assaí, que atua no segmento de atacado de autosserviço, e recuperação de vendas dos hipermercados Extra, disse o Casino. "Nós acabamos 2016 com um bom ímpeto de vendas e estamos confiantes no ímpeto para 2017. A tendência de vendas na França nas últimas quatro semanas foi positiva", disse o diretor financeiro do Casino, Antoine Giscard d'Estaing, em teleconferência. "Nós esperamos que as vendas consolidadas do grupo e a lucratividade continuem a crescer em 2017", acrescentou. A companhia, que controla o Grupo Pão de Açúcar no Brasil, registrou vendas de 10,929 bilhões de euros no quarto trimestre. Desconsiderando as aquisições, alienações, efeitos cambiais e combustíveis, as vendas do grupo aumentaram 5,1 por cento em relação ao ano anterior. O Casino, que divulga o resultado do ano inteiro em 7 de março, disse que o lucro do exercício de 2016 na França - estimado e não auditado - foi ligeiramente superior a 500 milhões de euros, conforme previsto pela empresa. Os números foram publicados no site da empresa.

29/12/2016

COMÉRCIO APOSTA EM PROMOÇÃO PÓS-NATAL

-SÃO PAULO -As promoções pós-Natal vão começar com força hoje nos shoppings e no comércio de rua de todo o país. O objetivo é tentar melhorar o resultado ruim do Natal que, segundo a Serasa Experian, foi de retração de 4% nas vendas na comparação com 2015 — segundo pior resultado desde 2003, atrás apenas dos -6,4% do ano passado. Agora, a expectativa dos varejistas é aproveitar o movimento de consumidores que visitarão as lojas para trocar os presentes de Natal e fisgá-los com as liquidações. — Seguramente, as promoções começarão de forma intensa. Quando a economia está represada, o período pós-Natal é de preços mais baixos e vendas aquecidas — disse ao GLOBO Luiz Augusto Ildefonso, diretor da Alshop, associação que representa os shoppings centers. As vendas natalinas dos shoppings tiveram o desempenho mais fraco desde 2004, ano que a Alshop começou a monitorar o volume de vendas. De acordo com os dados da associação, o faturamento dos lojistas de shoppings caiu 3% neste Natal sobre o mesmo período do ano passado. Segundo Ildefonso, para compensar essa retração, os descontos chegarão a até 70% e serão em todos os tipos de itens, de roupas e sapatos a eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, reforça a ideia de que as promoções que começam agora são a chance de os varejistas reaquecerem as vendas até o fim de janeiro, na tentativa de compensar as perdas. — O comerciante tem agora a oportunidade de emplacar novas vendas para melhorar o fraco desempenho do Natal — disse Marcela. Lojas de departamento como a Zara, além das varejistas Leader, Ricardo Eletro e a Fnac já estampam em suas fachadas as liquidações. Os hipermercados, como o WalMart e o Carrefour, por sua vez, prometem liquidar os produtos passado o réveillon, a partir de 2 de janeiro. DE OLHO NAS TROCAS DE NATAL Na Leader, começam hoje a valer os descontos em produtos destinados para a virada do ano. O gerente de marketing da empresa, Alberto Pirro, explica que a marca aposta justamente no movimento dos consumidores que trocarão os presentes de Natal para alavancar as vendas de itens selecionados: — São as promoções mais agressivas que já fizemos. Escolhemos produtos como jogo de taças, roupas e rasteiras brancas e colocamos o preço lá embaixo O jogo de taças, por exemplo, ficará na gôndola com preço 40% menor, por R$ 29,99. A sandália rasteira branca para usar na virada, com as palavras amor e sorte chegam às prateleiras por R$ 14,99. Já a Ricardo Eletro abrirá com a liquidação “Eu vi primeiro”, que tem descontos de até 70% nos produtos anunciados e em produtos sinalizados nas lojas. A promoção se estende até esta sexta-feira. Há ventilador, por exemplo, com preço 40% mais baixo que antes do Natal, sendo vendido por R$ 59,90. Tem também panela de pressão com 60% de desconto, a R$ 79,90...

26/12/2016

MESMO COM PROMOÇÃO NO NATAL, LOJAS JÁ PREPARAM DESCONTOS PARA JANEIRO

Após antecipar as tradicionais ofertas de início de ano para atender a demanda de consumidores com bolso apertado, itens remanescentes deverão dar continuidade à estratégia no início de 2017 São Paulo - A antecipação das ofertas para antes do Natal, que ocorreu em decorrência da queda do fluxo de clientes e da previsão de vendas fracas no comércio, não deve inibir que a política de descontos agressivos continue para o mês de janeiro. Na realidade, as varejistas devem intensificar a estratégia para desovar os estoques remanescentes. "A antecipação não vai inibir que os lojistas façam promoções também em janeiro, que é um período onde as vendas caem bastante em razão da 'ressaca' do Natal e das férias. Veremos uma continuidade das promoções até que os estoques se esgotem", afirma o especialista em shopping center e varejo e diretor geral da consultoria Make it Work, Michel Cutait. Na Armarinhos Fernando, localizada em uma das principais ruas do comércio paulistano, a 25 de março, a perspectiva é de que as promoções continuem em janeiro em níveis similares aos de dezembro. "Deve sobrar 30% de toda a linha que compramos. Como seguir com as promoções não vai gerar alta nenhuma nos nossos custos, vamos mantê-las para tentar desovar esses produtos que sobraram", conta o gerente da unidade, Ondamar Ferreira. Segundo o superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, a aposta na antecipação das ofertas ocorreu de forma generalizada no setor. Mesmo assim, ele aponta que no primeiro mês de 2017 as ofertas podem se intensificar. "Temos que ficar atentos à semana entre Natal e Ano Novo, porque se houver desbalanceamento de estoque a tendência é de que as ofertas do pós-Natal sejam maiores", diz. No supermercado da Cooperativa do Consumo (Coop) localizado na região de Santo André (SP), no entanto, poucos itens devem sobrar este ano, segundo o gerente da loja, Vagner Cordeiro. De acordo com ele, a unidade foi mais precisa nas compras de 2016, e no dia 24 de dezembro poucos produtos natalinos ainda restavam nos estoques. Mesmo assim, ele diz que as promoções na rede podem seguir em janeiro, dependendo da negociação com os fornecedores....

26/12/2016

MERCADO REDUZ PREVISÃO DE INFLAÇÃO E PIB PARA 2016 E 2017

Estimativa para crescimento do PIB de 2017 foi reduzida pela 10ª vez consecutiva; para a inflação, previsão de 2016 caiu para 6,4% e de 2017 para 4,85%. Os economistas do mercado financeiro preveem um cenário de menos inflação para 2016 e para 2017, mas estimam uma queda maior no Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e um crescimento menor no próximo ano. As previsões foram divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (26), no relatório de mercado conhecido como Focus, e foram coletadas durante a semana passada. A expectativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,49% para 6,40%, na sétima queda seguida do indicador oficial da inflação. No relatório divulgado na semana passada, os economistas das instituições financeiras ouvidos pelo BC voltaram, após mais de um ano, a estimar que a meta de inflação de 2016 não seria descumprida, ao reduzirem a inflação prevista de 6,52% para 6,49%. A meta do Banco Central para a inflação deste ano é de 4,5%, mas há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. Assim, a inflação pode oscilar de 2,5% a 6,5% sem que a meta seja descumprida. No ano passado, a inflação ultrapassou esse intervalo e fechou o ano em 10,67% - a maior desde 2002. Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,9% para 4,85%, o que deixa o IPCA do próximo ano ainda acima do centro oficial da meta de inflação, que é de 4,5%....

21/12/2016

Empresas substituem programa de trainee por novo modelo de estágio

Começa a surgir nas empresas um novo modelo de estágio cujo foco é investir, cada vez mais, no trabalho dos futuros profissionais. Muitas companhias aposentaram a imagem do novato que desempenha tarefas sem brilho para oferecer aos iniciantes uma linha de carreira própria. Também incentivam a participação dos jovens em processos decisórios e nas reuniões de planejamento estratégico. Em algumas corporações, os programas de trainee, tradicionalmente mais valorizados para quem começa na profissão, nunca existiram ou estão dando lugar a estágios com mais responsabilidades. Especialistas em RH dizem que o movimento traz uma vantagem para as empresas: as chefias ganham profissionais mais alinhados à cultura corporativa e não fomentam apenas habilidades de liderança, como acontece nos programas de trainee. "Por conta do cenário econômico, as companhias apostam mais nos estágios para garantir o desenvolvimento de um futuro funcionário desde o início da carreira", diz Kiko Campos, CEO da Across, especializada na organização de programas de estágio e de trainee. Em 2016, a consultoria fez 40 seleções para estagiários em grupos como Natura e Coca-Cola. Hoje, conta com mais de 150 vagas para trainees e 600 posições para estagiários, em 42 empresas. Estudo realizado pela Across indica que, nos últimos anos, 20% das organizações aumentaram o número de estagiários. As diretorias estão deixando de fazer seleções de trainees, destinadas para quem é graduado, para melhorar os programas de estágio, diz Campos. "Alguns grupos mais maduros querem construir estágios vinculados ao 'pipeline' de liderança." Exemplo do Google É o caso do Google Brasil, que nunca fez seleção para trainees, mas está na sétima rodada de estágios, criados em 2011. "A experiência ideal é aquela que expõe o estudante a situações reais e o prepara para assumir posições no futuro", diz Daniel Borges, gerente de atração de talentos do Google para a AL. No Brasil, a empresa mantém 21 estagiários e está com 20 vagas abertas, válidas para 2017. O estágio dura seis meses. "É o período necessário para que mostrem impacto nos times", diz Borges. Para Viviane, que já foi estagiária em duas empresas e sempre desejou atuar no Google, a oportunidade a levou para a equipe de performance de grandes anunciantes do portal de buscas. No dia a dia, dá consultoria a clientes e ajuda a desenvolver ferramentas que dinamizam os contratos. "O que me atraiu foi o estágio ser desafiador."...

16/12/2016

PREJUÍZO COM FERIADOS DE R$ 1 BILHÃO

O feriado, assim como a possibilidade de emendá-lo, é visto por grande parte da população como uma ótima oportunidade para programar viagens e passeios com a família ou amigos. Em 2017, a maioria dos recessos no País cairá em dias próximos aos fins de semana, o que aumenta a chance de colocar em prática os planos de lazer. Entretanto, o que para boa parte pode ser motivo de comemoração, para o comércio é razão de muita preocupação. Na capital mineira, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) estima que o elevado número de feriados em dias úteis, no ano que vem, pode gerar um prejuízo de quase R$ 1 bilhão para o setor. Com base no faturamento dos lojistas, a CDL-BH calcula que, em apenas um dia de comércio fechado, o varejo deixa de faturar R$ 64,26 milhões no município. Estendendo este valor pelos feriados de 2017 contabilizados pela entidade, chega-se a um montante de R$ 976,75 milhões. Vale destacar que, na Quarta-Feira de Cinzas e no domingo de Páscoa, em que há funcionamento parcial do comércio, calcula-se um faturamento de 40% do valor apurado em um dia normal (R$ 25,7 milhões), e no Corpus Christi e Assunção de Nossa Senhora um prejuízo de 120% (R$ 77,1 milhões) pelo fechamento dos estabelecimentos. “Apenas no Carnaval, quando as lojas fecham as portas na segunda e só retornam após as 12h de quarta-feira, a perda será de R$ 154 milhões”, afirma o presidente da CDL-BH, Bruno Falci. Considerando o atual cenário de crise econômica no Brasil, a situação, na avaliação do vice-presidente da entidade, Marco Antônio Gaspar, pode ser ainda mais grave para os lojistas. Isso porque, segundo ele, a estimativa da CDL-BH é feita com base apenas no dia do feriado. Ou seja, em situações em que há recesso prolongado, os prejuízos podem ser bem maiores. “Quando há um feriadão, temos uma perda até maior do que a contemplada nesta estimativa. Isso porque não contabilizamos os prejuízos dos dias que as pessoas emendam e também deixam de consumir”, explica...

15/12/2016

PREÇO DE ÁRVORE DE NATAL VARIA ATÉ 280%

Quem ainda não montou sua árvore de Natal nem comprou os adereços típicos desta época do ano ainda encontra muitas opções na região. Há produtos para todos os tipos de bolsos e gostos. A diferença do valor também é grande, se considerarmos pequena árvore sintética e minipinheiro natural, de 20 centímetros, que têm preços de partida de R$ 5 e R$ 19, respectivamente, variação de 280%. Se a opção for por árvores maiores, a diferença é de 66%, considerando a sintética comercializada por R$ 300 e, a natural, por R$ 500. As comparações foram feitas a partir de pesquisa da equipe do Diário pelo comércio popular de rua e lojas de plantas e paisagismo espalhadas pelo Grande ABC. Apesar de mais caro, o pinheiro natural tem público fiel. "Quem gosta do cheiro da planta em casa, bem característica dessa época do ano, não troca pelo sintético. Isso vai muito de gosto", conta Viviane Arigoni, sócia-proprietária da floricultura A Varanda, de Santo André. Nesta temporada, especificamente, ela diz que o volume de vendas dos pinheiros menores caiu, mas o faturamento se equiparou com 2015 porque os clientes optaram por pinheiros naturais maiores e, portanto, mais caros. "Os que têm cinco metros de altura, por exemplo, são vendidos a R$ 500 e têm tido boa saída. Esse cenário é positivo diante da crise econômica pela qual o País atravessa. Então mantivemos os números do ano passado", pontua.Nos comércios de rua da região uma árvore sintética de 90 centímetros, com pisca-pisca e 12 bolas é encontrada, em média, por R$ 108. Apenas os pisca-piscas custam entre R$ 6,99 e R$ 100, dependendo do tamanho e tipo. Já os enfeites...

28/11/2016

WALMART SÓ COMERCIALIZARÁ HORTIFRÚTIS DE PRODUTORES DO PROGRAMA DE GESTÃO

Auditar, analisar e rastrear. Esses são os pilares do Programa 3P de Qualificação de Fornecedores de Hortifruti do Walmart, já em operação em todo o Brasil. A iniciativa envolve toda a cadeia e vai além da detecção de resíduos de agrotóxicos em frutas, verduras e legumes. O sistema já conta com a participação de mais de 550 fornecedores de todo o país, de 25 culturas de hortifrúti. A partir de 2017, somente produtores rurais inseridos no programa fornecerão ao Walmart. O principal diferencial do programa é não apenas assegurar a rastreabilidade e análise dos resíduos de agrotóxicos nos produtos, mas também possuir um pilar educativo de capacitação por meio de auditorias. "Com a ferramenta, o produtor tem em mãos todos os requisitos que deve atender para fornecer frutas, legumes e verduras seguros não só sob o ponto de vista químico (agrotóxicos), mas também físico e microbiológico", explica Márcia Rossi de Sylvio, gerente de Segurança dos Alimentos do Walmart Brasil. No Programa 3P, as auditorias acontecem no campo e são baseadas em Boas Práticas Agrícolas (BPA) e outros requisitos de sistemas de gestão de segurança dos alimentos voltados à produção primária. "Ao auditá-lo, estamos munindo-o com uma ferramenta completa, que poderá usar para melhoria contínua dos seus processos, garantindo fornecimento de hortifrúti cada vez mais seguro", destaca Márcia. Dessa forma, o processo também reduz outros perigos físicos, químicos e microbiológicos, e não só os agrotóxicos não autorizados ou acima do limite máximo permitido. O Programa de Qualificação de Fornecedores de Alimentos do Walmart segue o modelo GFSI (Global Food Safety Initiative), padrão de segurança de alimentos que aumenta a transparência, permite maior eficiência de custos em toda a cadeia de fornecimento de alimentos e contempla auditorias sequenciais que culminam com a certificação GFSI do fornecedor. O sistema foi desenhado em fases, conforme o porte da empresa e o risco inerente ao produto e processo. "Com ele, nossos fornecedores são auditados e têm uma meta de certificação, conforme seu grau de risco"... .

28/11/2016

Últimas Notícias Vídeos em rede social influenciam metade de quem os assiste

A chegada dos vídeos ao feed do Facebook ajuda as marcas a elevar o número de visualizações Empresas têm grande vantagem com vídeos comerciais veiculados em redes sociais. Ao assistor ao conteúdo, o impacto na decião de compra do consumidor é bem positivo. É o que revela o estudo “The Science of Social Video: Turning Views into Value”, da empresa Brightcove. A pesquisa foi feita com 5.500 consumidores no Reino Unido, França, Alemanha, Estados Unidos e Austrália. Confira os principais resultados: 7 entre 10 consumidores indicam que o vídeo visto na rede social influencia de algum modo a sua decisão de comprar ou não comprar algo 5 entre 10 consumidores que assistem ao vídeo realizam uma compra depois; 3 entre 10 consideram uma compra após o vídeo 8 entre 10 consumidores interagem com as marcas nas redes sociais e 43% destes o fazem depois de assistir a um vídeo 8 entre 10 consideram que a maneira mais fácil de conhecer uma marca online é através de um vídeo Maior consumo de vídeos comerciais A chegada dos vídeos ao feed do Facebook e o Instagram permitindo comerciais mais longos e com publicidade de marcas ajudaram a elevar o número de visualizações. 7 entre 10 passaram a ver mais vídeos em mídias sociais no último ano 49 minutos é a média de vídeos (de marcas ou não) vistos nas redes sociais por dia 6 horas é a média semanal de vídeos vistos em redes sociais Entre a geração Z (jovens entre 18 e 24 anos), a média é de 9 horas semanais.

24/11/2016

Para cortar despesas, empresas seguram salários, bônus e demitem

Estruturas mais enxutas, reajustes salariais abaixo da inflação e bônus menores estão entre as estratégias adotadas pelas empresas nos últimos cinco anos para reduzir despesas, devido à crise econômica. Pesquisa da consultoria de recursos humanos Mercer, realizada com 478 empresas de médio e grande porte, de diversos setores, mostra que um quarto delas registraram diminuição no quadro de funcionários neste ano, de 14%. A maior diminuição, 18% do quadro, foi no nível operacional, mas houve também cortes significativas no nível de diretoria (6%). "Isso mostra a juniorização das empresas, que estão demitindo pessoas mais caras e substituindo por mão de obra mais barata, usando o gerente para fazer o mesmo trabalho do diretor, ou gerando acumulação de funções", explica Rogério Bérgamo, líder de soluções de informação da área de talento da Mercer. Reajustes De acordo com o estudo, os profissionais estão ganhando menos, embora estejam trabalhando mais. O crescimento médio da remuneração total na comparação com o ano passado foi de 3,8%, abaixo da inflação, que fechou 2015 em 10,7% segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Os níveis operacionais foram os que registraram maior aumento, de 8,1%, por conta de acordos coletivos. Diretores e vice-presidentes tiveram o menor incremento, de apenas 0,7%, como reflexo dos cortes nesses níveis. Como contraste, gerentes e gerentes seniores tiveram aumentos de 2,5% e 3%, respectivamente. Já executivos de nível de presidência registraram aumento de 4,1%....

04/11/2016

Walmart demite executivos da operação online

O brasileiro Fernando Madeira está na lista de corte e deve deixar a companhia em janeiro O Walmart demitiu executivos de sua operação de comércio eletrônico global - nesse grupo, está o brasileiro Fernando Madeira - numa tentativa de dar um novo rumo a seu negócio, incomparavelmente menor que a Amazon. Parte dos diretores deve permanecer no cargo mais alguns meses, mas todos já foram informados da decisão, que tem relação direta com a aquisição recente da startup Jet.com. Madeira, presidente do Walmart.com para os Estados Unidos e América Latina, há pouco mais de dois anos no cargo, deve deixar a companhia em janeiro, como informou ontem (3/11) o Valor. Ele presidiu a operação latino-americana do Walmart.com entre 2012 e 2014, quando mudou para San Bruno, na Califórnia, para ocupar a nova função, antes pertencente ao americano Joel Anderson. O executivo foi o primeiro brasileiro no cargo de CEO de uma operação do Walmart no exterior. Ele é a interface da operação brasileira com a alta cúpula da companhia e sua promoção ocorreu após uma bem-sucedida gestão nos negócios no Brasil, num período de forte crescimento econômico no País e quando o Walmart.com crescia gastando em mídia de forma maciça e "comprando" participação de mercado por meio de promoções agressivas, mas com efeito sobre margens - estratégia que perdeu força nos últimos anos. No País, a alta direção da subsidiária ainda não foi oficialmente informada sobre a saída de Madeira, apurou o Valor. Procurado, o Walmart.com não se manifestou. Madeira não respondeu aos pedidos de entrevista. Dança das cadeiras Nesta fase de mudanças, Neil Ashe, presidente e CEO do braço de comércio eletrônico global do Walmart.com (e chefe de Madeira), também deixará a companhia, segundo a rede "CNBC". Diane Mills, vice-presidente sênior de recursos humanos, também deve sair da empresa, como antecipou na terça-feira (1/11) o "The Wall Street Journal". Outro executivo, Brent Beabout, vice-presidente sênior da cadeia de suprimentos, segundo o jornal, saiu do cargo semanas atrás e deve ser sucedido por Nate Faust, co-fundador da Jet.com, site adquirido pelo Walmart em agosto. Na prática, a aquisição da Jet.com pelo Walmart, por US$ 3,3 bilhões, a maior soma já desembolsada pela varejista por uma empresa de comércio eletrônico, é a razão principal das mudanças nos cargos de liderança, segundo analistas de mercado americanos....

01/11/2016

50ª CONVENÇÃO ABRAS ACONTECE DE 8 A 10/11, EM ATIBAIA-SP

A Convenção ABRAS 2016 será realizada de 8 a 10 de novembro no Bourbon Convention & Resort, em Atibaia (SP). O evento é o mais importante encontro de empresários e líderes supermercadistas do Brasil. Durante os três dias os participantes contarão com palestras e painéis de renomados especialistas nacionais e internacionais, além da 6ª edição da Exposição e Feira de Tecnologia ABRAS, com lançamentos e tendências em soluções, equipamentos e serviços para o varejo de alimentos. Este ano a Convenção ABRAS traz o tema Simplificação: a melhor forma de se inovar, o objetivo é ajudar os empresários do varejo a adaptar-se às inovações para potencializar melhores resultados para os supermercados, se tornando cada vez mais competitivos. "A Convenção ABRAS está completando 50 anos, e preparamos um evento especial com palestras, painéis com os melhores especialistas do mercado para ajudar o supermercadista a gerar oportunidades para simplificar o dia a dia nas lojas e tornar os processos mais fáceis e práticos com uma gestão eficiente. A Convenção é, sem dúvida, uma oportunidade única para estreitar relacionamentos e trocar experiências com as principais lideranças da cadeia de abastecimento do País", destaca o presidente da ABRAS, Fernando Yamada. Workshop ABRAS No primeiro dia da Convenção, 8/11, às 8h45, acontecerá o Workshop ABRAS, no qual renomados especialistas, por meio de blocos e painéis, irão discutir temas relacionados à sustentabilidade e à simplificação no atendimento ao consumidor. Dentre os tópicos que serão abordados no workshop estão: Sustentabilidade - simplificando para melhores resultados Este tópico discutirá por meio de painel e bloco temas como gases de refrigeração (HCFCs), eficiência energética, entre outras questões que impactam diretamente os supermercados: os altos custos relacionados ao consumo de energia, por exemplo, que afetam o desempenho das lojas. Na oportunidade serão debatidos redução de custos, alternativas para aumentar a eficiência, e como melhorar os resultados quando o assunto é sustentabilidade. Nesta parte do workshop participam: Magna Luduvice, gerente de Proteção da Camada de Ozônio, do Ministério do Meio Ambiente; Stefanie Von Heinemann, gerente de Projetos da Agência Alemã GIZ; Paulo Neulaender, vice-presidente de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), Rogério Marson, gerente de Engenharia da Eletrofrio; Aroldo Lima, gerente geral de Manutenção e Obras da Companhia Zaffari Bourbon; Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, João Ferreira Barreto, assessor técnico da ABRACEEL, Claudio Vicente Barbosa, gerente de Utilidades, Planejamento e Operações de Manutenção do GPA, Pierre-yves Mourgue, diretor-presidente no Brasil da Greenyellow. Comportamento do consumidor - como simplificar para atender melhor As palestras voltadas ao comportamento do consumidor trarão soluções para uma gestão eficiente de processos que ajudarão na fidelização e engajamento dos clientes. Especialistas irão debater maneiras de estimular a inovação, a criação de novas experiências para facilitar o dia a dia do consumidor e tornar a dinâmica de compra mais fácil e prática. Essa segunda parte do Workshop ABRAS contará com: Patrícia Beber, country manager da Kantar Worldpanel; Gabriel Marioto, gerente de Inteligência da Cielo; Nivi Valentini, presidente da Movimento Arredondar. No Bloco de FLV será discutida a importância da rastreabilidade para o consumidor, e terá: Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA); Ana Paula Maniero, gerente de Engajamento e Projetos Setoriais da GS1; Débora Cosenza , supervisora de Segurança de Alimentos da Coopertativa de Consumo (COOP) e Giampaolo Buso, diretor comercial da Paripassu. O tópico sobre consumidor também contará com o Painel da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS), no dia 8/11, às 15 horas, que terá a presença dos representantes das sete das maiores instituições brasileiras representativas da área do comércio e serviços, que constituem a UNECS: Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Coletiva de Imprensa Convenção 2016 No dia 8 de novembro, às 11h30, será realizada a Coletiva de Imprensa da Convenção ABRAS 2016. O presidente Fernando Yamada, representantes da diretoria da entidade, e especialistas do varejo irão divulgar importantes indicadores do setor, e também trarão pesquisas sobre o comportamento do consumidor e tendências do mercado para os próximos meses. Na oportunidade serão apresentados: - Índice Nacional de Vendas ABRAS (mês x mês/ acumulado do ano) - Abrasmercado (cesta com os 35 produtos mais consumidos nos supermercados) - Pesquisa Natal (com as previsões para as festas do final de ano) - Balanço RAMA (dados do 3º trimestre do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da ABRAS) - Pesquisa Tendências e Comportamento do Consumidor (Kantar Worldpanel) - Pesquisa Categorias e Desempenho de Formatos (Nielsen) 6ª Exposição e Feira de Tecnologia Em paralelo à Convenção ABRAS acontece a 6ª Exposição e Feira de Tecnologia para Supermercados. A abertura oficial está marcada para o dia 8/11, às 14h, e também será baseada no tema Simplificação: a melhor forma de se inovar, e apresentará soluções e tendências do varejo que irão auxiliar e facilitar os negócios dos supermercadistas: fidelização de clientes, redução de custos, e melhora da gestão das lojas. A exposição contará com importantes empresas nacionais e internacionais desenvolvedoras de softwares, hardwares, serviços e equipamentos como: Bematech,Compex, Conductor, Consinco, Cyclopes, Danfoss, DMCard, Gunnebo Gateway, Honeywell, InfoPrice, Luminae, Oki Brasil, Perto, R-Dias, RP Info Sistemas, Sensormatic /Tyco, Sisqual, Symphony Eyc, Sysmo, Systax , Tlantic, Toledo, Top Sistemas, Toshiba Global, Visual Mix, Zebra Technologies e Zuum. Na Feira e Exposição de Tecnologia acontecem ainda a Ilha de Eficiência Energética, com as últimas soluções voltadas ao setor apresentadas por empresas do segmento: BEP, Engie, Honeywell, Trinity e Wx Energy. E também a Ilha de FLV, com o foco em projetos saudáveis de alimentação e na rastreabilidade de produtos, incluindo a apresentação do Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos da ABRAS (RAMA). Essa Ilha contará com as empresas: Bayer, Benassi, Benafrutti, Carrefour, Dallas, Ferretti ,Fischer, Frutas AP, Lucato, Mallmann e Sitio Barreiras. Cerimônia de abertura A abertura oficial da Convenção ABRAS 2016 está marcada para o dia 8/11, às 20 horas, e irá receber os principais proprietários, diretores e executivos do varejo brasileiro, além de representantes do governo federal e líderes de entidades empresariais. São esperados mais de 700 participantes. Um pouco antes do evento, às 18 horas, os convidados participarão de um coquetel especial na Exposição e Feira de Tecnologia para incentivar o networking e auxiliar nas negociações entre supermercadistas, indústria e fornecedores....

29/09/2016

GOVERNO ELEVARÁ PARA 2% ALÍQUOTA QUE COMPENSA EMPRESAS POR EXPORTAÇÕES

Empresários, porém, querem que governo eleve a alíquota para 5%. O Ministério do Desenvolvimento informou nesta quarta-feira (28) que a alíquota do chamado Reintegra, programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados via créditos do PIS e Cofins, subirá de 0,1% para 2% em 2017. A informação foi confirmada por representantes do ministério, empresários e analistas que participaram, nesta quarta, de uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Brasília. O G1 entrou em contato com o Ministério da Fazenda, mas ainda não obteve resposta. Os empresários que estavam no encontro, porém, pediram uma alíquota maior para o ressarcimento dos impostos que incidem sobre as exportações em 2017: de 5%. Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, o ministro da Fazenda disse que vai estudar o pleito. "O Brasil é o único país do mundo que exporta impostos. Todos os países do mundo que têm representatividade no exterior desoneram os tributos nas exportações. E o Brasil, principalmente na indústria, aquela que tem maior valor agregado, tem resíduos tributários nas cadeias produtivas que, quando a gente exporta o nosso produto, exporta com impostos", disse Velloso a jornalistas, após a reunião com Meirelles. O presidente-executivo da Abimaq disse que os cálculos apontam que a indústria de transformação brasileira exporta em média 7,2% de impostos. "Pedimos uma análise para rever essa questão. A Receita Federal vai fazer o cálculo deles. O pleito é de 5% [de alíquota do Reintegra em 2017]. O governo foi receptivo, mas não prometeu nada", acrescentou. Renúncia de R$ 10 bilhões...

29/09/2016

CRISE ESTIMULA NEGÓCIO VIRTUAL ENTRE EMPRESAS

São Paulo - Impulsionadas pela crise e pela necessidade de reduzir custos, empresas de diversos setores vêm migrando suas compras para o e-commerce. Quem tem se favorecido desse movimento são as companhias que atuam no comércio eletrônico business to business (B2B), mercado que só no ano passado movimentou R$ 600 bilhões no Brasil. "Estimamos hoje que o segmento business to consumer (B2C), em comparação com o B2B, represente menos de 10%. A transação entre empresas no meio digital foi o que deu origem ao e-commerce como temos hoje", explica o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), Maurício Salvador. De forma resumida, o comércio B2B consiste em um ambiente virtual onde uma empresa (indústria, distribuidor, importador ou revendedor) comercializa seus produtos para outras empresas. Já o B2C seria a venda diretamente para o consumidor final. Segundo estimativas da entidade, o primeiro formato faturou cerca de R$ 600 bilhões em 2015, enquanto o segundo registrou cerca de R$ 48 bilhões no mesmo período. Mesmo com o volume muito grande, Salvador acredita que esse mercado ainda seja pequeno no Brasil, se comparado a outros países. "Ainda existe muito a crescer em termos de penetração das empresas", diz, completando que muitas companhias pequenas e médias, por uma resistência de automatizar os processos, ainda fazem os pedidos por telefone. Segundo o presidente do marketplace Mercado Eletrônico - maior do segmento na América Latina -, Eduardo Nader, uma das razões para que poucas empresas operem nesse segmento é a maior complexidade que ele impõe. "No B2C é muito fácil abrir uma loja virtual e começar a vender. No B2B é muito mais complexo. O aporte em tecnologia é robusto e o nível de serviços também tem que ser maior", diz. Fundado em 1994, a plataforma possui hoje uma base de mais de 1 milhão de companhias cadastradas, 8 mil clientes e só no ano passado transacionou cerca de R$ 80 bilhões...

29/09/2016

ELISEU PADILHA REFORÇA A NECESSIDADE DE REFORMAS

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou ontem, em palestra a empresários da imprensa, que sem as reformas fiscal, previdenciária e trabalhista o sistema do Estado "estoura" na próxima década. "Temos de convencer o cidadão que as reformas que estão sendo feitas não são para tirar direitos, mas para garantir", disse. "Se continuar como está, o sistema estoura em 2025, 2030", completou. "O sujeito vai ao banco com o cartãozinho e não terá dinheiro para sacar." Em almoço com membros da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em um hotel de Brasília, ele lembrou que o risco Brasil chegou a 569 pontos em fevereiro, quando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi retomado na Câmara. "Em 12 de setembro, estava em 313, isto é, caiu 256 pontos", disse. "Faltam 73 pontos para voltarmos a atingir os 240, que corresponde ao grau de investimento", ressaltou. "Mas nesta queda estão 'precificadas' as reformas fiscal e da Previdência. Sem uma das duas, essa curva se inverte." O ministro disse que a "boa notícia" é que, no jantar realizado na terça-feira, no Palácio da Alvorada, "todos" os líderes da base do governo se comprometeram a apoiar as propostas de reforma fiscal preparadas pela equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "O Brasil é um mar de oportunidades, mas só tem um probleminha", disse, referindo-se depois à "herança lusitana" de não acreditar em seu potencial. Padilha disse que tem acompanhado com preocupação discussões no Legislativo que prejudicam a recuperação do orçamento. "Todo mundo está disposto a fazer bondades, na Câmara, nas assembleias...

20/09/2016

REFORMA TRABALHISTA DE TEMER FICARÁ PARA O ANO QUE VEM

Rio - Para evitar desgaste e não dificultar a tramitação de duas propostas que estarão em andamento no Congresso, a que limita os gastos públicos e a reforma da Previdência, o governo Temer decidiu adiar o processo de alteração das leis trabalhistas para o ano que vem. Mas algumas mudanças que estão no arcabouço da reforma devem ser implantados. Isso porque o governo pretende apoiar a proposta de terceirizar todos os setores das empresas, inclusive as atividades-fim conforme antecipou O DIA no dia 6 deste mês. O projeto de terceirização, já aprovado pela Câmara, no começo de 2015, está à espera da votação no Senado. A iniciativa deixa de fora empresas públicas e sociedades de economia mista da proposta que regulamentará os contratos. O Planalto aposta que o projeto da terceirização seja aprovado pelo Senado ainda este ano, em paralelo à reforma da Previdência. Se a proposta for sancionada, um banco poderia por exemplo, em tese, contratar caixas terceirizados. No entanto, provavelmente não faria porque o texto diz que o profissional da contratada não pode ser subordinado à empresa contratante. O caixa não responderia a um chefe do banco, mas, sim, a alguém da terceirizadora. Como hoje não há regulamentação, a Justiça do Trabalho limita a subcontratação a áreas-meio, como limpeza, segurança e serviços especializados que não tenham relação com o objeto de empresa. Sem lei, a terceirização da área-fim é considerada ilegal pelo Judiciário. Ou seja, pela regra atual, uma fábrica de veículos não pode terceirizar as atividades dos metalúrgicos, mas sim analistas de sistema, seguranças e equipe de limpeza. Regulamentar a terceirização é um dos pontos da “modernização” das relações de trabalho que governo quer implementar. A ideia é que com a reforma faça as convenções coletivas prevalecerem sobre as normas legais. Além dos itens que a própria Constituição permite flexibilizar — como jornada de trabalho, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados — outros benefícios, como férias e 13º salário, adicionais noturno e de insalubridade, salário mínimo, licenças e FGTS, também devem ser negociados entre patrões e sindicatos. PL 4330 abre brecha para mudança na relação trabalhista A Câmara dos Deputados concluiu no fim de agosto a votação do projeto de lei da terceirização (PL 4330/04), que está no Senado. Foi aprovada em plenário uma emenda que permite a terceirização de todas as atividades do setor privado. Atualmente, somente as atividades-meio, que não têm a ver com o produto ou serviço final da empresa, podem ser terceirizadas. Por exemplo, um banco pode terceirizar os serviços de limpeza e segurança, mas não pode terceirizar o empregado que abre conta corrente....

16/09/2016

APÓS 6 ANOS, BLACK FRIDAY AMADURECE PARA TENTAR MITIGAR FALSAS PROMOÇÕES

São Paulo - Depois de um intenso trabalho desenvolvido por representantes do setor de comércio eletrônico para que não houvesse falsas promoções, a Black Friday deste ano deve ser caracterizada pela multiplicação no número de varejistas participantes e de clientes. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), o programa Black Friday Legal, elaborado para combater as ofertas fraudulentas, tem atraído um número surpreendente de adeptos do varejo on-line, entre grandes, pequenas médias empresa. A estimativa da câmara, inclusive, é de ultrapassar neste ano a quantidade de certificados de procedência emitidos na edição passada do evento varejista. "Em 2013, após toda aquela polêmica, resolvemos criar uma medida que levasse boas práticas sobre o evento para os lojistas. Agora, em 2016, parece que conseguimos superar. O número de empresas adeptas é cada vez maior e isso traz confiança ao consumidor", explica o presidente da camara-e.net, Leonardo Palhares. No ano passando, de acordo com ele, 120 comerciantes obtiveram a chancela da entidade com a garantia de que as suas promoções eram verdadeiras. Neste ano, a expectativa é de ultrapassar a marca de dois mil certificados. Para Palhares, os lojistas se deram conta de que anunciar uma promoção inexistente não atrai o consumidor e ainda ajuda a defasar a imagem da empresa, que pode até correr o risco de ser processada ou perder direitos. "Se varejistas chanceladas cometerem esse tipo de atitude, têm sua chancela retirada e a denúncia encaminhada aos órgãos competentes, como os de defesa do consumidor e o Procon", avisa Palhares. A Black Friday deste ano deve contar com um número recorde de participantes. São esperadas que mais de duas mil. Ano passado, 408 lojas - fora as que não anunciaram suas participações - admitiram ter realizado liquidações na data....

16/09/2016

GOVERNO ADIA REFORMA TRABALHISTA, MAS VAI APOIAR A TERCEIRIZAÇÃO

“No Brasil, sempre que se cria um teto, deixa-se uma chaminé” José Carlos Rodrigues Martins Presidente da Cbic Pressionado pela base, o governo decidiu adiar a reforma trabalhista para concentrar esforços na aprovação do teto para gastos. Outros projetos ficaram para depois das eleições. -BRASÍLIA E RIO- Sem clareza sobre o tamanho da sua base parlamentar em votações de temas polêmicos e pressionado pelos partidos aliados a não adotar posições políticas que os prejudiquem nas eleições municipais, o governo está adaptando sua agenda de projetos importantes que dependem do Congresso. A fim de obter aprovação para sua maior prioridade — a proposta de emenda constitucional (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos —, o Palácio do Planalto decidiu adiar para o ano que vem a reforma trabalhista. Na última terça-feira, o presidente Michel Temer foi informado de que haveria uma debandada de partidos da base aliada caso a proposta não fosse adiada. Empresários também consideram a PEC dos gastos crucial. E ontem, em reunião com líderes dos partidos que integram o chamado “centrão” na Câmara, Temer pediu que trabalhem junto a suas bancadas pela aprovação da PEC do teto de gastos. O presidente recebeu o grupo que reúne mais de 200 deputados de legendas como PP, PSD, PTB, PR, PRB e SD. O grupo reforçou apoio à medida e garantiu que negociará o fechamento de questão em cada uma das bancadas aliadas. O grupo fez um acerto de procedimento na Câmara...

12/09/2016

NA METADE DA SEMANA DO PEIXE, VAREJO JÁ APONTA VENDAS SURPREENDENTES

De São Paulo (SP) a João Pessoa (PB), de Belo Horizonte (MG) a Campo Grande (MS). No Brasil inteiro a Semana do Peixe 2016 chega à metade com um balanço prévio positivo das ações já realizadas. Informações preliminares de redes varejistas indicam que a venda de pescado na primeira semana da campanha foi superior à expectativa, principalmente em função do feriado pátrio em plena quarta-feira. Os balanços finais serão divulgados após o encerramento da campanha. O Carrefour realizou no primeiro sábado da campanha (3/09) uma ação de degustação especial em parceria com a Zaltana Pescados. Mais de 100 kg de tambaqui preparados em churrasqueira foram servidos no estacionamento da loja de Osasco (SP). "Só para se ter noção do impacto da venda na loja que teve a degustação, Osasco foi a loja que mais vendeu tambaqui naquele dia", conta Maria Rosilene Sousa Costa, responsável pelo departamento comercial da peixaria. Segundo ela, a loja de Osasco vendeu um volume muito superior em relação ao registrado no ano passado. Para encerrar a campanha, o Carrefour fará outro churrasco de tambaqui na loja Centro de São Bernardo do Campo (SP) (R. José Benedetti, 247) no sábado, 17/09. Mas não é só no Sudeste que a campanha ganhou forte adesão do varejo. A rede Comper, com forte atuação no Mato Grosso do Sul, programou uma série de descontos para tambaqui, pintado e tilápia, mas também sashimis em preços promocionais e sardinhas congeladas, além de degustação em algumas das 14 lojas da rede. Em João Pessoa e Campina Grande (PB), as bandeiras Pão de Açúcar e Extra, do GPA, também levaram sua política de preços 20% mais baratos para vender 15% mais. Em Belo Horizonte (MG), até peixarias locais fizeram preços promocionais com identidade visual da Semana do Peixe definida pelo Ministério da Agricultura, por meio da Secretaria de Aquicultura e Pesca....

30/08/2016

EMPRESÁRIOS ESTÃO MAIS CONFIANTES

O cenário não é de otimismo, mas entre altos e baixos, o sentimento de credibilidade frente à economia vai se consolidando entre os varejistas de Belo Horizonte. Pesquisa inédita realizada pela Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) mostra que, em agosto, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Capital subiu mais uma vez e chegou aos 78,4 pontos. O número ainda coloca o setor em um patamar pessimista, mas representa a terceira alta seguida no indicador, que é o maior desde abril de 2015 (74,9 pontos). A confiança nas médias e grandes empresas (100,77 pontos), ou seja, com mais de 50 empregados, é superior ao nível identificado nas micro e pequenas (77,92 pontos). Por grupo de atividade, os estabelecimentos que trabalham com produtos não duráveis (81,57 pontos), como alimentos e medicamentos, são os menos insatisfeitos. Divulgado pela primeira vez, o estudo da Fecomércio-MG tem como base os dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) desde agosto de 2014. Nele, a linha dos 100 pontos é considerada a referência para todos os indicadores, sendo que abaixo dela se configura uma situação de pessimismo e acima de otimismo. A principal causa do crescimento contínuo da confiança dos dirigentes belo-horizontinos está no aumento, também constante nos últimos meses, de suas perspectivas por uma melhora no mercado nacional. Em agosto, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) - um dos três indicadores secundários do Icec - foi o único a encerrar o mês otimista, com 125,4 pontos, a maior marca registrada em toda a série histórica. As percepções sobre o futuro da economia brasileira (115,4 pontos), do setor (125,1 pontos) e da própria empresa (135,8 pontos) foram determinantes para o resultado. O economista da Fecomércio-MG, Guilherme Almeida, argumenta que a “trégua” dada por indicadores econômicos como a inflação, aliada a fatores sazonais do segundo semestre, como o pagamento do 13º salário e a comemoração de datas importantes, explicam a evolução das expectativas entre os comerciantes. “Para os próximos meses, é esperada uma desaceleração mais intensa da inflação, que já vem ocorrendo e, com isso, os empresários acreditam que pode haver a retomada do consumo. Neste semestre, temos também a injeção do 13º (salário) e a presença de datas comemorativas de peso como o Natal e o Dia das Crianças. Há pesquisas que também mostram uma melhora na confiança dos consumidores. Tudo isso, os empresários projetam na melhoria das vendas”, analisa Almeida, que também inclui nessa lista a influência de fatores políticos. Investimentos - Os outros dois indicadores que compõem a confiança do empresário, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), apesar de também apresentarem alta neste mês, ainda estão longe de um universo otimista. O Icaec, que reproduz uma avaliação dos gestores do setor no presente, teve elevação de 1,5 ponto, mas fechou o período em 34,9 pontos, demonstrando forte insatisfação. Um pouco melhor, a propensão a realizar investimentos foi de 74,8 pontos, bem abaixo da linha dos 100 pontos, mas com boas perspectivas para contratações, melhorias nas empresas e estoques...

19/08/2016

EMPRESAS ESTRANGEIRAS SE PREPARAM PARA RETOMADA DA ATIVIDADE

São Paulo - As empresas estrangeiras estão mais otimistas em relação ao Brasil e já se preparam para o momento de retomada da atividade econômica. A avaliação delas é que o ritmo de recuperação deve ser rápido. A diretora da GAC Group no Brasil, Norma Garcia, afirma que cresceu muito o interesse de empresas francesas no País. A GAC Group presta consultoria nas áreas tributária, de funding (financiamento) e inovação para companhias que querem abrir negócios no Brasil. Ela conta que, até julho deste ano, a consultoria conseguiu faturar o mesmo valor apurado em todo o ano de 2015. Isso representou uma alta de 20% na receita bruta da GAC Group, do final de 2015 a julho de 2016. Norma diz que as áreas de maior interesse dos estrangeiros no Brasil são energia, saneamento básico, farmacêuticas, seguros e softwares. Há 80 anos no Brasil, a francesa Saint-Gobain está mais positiva em relação ao Brasil, já que se aproxima o momento de definição na política, com a finalização do processo de impeachment [até o dia 31 de agosto], o que, consequentemente, levará ao endereçamento de medidas na área econômica. "As coisas estão voltando à normalidade e começamos a reabrir projetos que estavam parados e a colocá-los na mesa", relatou Thierry Fournier, presidente do grupo industrial Saint-Gobain no Brasil, em um almoço promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-SP). Ele pondera que apenas aguarda o final de agosto para avaliar encaminhamentos nos projetos de expansão de capacidade. Já os investimentos em aumento de produtividade continuam. Essa foi a estratégia escolhida pela Saint-Gobain para atravessar a crise no Brasil, além da realização de aquisições. "Já compramos quatro empresas neste ano", afirma Fournier, acrescentando que o grupo trabalha para adquirir mais duas ou três companhias. Recuperação O presidente da Saint-Gobain avalia que o setor de infraestrutura será fundamental na retomada da atividade e, por isso, aposta em um programa de parcerias público-privadas no setor após a definição do cenário político brasileiro. Para o economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, a infraestrutura é setor que mais tende a prosperar nos próximos meses, caso a agenda macroeconômica que está sendo proposta pelo presidente interino Michel Temer seja colocada em prática. "Essa agenda tende a aumentar a previsibilidade de médio e longo prazo das empresas estrangeiras no Brasil", diz ele, ao se referir à expectativa de maior segurança jurídica nos contratos de concessão em infraestrutura........

16/08/2016

MEIRELLES: GOVERNO AVALIA ALTA DE IMPOSTOS

-SÃO PAULO E RIO- O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou ontem que a equipe econômica está trabalhando nas projeções de arrecadação de tributos para decidir, até o fim do mês, se haverá aumento de impostos. A Receita Federal já encaminhou ao Ministério da Fazenda os dados relativos à arrecadação, para análise. — Estamos trabalhando nisso. Vamos tomar agora uma decisão preliminar, se vai haver aumento de impostos — afirmou o ministro, depois de participar de encontro com investidores em uma corretora em São Paulo. Meirelles voltou a negar que o governo tenha sofrido uma derrota com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do texto-base do projeto de ajuste fiscal dos Estados, com a exclusão de regras para limitar reajustes para os servidores. — Do nosso ponto de vista foi uma vitória importante, fundamental e positiva para a aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional) dos gastos — disse. Na avaliação do ministro, o ajuste nas contas públicas “caminha bem”, mas, por envolver o Congresso, “não é um processo linear, que a Fazenda decida”. Sobre a possibilidade de se repetir o que aconteceu com seu antecessor, Joaquim Levy, que não conseguiu aprovar medidas de ajuste durante o governo Dilma Rousseff, Meirelles afirmou: — Gosto muito do meu amigo Joaquim Levy. É um grande técnico, uma pessoa honrada. Sempre que sou comparado com algum ministro que fez algum trabalho importante, eu me sinto muito honrado...

15/08/2016

ROGÉRIO MARINHO DEFENDE MODERNIZAÇÃO DA LEI TRABALHISTA

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) cumpriu extensa agenda nesta sexta-feira (12) na em Curitiba (PR). Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (CSE), o tucano esteve na capital paranaense para, entre outros compromissos, fazer uma palestra destinada aos empresários da cidade, na Associação Comercial do Paraná (ACP). Em pauta: “a reforma trabalhista, o ajuste fiscal e o estado necessário”; temas que estão em discussão por parte da Frente CSE. Na palestra, Rogério disse que a “modernização da lei trabalhista é fundamental. Estamos tratando de uma legislação da década de 30, consolidada em 1943. São mais de 70 anos. Nesse tempo, surgiram várias novas atividades que não estão previstas na lei”, disse. Ainda de acordo com o parlamentar, a “terceirização, por exemplo, é um fato. Existe em todos os lugares do mundo”. Em outro trecho da palestra, o deputado afirmou que um dos grandes problemas do Brasil é o “corporativismo” de algumas atividades. “Entidades organizadas como castas dentro do serviço público que não abrem mão de nenhuma vantagem que possuem. O modelo político brasileiro faliu, a reforma política é necessária para aproximar o eleitor do seu representante. Mas esse não é o único problema”, completou. Antes de participar do evento na ACP, Rogério Marinho esteve na manhã desta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Paraná, onde ocorreu um debate promovido pela Comissão Especial da Câmara que trata da nova Lei Geral do Futebol. Relator da matéria, o tucano destacou que a legislação vai “impactar diretamente no dia a dia dos clubes, dos jogadores e até dos torcedores”. Já no final da tarde desta sexta, o deputado federal Rogério Marinho se reuniu com o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR), também em Curitiba. Na oportunidade, o parlamentar debateu com os representantes da categoria o projeto Escola Sem Partido, que tem como objetivo evitar a doutrinação ideológica em sala de aula, e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Rogério Marinho é autor do projeto de lei que determina a aprovação por parte do Congresso Nacional do BNCC. O objetivo do deputado é exatamente evitar o uso da Base com viés ideológico. O parlamentar também apresentou outra proposta que está em tramitação na Câmara, que criminaliza o assédio ideológico no ensino.

01/08/2016

CARNÊ DE LOJA GANHA FORÇA COM A CRISE

am mais seletivos na aprovação do crédito. O avanço do desemprego, com fechamento de mais de meio milhão de vagas formais só no primeiro semestre, também piorou o quadro. Sem ter como comprovar a renda, o trabalhador informal tem dificuldade para obter crédito bancário. O aumento do uso do carnê ficou nítido no final do primeiro semestre. Em junho, cresceram 24% as vendas parceladas no carnê ou boleto em relação ao mesmo mês de 2015 entre os varejistas clientes da MultiCrédito, empresa que faz análise de crédito para cerca de mil estabelecimentos. Carne “O carnê permite que a loja tenha uma linha de crédito com limites determinados por ela, fideliza o cliente e pode gerar novas vendas quando ele vem pagar a prestação”, explica o vice-presidente da MultiCrédito, Flávio Vaz Peralta. Em junho, o número de lojas que procurou esse serviço aumentou 22% em relação ao mesmo mês de 2015. Móveis, materiais de construção, artigos de vestuário e óticas foram os segmentos em que o crediário próprio das lojas teve mais demanda. De acordo com a empresa, os Estados onde o uso do carnê mais cresceu foram Minas, Bahia e Pernambuco, além de municípios do interior paulista. Mesmo consumidores que têm cartão de crédito passaram a recorrer ao carnê por já terem atingido o limite de endividamento. É o caso da diarista Maria Celeste de Souza Montenegro, mãe de quatro filhos. Com renda de R$ 1,8 mil, a diarista tem quatro carnês. Em três deles paga celulares que deu de presente para os filhos. No outro, comprou uma cama beliche. Os prazos dos carnês variam entre dez meses e um ano e, segundo ela, todos estão em dia. “O carnê é uma forma de eu conseguir comprar as coisas, porque já estourei o cartão. Pretendo fazer outro em janeiro para comprar um sofá.”...

01/08/2016

DÓLAR RECUA COM PIB DOS EUA E BRIGA DA PTAX, MAS SOBE 0,98% EM JULHO

dólar fechou nesta sexta-feira (29/7), em forte queda ante o real. O ajuste acompanhou o viés negativo do dólar no exterior, após o crescimento do PIB dos EUA no segundo trimestre abaixo do esperado e que praticamente eliminou a chance de uma alta de juros neste ano no país, segundo operadores de câmbio. Houve também pressão para baixo exercida por bancos na disputa pela formação da última Ptax do mês, que encerrou aos R$ 3,2390 (-1,07%). Já o dólar futuro para setembro, que passou a concentrar a liquidez a partir de hoje, encerrou com baixa de 1,46%, aos R$ 3,2760. O volume financeiro negociado totalizou US$ 16,802 bilhões. O PIB americano avançou 1,2% no segundo trimestre deste ano, na primeira leitura da taxa anualizada, bem abaixo da previsão de alta de 2,6% dos analistas. Além disso, o PIB do primeiro trimestre foi revisado em baixa, de +1,1% para +0,8% na taxa anualizada. O presidente do Federal Reserve de San Francisco, John Williams, disse hoje que é provável que as taxas de juros de curto prazo nos EUA fiquem mais baixas do que o habitual no futuro. O gerente da Treviso corretora, Reginaldo Galhardo, avaliou que uma parte da queda refletiu pressão para o enfraquecimento da Ptax e a outra parcela, o PIB americano abaixo das expectativas, que acabou estimulando uma realização de lucros nos mercados de moedas. Na briga da Ptax, segundo ele, a posição vendida de bancos no mercado à vista de mais de US$ 30 bilhões no mês foi determinante para a condução das cotações. A decisão do Banco do Japão de apenas aumentar o volume destinado a fundos de índices de ações acabou ficando em segundo plano. O BoJ também manteve inalterados a taxa de depósitos em -0,1% e o volume de compra de bônus em 80 trilhões de ienes. A perspectiva para o dólar é de volatilidade, segundo um profissional de câmbio. O mês de agosto começa na próxima semana com uma agenda importante, que poderá manter os ativos instáveis, previu a fonte. O Congresso volta do recesso na próxima segunda-feira e a agenda de indicadores inclui os dados de junho da produção industrial e de julho da balança comercial. No exterior, haverá reunião de política monetária do Banco da Inglaterra na quinta-feira e a divulgação do relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos, na sexta-feira.

28/07/2016

BANCO CENTRAL ADOTA TOM CAUTELOSO NA ATA E PODE RETARDAR A QUEDA DOS JUROS

São Paulo - O Banco Central (BC) poderá retardar a queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. Essa foi a visão do mercado após o tom cauteloso do Comitê de Política Monetária (Copom) sob a presidência de Ilan Goldfajn na ata divulgada ontem. Segundo especialistas no assunto, a ata foi bastante clara sobre os objetivos da autoridade monetária de levar a inflação para o centro da meta de 4,5% já em 2017. "O Banco Central foi extremamente cauteloso e mandou um recado muito claro ao mercado: que não vai produzir nenhuma redução dos juros se a inflação não começar a ceder", avaliou o mestre em economia do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) Ricardo Balistiero. Em linha semelhante, o professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) Fernando de Holanda Barbosa disse que o Banco Central buscou ancorar as expectativas do mercado. "O cenário é da autoridade mantendo a taxa atual [Selic em 14,25% ao ano] e buscando ancorar as expectativas de inflação. O mercado ainda não convergiu para essa expectativa", afirmou. Em linguagem clara e objetiva na ata, o BC fala que o cenário de referência supõe, entre outras hipóteses, taxa de juros e câmbio inalteradas em 14,25% ao ano e o dólar em R$ 3,25 respectivamente por todo o horizonte de projeção. "Esse cenário aponta para inflação em torno da meta de 4,5% já em 2017", diz o BC. O mercado espera inflação de 5,3% para o próximo ano....

28/07/2016

NOVA PROJEÇÃO DE VENDAS INJETA ÂNIMO NOS INVESTIDORES DO VAREJO ALIMENTAR

São Paulo - Depois de enfrentar um ciclo recessivo, o ramo de supermercados desponta como o primeiro a avançar nas vendas, ainda que timidamente, na comparação interanual. No primeiro semestre, o ganho das redes subiu 0,07%, o que levou o setor a reverter a perspectiva de queda na casa de 1,8% no faturamento para o ano, para avanço de 0,4%% Com exceção das farmácias, que não chegaram a apresentar encolhimento dos ganhos durante a recessão, as vendas nos supermercados foram as primeiras a registrar um crescimento real - já descontada a inflação. Os números foram passados ontem (26) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e, para o presidente do conselho consultivo da entidade, Sussumu Honda, a mudança pode estimular novos investimentos das redes, que pisaram no freio nos aportes durante a recessão, mas não chegaram a parar de investir. "As redes podem ter diminuído seus investimentos em alguns segmentos, mas o varejo alimentar possui vários modelos de operação. Apesar de não estar no mesmo nível de anos anteriores à crise, o processo de expansão continua acontecendo, e como o segundo semestre costuma indicar números melhores [que o primeiro], os investimentos podem voltar a crescer", diz. Para se tornar efetivo, porém, a aceleração dos investimentos das redes terá de contar com a melhora de uma série de indicadores. Entre eles, a queda da inflação e do dólar. "O dólar é um componente muito relevante na conta dos supermercados. No início do ano, estávamos trabalhando com valores muito acima dos razoáveis. Com a inclinação de novas quedas, a tendência é de que haja estabilidade nas vendas e, por consequência, melhora da confiança dos empresários", comenta. Aportes Questionado se a mudança na previsão da Abras poderia impactar os negócios da rede Zaffari, o presidente da companhia, Claudio Luiz Zaffari, afirmou que as decisões sobre os aportes vão depender de cada operação em particular...

28/07/2016

28º CONGRESSO NACIONAL ABRASEL APOSTA NO BRASIL QUE EMPREENDE

Despertar lideranças, inspirar e promover mudanças de atitudes para que o Brasil encontre seus caminhos como potência mundial. É com essa ideia que a Abrasel promove seu 28º Congresso Nacional e traz líderes e empresários de sucesso para falar com o setor de alimentação fora do lar. Nomes como Luiza Trajano, Ana Luiza Trajano, Arri Coser, Pedro Coutinho, Everardo Maciel, Ricardo Bomeny e Morena Leite figuram entre os destaques do evento, que acontece nos dias 17 e 18 de agosto, no IESB Asa Sul, em Brasília. Com formato arrojado, o Congresso Abrasel se consolida como maior evento de geração de inteligência e conhecimento para o setor. Um dos grandes painéis será o “Brasil Empreendedor”, no dia 17 de agosto, comandado por lideranças da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS). A coalização se reunirá para debater os caminhos e as estratégias que estão desenvolvendo para um Brasil melhor, com foco no desenvolvimento do ambiente de negócios e na simplificação da vida brasileira. Participarão: Paulo Solmucci Junior, presidente executivo da Abrasel; George Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB); Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco); José do Egito, presidente Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad); Fernando Yamada, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras); Francisco Alves, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL); e Nabil Sahyoun, presidente da Associação de Lojistas de Shopping do Brasil (Alshop)....

22/07/2016

PELA OITAVA VEZ CONSECUTIVA, COPOM MANTÉM TAXA SELIC EM 14,25% AO ANO

São Paulo - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, ontem, pela manutenção da taxa de juros em 14,25% ao ano. As projeções mais conservadoras sobre o futuro da Selic já empurram o início dos cortes para o segundo trimestre de 2017. Em comunicado enviado à imprensa, o BC indicou a inflação elevada, "em boa medida decorrente de preços de alimentos", como um dos motivos da escolha unânime pela oitava manutenção consecutiva da taxa de juros. Também foram mencionadas "incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia". A autoridade monetária brasileira destacou ainda que "um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação". Para Miguel de Oliveira, diretor executivo da Anefac, a decisão de ontem seguiu a linha apresentada no último relatório trimestral de inflação (RTI) do BC. "Eles já haviam indicado maior austeridade e colocado que o objetivo era trazer a inflação à meta [4,5%] no ano que vem. Como a inflação ainda está muito elevada [8,84%] era esperada a manutenção da taxa de juros". Já Patrícia Krause, economista-chefe da Coface, ressaltou que as medidas de austeridade que dependem do Legislativo "não devem avançar tão cedo", podendo ser aprovadas só depois das eleições municipais. Assim, o Copom deve aguardar mais para reduzir os juros. Cortes Para a especialista entrevistada pelo DCI, os cortes na Selic podem começar só em meados do ano que vem. "No RTI foi mostrado um tom de maior austeridade pelo BC, que falou em chegar à meta de inflação já no próximo ano. Por isso, nenhuma redução na taxa deve acontecer neste ano", ressaltou Patrícia. "Os cortes devem ficar para o segundo trimestre de 2017." Já Oliveira disse acreditar que as alterações devem acontecer mais cedo, no final deste ano. "No último trimestre de 2016, possivelmente nas duas últimas reuniões [do Copom] a Selic deve ser reduzida."... o

15/07/2016

OTIMISMO CONTAGIA BOLSA: ALTA DE 1,62%

São Paulo - O otimismo marcou os mercados mundiais ontem, com as expectativas de que os bancos centrais lancem pacotes de estímulos monetários em breve. No Brasil, o Ibovespa subiu 1,62% e renovou a pontuação máxima em quase 14 meses. Foi a sétima alta consecutiva do índice. O dólar fechou em baixa, apesar de mais uma ação do Banco Central no câmbio. Os investidores também repercutiram positivamente a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a presidência da Câmara. “Maia não deve dificultar a vida do presidente interino Michel Temer, e reconhece a necessidade do ajuste fiscal. A governabilidade, em nossa opinião, deve melhorar”, diz, em relatório, a equipe de análise da Guide Investimentos. Impulsionado pelos papéis do setor financeiro e da Petrobras, o Ibovespa fechou em alta de 1,62%, aos 55.480,87 pontos. É a maior pontuação desde 19 de maio do ano passado (55.498,82 pontos). O giro financeiro foi de R$ 8,8 bilhões. Segundo analistas, a alta da Bolsa nos últimos pregões também embute as expectativas de que a economia brasileira vai se recuperar. “A percepção do mercado é que, com a provável confirmação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Temer terá mais condições de realizar as reformas necessárias e atrair investimentos ao País”, avalia Rodrigo Puga, sócio-gestor da Modalmais. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN subiu 2,84%; Bradesco PN, +4,12%; Banco do Brasil ON, +5,31%; Santander unit, +1,95%; e BM&FBovespa ON, +3,66%. As ações da Petrobras ganharam 2,82%, a R$ 10,93 (PN), e 2,54%, a R$ 13,32, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis PNA da Vale perderam 2,47%, a R$ 13,82, enquanto os ON recuaram 2,63%, a R$ 17,35...

15/07/2016

AÇÕES PARA SEMANA DO PEIXE 2016 PODEM ELEVAR CONSUMO DE PESCADO EM MAIS DE 30%

A mobilização do setor privado para a realização da Semana do Peixe em 2016, entre 1º e 15 de setembro de 2016, já começa a dar bons frutos. Coordenada pelo Comitê das indústrias de Pesca da Fiesp (Compesca), a articulação já recebeu apoio de diversas entidades à campanha, dedicada a incentivar a comercialização de peixes e frutos do mar no varejo. Em anos anteriores, houve registros de aumento de 30% no consumo de pescado no período. Para este ano, a cadeia produtiva já se prepara para superar este patamar. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) já iniciou a divulgação da campanha às suas 27 associações estaduais, que congregam 84,5 mil lojas. De acordo com Márcio Milan, vice-presidente de Relações Institucionais da ABRAS, uma série de iniciativas já está sendo coordenada junto aos escritórios estaduais da entidade, como uma coletiva de imprensa no fim de agosto para engajar a grande mídia na causa. Além disso, a revista SuperHiper, publicação oficial do setor supermercadista, preparou uma reportagem especial sobre a Semana para a edição de julho, cuja circulação está prevista para os próximos dias. Na abertura da I Feira Nacional da Piscicultura (Fenapis), realizada em Jaboticabal entre 13 e 15 de julho, o diretor do Instituto de Pesca de São Paulo, Luiz Ayroza, fez o lançamento oficial da campanha junto aos produtores aquícolas. "A PeixeBR [Associação Brasileira da Piscicultura], PeixeSP [Associação Paulista da Piscicultura] e a Câmara Setorial de Pescado de São Paulo farão várias ações para se aumentar o consumo de pescado para disponibilizar preços mais acessíveis ao consumidor", disse. O próprio Instituto já programou diversas atividades para estimular o consumo, como ciclos de palestras, visitas monitoradas e até oficinas de artes para as crianças. Já a Fiesp organizará, em 8 de setembro, um evento de discussão sobre os principais entraves e cases de sucesso da comercialização de pescado, no qual pretende reunir desde representantes do setor privado até entidades como o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)....

12/07/2016

PESSOAS DE 30 A 39 ANOS ATRASAM MAIS AS CONTAS

No momento da vida em que as responsabilidades aumentam, seja pela chegada dos filhos ou a saída da casa dos pais, crescem também as contas a pagar. Com a crise econômica, esse peso da fase adulta tem trazido a uma geração a dor de cabeça de não pagar o que deve: mais da metade dos brasileiros com idade entre 30 e 39 anos estão inadimplentes, segundo dados divulgados ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com a pesquisa, 50,19% da população nesta faixa etária terminou o último semestre com o nome inscrito em alguma lista de devedores. E eles são 17 milhões de inadimplentes. É a segunda vez que o SPC Brasil e a CNDL segmenta o estudo por faixa etária, antes ele era feito apenas por regiões. Em maio deste ano foi a primeira vez em que a idade dos inadimplentes foi levada em consideração e também havia 17 milhões de brasileiros entre 30 a 39 anos com contas a pagar em aberto. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a situação dessas pessoas se explica pelo fato de que “geralmente, nessa idade, elas já são chefes de família e têm um número maior de compromissos a pagar, como aluguel, água, luz, entre outras despesas domésticas. Todos esses fatores aliados à falta de planejamento orçamentário e os efeitos da crise econômica impactam negativamente na capacidade de pagamento”, explica a economista....

12/07/2016

INADIMPLÊNCIA REGISTRA TAXA MENOR DE CRESCIMENTO

Brasília - O contingente de pessoas que atrasaram o pagamento de suas contas cresceu 3,21% em junho comparativamente ao mesmo mês do ano passado, apurou o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Os brasileiros na faixa dos 30 anos são os que mais devem. E as contas de telefone, TV por assinatura e internet foram as que tiveram a maior alta no período. Ainda assim, na margem, a inadimplência total teve a menor expansão anual desde 2011, início da série histórica revisada da instituição. O número de negativados caiu para 59,1 milhões na passagem de maio para junho de um total de 59,25 milhões na pesquisa anterior. Este número atual de inadimplentes representa 39,76% da população com idade entre 18 e 95 anos. Para um balanço do semestre, mais de dois milhões de brasileiros passaram a fazer parte das listas de inadimplentes somente no ano de 2016, já que em dezembro de 2015 era contabilizado um total de 57,1 milhões de brasileiros com restrição do crédito. O indicador não leva em consideração a região sudeste devido a entrada em vigor da Lei Estadual nº 15.659, conhecida como ‘Lei do AR’, que dificulta a negativação de inadimplentes em São Paulo. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a desaceleração do indicador não pode ser interpretada como um sinal de que os consumidores com contas em atraso estão quitando suas dívidas, mas como um reflexo do crédito mais restrito. “Os juros elevados, a inflação corroendo o poder de compra e a perda de dinamismo do mercado de trabalho tornam os bancos e os estabelecimentos comerciais mais rigorosos e criteriosos na política de concessão de financiamentos e empréstimos, o que implica em uma menor oferta de crédito na praça. Por sua vez, essa menor oferta de crédito funciona como um limitador do crescimento da inadimplência”, explica o presidente...

07/07/2016

DÓLAR AVANÇA E CHEGA A R$ 3,34

A balança do humor financeiro global pendeu para o lado ligeiramente positivo ontem, mas os mercados brasileiros pouco aproveitaram. A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) conseguiu reverter a baixa da manhã e terminou o dia com pequena alta, de 0,11%. O dólar voltou a subir em relação ao real. Avançou 1,09%, fechando a R$ 3,337. Para o presidente da Canepa Asset Management, Alexandre Póvoa, o fator predominante de instabilidade ainda é a decisão do plebiscito britânico, que resultou na saída do país da União Europeia (UE). “O mercado está procurando um ponto de equilíbrio desde então. Num dia, os operadores acham que o copo está meio cheio, em outro, pensam que está meio vazio”, explicou. Ontem, “o mercado viu o copo meio cheio, mas o Brasil foi um ponto fora da curva”, disse Póvoa. Ele destacou o fato de que o real é a moeda que mais ganhou valor em relação ao dólar nas últimas semanas; portanto, é natural que, em um momento de maior aversão ao risco, a cotação caia mais fortemente. O real liderou ontem a desvalorização das principais moedas globais frente à divisa dos Estados Unidos. A tendência é agravada pelas intervenções diárias do Banco Central (BC), que tem vendido contratos de swap reverso, nos quais se compromete com a compra de dólares no mercado futuro. “As razões principais para o câmbio são externas, mas o BC está botando gasolina na fogueira”, afirmou Póvoa. Ontem, a autoridade monetária vendeu contratos no valor total de US$ 500 milhões, ração diária que vem se mantendo desde sexta-feira e vai se repetir hoje. “Não é um volume muito significativo. Mas, se continuar assim por muito tempo, será”, alertou o presidente da Canepa. Na bolsa, a recuperação dos preços de commodities minerais levou à alta, nas horas finais do pregão, das ações de empresas do setor. No caso da Vale, as preferenciais, com prioridade na distribuição de dividendos, subiu 2,25%. Os papéis ordinários da Petrobras tiveram alta de 3,09....

04/07/2016

ALIMENTOS PASSAM A TER DE LISTAR INGREDIENTES ALERGÊNICOS NOS RÓTULOS

Os rótulos dos alimentos passam a ter de sair da fábrica com informação sobre ingredientes alergênicos a partir deste domingo (3). São 17 os itens a serem listados, como trigo, crustáceos, leite e nozes. A decisão partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda em 2015 e foi reforçada no início de junho. Aprovada em junho do ano passado, a resolução obriga a indústria alimentícia a informar nas embalagens dos produtos se há presença dos principais alimentos que causam alergias alimentares. O regulamento abrange tanto alimentos e quanto bebidas, ingredientes e aditivos. Os rótulos dos produtos fabricados a partir de agora deverão deverão informar se os alimentos possuem alguns dos seguintes alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural. Os derivados desses produtos deverão trazer na embalagem as seguintes informações: - Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares); - Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias); - Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados. A Anvisa determinou também a forma de dispor esses dados. Os detalhes sobre alergênicos deverão ser exibidos logo abaixo da lista de ingredientes. Além disso, as palavras têm de estar em caixa alta, em negrito e com cor diferente do rótulo. A letra não pode ser menor do que a da lista de ingredientes. Os fabricantes tiveram um ano para adequar as embalagens às novas regras. Os produtos fabricados até o fim do prazo de adequação, este sábado (2), poderão ser comercializados até o fim do prazo de validade. Segundo o diretor-relator da matéria, Renato Porto, a demanda nasceu “fortemente da sociedade”, o que fez com que toda a diretoria votasse unilateralmente pela regulamentação. “A sociedade pode agora ter certeza que terá rótulos de produtos muito mais adequados, que vão dar a possibilidade do consumidor de escolher adequadamente seus produtos, dado que a melhor maneira de se prevenir [de uma crise alérgica] é evitando o consumo”, explicou.

28/06/2016

60% das vagas para pessoas com deficiência ficam vazias

Com 25 anos, a Lei de Cotas para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho conseguiu preencher menos da metade dos postos por ela criados. A lei define que empresas com a partir de cem funcionários tenham um percentual de profissionais com deficiência que varia entre 2% e 5% (quanto mais contratados, maior a cota). As 39.260 empresas que se enquadram nessa regra teriam que reservar cerca de 828 mil vagas para pessoas com deficiência. Mas só 327.215 (39,5%) dessas vagas estavam preenchidas em 2014, ano de que são os últimos dados disponíveis. No último ano, a situação foi agravada pela crise, diz a consultora Carolina Ignarra, sócia da Talento Incluir, especializada em inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Segundo ela, com a crise financeira pela qual o Brasil atravessa, muitos profissionais com deficiência foram demitidos, mesmo, o que não é comum neste segmento, devido a necessidade do preenchimento das cotas. mais demissões Em primeiro lugar, foram dispensados os que recebiam melhores salários e, neste ano, os desligamentos se generalizaram. "Muitos profissionais que estavam em uma empresa há dez anos estão consultando a gente por estar com dificuldades para se recolocar", diz. Segundo o Ministério, foram aplicadas 4.363 multas por descumprimento das cotas em 2015, com valor total de R$ 159,3 milhões. O número representa acréscimo de 61% em relação ao total de multas aplicadas no ano anterior. Em 2014, foram 2.696 multas, com valor total de R$ 113,6 milhões....

28/06/2016

MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA IPCA

Brasília - O Relatório de Mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC) segue insensível em relação à projeção da instituição para o IPCA do ano que vem, pelo cenário de referência, que pela primeira vez ficou em 4,5%. A mediana das previsões para o indicador de 2017 permaneceu em 5,5% pela sexta semana consecutiva. Já para a inflação deste ano, a trajetória de alta das estimativas foi mantida pela sexta vez consecutiva, ao passar de 7,25% para 7,29%. Essa rigidez das previsões para o ano que vem traz inquietações dentro do Comitê de Política Monetária (Copom), pelo que a Agência Estado, há cerca de 15 dias. A avaliação é a de que, sem um sinal do setor privado de que há espaço para diminuição dessa taxa, fica mais difícil para o colegiado baixar a taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Hoje, o presidente da instituição, Ilan Goldfajn, concederá sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu a função. Na ata do Copom, os diretores da instituição enfatizaram que há um “choque temporário” dos preços dos alimentos, mas que já há algum sinal de redução da pressão do setor de serviços, o mais resiliente até então. Quatro semanas atrás, a pesquisa trazia uma taxa de 7,06% para o IPCA deste ano. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do índice no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções para este ano avançaram de 7,15% para 7,29%. Para 2017 permaneceram em 5,30%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,16% e 5,50%. Já a inflação suavizada 12 meses à frente, que apresentou alta novamente, passando de 5,93% para 5,98% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,96%. As estimativas do mercado para os índices mensais também avançaram: as de junho subiram de 0,35% para 0,39% (quatro semanas antes estavam em 0,31%). Para julho, avançou de 0,33% para 0,40% - um mês antes estava em 0,25%. Juros - Na véspera da divulgação do RTI pelo BC, o Relatório de Mercado Focus trouxe um aumento das previsões para a taxa básica de juros Selic de 2016, mas recuo para a taxa no ano que vem. A mudança se dá depois de a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) trazer pela primeira vez a sua projeção para IPCA de 2017 no centro da meta. No documento divulgado ontem, a mediana das expectativas para a taxa básica de juros de 2016 passou de 13% ao ano na semana passada para 13,25% aa agora. Um mês atrás estava em 12,88% ao ano. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano. Para o encerramento de 2017, porém, as estimativas para a Selic saíram de 11,25% ao ano para 11,00%. Quatro levantamentos atrás, estavam em 11,25% aa. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus (médio prazo), houve manutenção para a taxa no fim deste ano, em 13,75% aa como já era apontado na semana passada - um mês atrás estava em 13,50%. Para 2017, a mediana também continuou em 11,25% aa, conforme a edição anterior do boletim Focus - um mês antes, estava em 12,00% aa....

27/06/2016

DANONE COMPRA PARA SALTAR NO RANKING

Depois de colecionar derrotas na disputa com a arquirrival Lactalis no Brasil –, a concorrente comprou a área de lácteos da BRF e fábricas da LBR –, o presidente da Danone, Dario Marchetti, recebeu da matriz a ordem que esperava ansiosamente: virar a mesa no mercado brasileiro. Marchetti ganhou licença para comprar de uma só tacada duas empresas. Para encurtar a distância das líderes em laticínios, o executivo tem na prancheta de aquisições a Aurora, de Santa Catarina, e a paulista Embaré. Juntas tirariam a Danone da humilhante nona posição no ranking do setor e catapultariam a empresa para a vice-liderança, ocupada justamente pela Lactalis. O grupo passaria a ter uma produção anual de 1,5 bilhão de litros de leite, mais de 300% acima do que captou no ano passado. Para não ser derrotado novamente, Marchetti não apenas tomou a dianteira das negociações com a Aurora e a Embaré, antes de qualquer movimento da Lactalis, como também fez uma oferta de compra com porteira fechada. As transações são consideradas pela matriz e pelo presidente da Danone como vitais para sua permanência à frente da companhia. Afinal, após um longo ciclo de crescimento da empresa francesa, com a multiplicação por dois da receita a cada cinco anos desde 2004, a Danone está em um ritmo de velocidade baixíssima. Marchetti, já há dois anos e meio no cargo, sofreu com uma forte queda da produção da empresa em 2015. Nem pode alegar ao board que o mercado está ruim para todos. Dos 15 maiores fabricantes de laticínios do país, mais da metade conseguiu aumentar a captação de leite (Relatório Reservado, 24/6/16)

10/06/2016

QUEDA PODE CHEGAR A 6,5%, DIZ IBGE

Pela primeira vez no ano a estimativa para a produção de soja em 2016 não foi recorde, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde 2013 a produção de soja vinha batendo recordes no País. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio estima uma safra de 195,9 milhões de toneladas em 2016, um recuo de 6,5% em relação à produção de 2015, quando totalizou 209,4 milhões de toneladas, segundo o IBGE A nova projeção é ainda 4,6% menor do que o previsto em abril, com 9,5 milhões de toneladas a menos. Se confirmada, será a maior queda em volume (13,5 milhões de toneladas) da série histórica iniciada em 1975. A estimativa da área a ser colhida pelos produtores agrícolas brasileiros em 2016 é de 57,7 milhões de hectares, um crescimento de 0,2% em relação a 2015, quando foi de 57,6 milhões de hectares. Em relação à estimativa de abril, a área recuou 1,4%. O arroz, o milho e a soja - os três principais produtos da safra nacional - responderam por 87,4% da área a ser colhida e 92,5% da estimativa da produção. Na comparação com 2015, houve acréscimo de 2,7% na área da soja e redução de 0,4% na do milho. A área de arroz teve redução de 9,1%. Quanto à produção, houve recuo de 0,4% para a soja, de 11,6% para o arroz e queda de 14,1 % para o milho, quando comparadas a 2015. De acordo com o gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, Carlos Antonio Barradas, apesar do aumento de 2,7% da área plantada de soja, o produtor vai colher menos soja por causa da seca. O rendimento médio caiu 1,6% em decorrência das longas estiagens enfrentadas em vários Estados e, em especial, na região do cerrado. “Os problemas climáticos estão afetando a produtividade”, disse Barradas. A redução nas previsões de produção para a soja e o milho, em especial da 2ª safra, cuja estimativa caiu 11,1%, foram as principais influências na redução da estimativa de produção de grãos para o País em 2016. Em relação à estimativa de abril, a previsão para a soja caiu 1,7%, somando 96,8 milhões de toneladas para o ano. Já a do milho foi 9,6% menor que a estimada de abril, para 73,5 milhões de toneladas. No caso do milho, Mato Grosso, Paraná e Goiás são os Estados que mais provocaram impacto nos dados nacionais no levantamento de maio. Além desses produtos, o trigo terá produção 13,2% maior em 2016 do que a estimada em abril. De acordo com Barradas, isso reflete a previsão de aumento de 75,8% do rendimento médio do produto no Rio Grande do Sul, após dois anos de queda de produção. Com isso, cresce a disposição dos produtores em investir em tecnologia para a safra. (AE)

08/06/2016

DOIS TERÇOS DOS ALIMENTOS PLANTADOS E CONSUMIDOS NO MUNDO TÊM PROCEDÊNCIA ‘ESTRA

Quando se pensa em comida italiana, imaginase logo um bom molho de tomate. Já um prato tailandês remete a sabores apimentados, enquanto em várias culinárias europeias as receitas com batatas são um acompanhamento comum. Estes ingredientes, no entanto, só chegaram aos locais onde se tornaram símbolos de sua gastronomia nacional em tempos relativamente recentes, pois tanto os tomates quanto as pimentas e as batatas vieram das Américas. E foi justamente em busca da relação entre o que plantamos, colocamos à mesa e suas origens que cientistas do Centro Internacional para a Agricultura Tropical (Ciat), na Colômbia, revelaram que, na média global, mais de dois terços de tudo que as pessoas cultivam e consomem hoje na verdade são comidas “estrangeiras”, com procedências muitas vezes milhares de quilômetros distantes de seus países. Segundo eles, a descoberta reforça a necessidade de proteger, preservar e gerenciar a diversidade das versões selvagens de alimentos que atualmente são a base de uma dieta cada vez mais globalizada, como o trigo, o arroz, a brasileiríssima mandioca e o milho, além de redobrar os esforços para que sua produção seja cada vez mais sustentável. No estudo, publicado ontem no periódico científico “Proceedings of the Royal Society B”, os pespo analisaram 151 cultivares vindos de 23 diferentes “regiões primárias de diversidade” — isto é, locais de provável origem — espalhadas pelo planeta e sua presença nas dietas e na agricultura de 177 países, que abrigam mais de 98% da população global. No lado do consumo, eles mediram o quanto das calorias, proteínas, gorduras e peso total da comida ingerida tinham como fontes plantas locais ou “importadas”, enquanto que no da produção calcularam a quantidade, área plantada e valor delas. Na média mundial, 65,8% das calorias, 66,6% das proteínas, 73,7% das gorduras e 68,7% do peso da comida ingerida pelas pessoas vêm de plantas estrangeiras. Já no campo, também na média global, 71% da quantidade, 64% da área plantada e 72,9% do valor da produção são de cultivos importados.

19/05/2016

WAL-MART TEM LUCRO TRIMESTRAL ACIMA DO ESPERADO

O Wal-Mart divulgou nesta quinta-feira lucro trimestral acima do esperado diante do avanço das vendas no mercado norte-americano, melhora que a varejista atribuiu em parte à elevação dos salários. Excluindo itens extraordinários, o lucro por ação foi de 0,98 dólar no primeiro trimestre encerrado em 29 de abril, superando a estimativa média de analistas de 0,88 dólar, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. O Wal-Mart disse que as vendas nas lojas dos Estados Unidos abertas há ao menos um ano subiram 1 por cento, excluindo flutuações ligadas ao preço do combustível. O resultado marca o sétimo aumento trimestral consecutivo e foi mais forte que expectativas do mercado por uma alta de 0,5 por cento, segundo a empresa de pesquisa Consensus Metrix. A performance da empresa contrariou uma série de resultados fracos de competidores. Na quarta-feira, a rival Target deu uma previsão cautelosa e divulgou avanço inferior ao esperado nas vendas trimestrais devido ao clima e demanda branda. O resultado relativamente otimista sugere que o Wal-Mart pode estar se beneficiando do investimento de 2,7 bilhões de dólares para elevar salários mais baixos e treinar sua força de trabalho. A varejista disse que os resultados do serviço ao consumidor estão melhorando e que as visitas a lojas subiram 1,5 por cento no trimestre. A receita subiu 0,9 por cento, para 115,9 bilhões de dólares, apesar de um impacto de 3,5 bilhões de dólares por conta da moeda mais forte, que reduz o valor das vendas no exterior.

19/05/2016

PROTESTE: ALERTA SOBRE ALERGÊNICOS NOS RÓTULOS NÃO PODE SER ADIADO

A Proteste Associação de Consumidores enviou ofício à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedindo que seja mantido o prazo, até início de julho, para a inclusão de ingredientes que podem provocar alergia alimentares nos rótulos de alimentos e bebidas. Às vésperas de a exigência se tornar obrigatória, empresas de alimentos pediram à Anvisa um adiamento desse prazo. Como mostrou reportagem publicada pelo Globo, na quarta-feira, a data-limite é julho deste ano, uma vez que a proposta de regulamentação foi aprovada em 3 de julho de 2015 e determinava que as empresas do setor cumprissem a norma em 12 meses. A Anvisa diz que esses pedidos estão em avaliação e, portanto, o prazo continua o mesmo. — Informação adequada pode fazer toda a diferença para quem tem alguma alergia alimentar - afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. - A clareza no rótulo melhorará a segurança alimentar e a vida de muitas famílias. A garantia de acesso a alimentos seguros é o principal obstáculo encontrado por quem tem alergia alimentar. Alguns fabricantes já adaptaram as embalagens, mas há situações em que os consumidores interessados no assunto são obrigados a consultar os serviços de atendimento ao cliente das empresas, bem como a compartilhar informações com grupos de alérgicos, para checar se determinado alimento ou bebida oferece algum risco à sua saúde ou de seus familiares e amigos. Há quase dois anos, a Proteste e a equipe da campanha "Põe no Rótulo" se uniram para trazer mais esclarecimentos ao consumidor sobre o tema, por meio de uma cartilha. A publicação online, que teve apoio da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), está disponível nos sites da Proteste e Põe no Rótulo. Um ano para a adaptação A Anvisa promoveu consulta pública sobre a inclusão de informações de alergênicos —substâncias que possam causar alergia — nos rótulos de alimentos industrializados ainda em 2014, mas só no ano passado baixou a RDC nº 26, de 2 de julho de 2015, dando prazo de um ano para a indústria se adaptar às novas regras...

16/05/2016

OLIMPÍADA AUMENTA EXPECTATIVA DE REAQUECER O COMÉRCIO DO RIO

Faltando 81 dias para o começo da Olimpíada, cresce a expectativa dos comerciantes do Rio de Janeiro com o megaevento. A concentração dos jogos na cidade, ao contrário da Copa do Mundo, e a realização de provas em diversos locais transforma a Olimpíada numa grande oportunidade. A expectativa é de que desembarquem na capital carioca cerca de 500 mil pessoas, entre turistas e atletas. Para especialistas, essa demanda, aliada às características da Olimpíada, deve gerar uma infinidade de oportunidades para os vendedores, principalmente os populares. "Ao contrário da Copa do Mundo, que era um evento mais pulverizado pelo País, a Olimpíada está centralizada no Rio de Janeiro e isso deve gerar mais oportunidades para o comércio local", analisa o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (FecomercioRJ), Christian Travassos. Para o analista, a oportunidade é única para que os empresários aliem suas novidades ao evento. "Eles podem trabalhar um mix de produtos especiais ligados ao esporte, realizar transmissões convidativas em bares. Há, certamente, muitos espaços a serem aproveitados pela demanda que os jogos vão gerar", completou ele ao DCI. Segundo indicadores do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), no primeiro trimestres deste ano, as vendas do comércio varejista na cidade recuaram 9% sobre um ano antes, o que torna ainda mais urgente as ações para recuperação. "A crise levou as empresas a reverem seus custos, apertar seus gastos, trocar fornecedores, entre outras atitudes. Agora, com os jogos, eles terão a oportunidade de colher alguns resultados", diz Travassos....

11/05/2016

NR 12 – PORTARIA Nº 509 DO MTPS – PRINCIPAIS ALTERAÇÕES

* Márcio Milan Foi publicada no dia 02/05, no DOU seção I pág. 94, a Portaria n.º 509 do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), com ajustes pontuais ao texto geral da Norma Regulamentadora nº 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos e no seu Anexo IV – Glossário. As modificações efetuadas pela Portaria são resultado das negociações ocorridas na Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) da NR 12 e trazem mudanças pontuais ao texto geral da Norma. Embora sejam positivos, esses ajustes não alteram a estrutura geral da NR 12, de forma que a CNC e a ABRAS, junto à CNTT, continuam buscando uma revisão mais ampla que contemple as premissas mínimas de separação de obrigações de usuários e fabricantes, de criação de uma linha de corte temporal com obrigações diferenciadas para máquinas usadas e novas, entre outras. Principais alterações Circuito elétrico de partida e parada: Antes da Portaria, havia apenas duas possibilidades de adequação técnica dos circuitos elétricos de partida e parada das máquinas e equipamentos à NR 12 – uma descrita pela própria Norma e outra pela utilização das Normas Técnicas Brasileiras (NBR) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O item 12.37 passou agora a permitir a opção das Empresas por outras três possibilidades de adequação técnica dos circuitos elétricos, além das duas anteriores. Inserção do “reset” nas máquinas e equipamentos A nova Portaria prevê que o “reset” somente deverá ser inserido nos projetos das máquinas e equipamentos quando a apreciação de risco realizada pelo fabricante do equipamento assim o exigir. O “reset” é o procedimento para reiniciar a máquina que, além de ligar e desligar, executa outras funções que permitem a correção de problemas, e antes era exigido em todos os projetos.1 – Nero 71 – dezembro de 2015 Exigência dos Ensaios Não Destrutivos (END) De acordo com as novas regras, os ensaios não destrutivos (END), anteriormente exigidos pela NR 12 em todas as manutenções de máquinas e equipamentos, deverão ser realizados somente naquelas situações em que houver a indicação do fabricante.

06/05/2016

CARREFOUR REINAUGURA MAIS CINCO HIPERMERCADOS SOB O CONCEITO NOVA GERAÇÃO

O Carrefour reinaugurou cinco novos hipermercados sob o conceito Nova Geração: duas no Rio de Janeiro (RJ), uma em Pampulha (MG), outra em João Pessoa, a primeira do Estado da Paraíba, e mais uma na capital paulista (SP), dessa vez no bairro do Butantã. Trata-se de um projeto arquitetônico inovador, desenvolvido pela rede a partir de pesquisa qualitativa sobre o comportamento e as preferências do consumidor brasileiro. Com as aberturas, o Carrefour atingirá a marca de 46 hipermercados Nova Geração no país. O modelo já está presente em Goiânia (GO), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), São Paulo (SP), além do interior e litoral do estado. Para receber o conceito Nova Geração, os hipermercados Carrefour são totalmente transformados. A principal mudança está na área de mercado, que abrange o açougue, peixaria, padaria, hortifrúti, queijos e frios, onde o cliente tem uma visão 360º dos produtos e o atendimento é feito por profissionais especializados. Nesses setores, o Carrefour coloca à disposição dos clientes uma ampla variedade de carnes, peixes, frutas, legumes e verduras, queijos e frios, além de pães quentinhos a toda hora. No açougue é possível ainda escolher cortes de carne especiais. Para os que buscam praticidades, o modelo oferece ainda uma lanchonete com opções de salgados, doces e bebidas. As áreas de mercearia, bebidas, artigos de limpeza e produtos de beleza também são reformuladas e ressaltam os lançamentos das principais marcas do mercado, além de produtos Carrefour. Em seguida, estão expostos os itens dos setores de Eletro, Bazar, Lazer e Moda, que reúnem soluções para o dia a dia dos consumidores. O conceito Nova Geração se encontra em franca expansão pelo país. Em 2015, já foram abertas ao público 17 lojas totalmente renovadas. As inaugurações fazem parte do plano de revitalização dos hipermercados da rede, que prevê encerrar 2016 com 60 lojas Nova Geração. A expansão é impulsionada pelos bons resultados das lojas transformadas seguindo o novo conceito e os altos índices de satisfação dos consumidores com o modelo. Pioneiro na reformulação do modelo de hipermercados no país, o Carrefour busca atender a demanda dos consumidores brasileiros por lojas modernas, com sortimento diferenciado e serviços de qualidade. O conceito Nova Geração promove mudanças importantes no mix das unidades, com ampliação do sortimento em mais de quatro mil produtos, grande oferta de alimentos frescos e itens premium, incluindo queijos e frios, orgânicos e importados, observando a demanda da região onde a unidade está instalada. O modelo investe ainda em corredores amplos, mobiliários personalizados e iluminação diferenciada para melhor visualização dos produtos, em especial nos setores de Frutas, Legumes e Verduras e Eletro, onde a exposição dos itens foi valorizada e o sortimento renovado para oferecer os itens mais modernos e de alta tecnologia, como celulares, tablets e televisores. Prevê ainda a formação de colaboradores, para um atendimento mais personalizado e qualificado....

29/04/2016

FEIRA APAS 2016 COMEÇA NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA EM SÃO PAULO

Começa na próxima segunda-feira, 2/5, a APAS 2016 - Feira e Congresso de Gestão Internacional. O evento reúne representantes de toda a cadeia de alimentos do País para apresentar as últimas tendências do autosserviço, além de estimular negócios e parcerias entre fornecedores e supermercadistas. Realizada pela Associação Paulista de Supermercados, a Feira está em sua 32ª edição, e acontece até 5 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento também oferece um espaço - Arena do Conhecimento - com palestras gratuitas voltadas às equipes operacionais supermercadistas como, por exemplo, palestras de FLV (Frutas, Legumes e Verduras), Açougue, Padaria, entre outros, com o objetivo de melhorar o dia a dia das equipes. Serão quatro dias de palestras com acesso gratuito aos inscritos no evento. A Arena do Conhecimento possui capacidade para 90 pessoas por palestra e não existe sistema de inscrição, por isso chegar com antecedência é fundamental. Coletiva de imprensa No dia 2 de maio, primeiro dia da APAS 2016, às 10h, acontece a coletiva de imprensa do evento, com apresentação da já tradicional pesquisa sobre o setor supermercadista e tendências do consumidor, que será realizada pelo presidente da APAS, Pedro Celso, o diretor de Economia e Pesquisa da entidade e o gerente do departamento, respectivamente, Dinis Dias e Rodrigo Mariano; além do presidente da ABRAS, Fernando Yamada; e profissionais da Nielsen e Kantar, parceiras da entidade na elaboração do material.....

27/04/2016

COPOM DEFINE HOJE JUROS BÁSICOS DA ECONOMIA

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) define hoje (27) a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de que a Selic seja mantida em 14,25% ao ano. A reunião, a terceira do ano, começou nessa terça-feira à tarde. De outubro de 2014, quando estava em 11% ao ano, a julho de 2015, a taxa Selic cresceu 3,25 pontos percentuais, resultado de sete elevações seguidas. Na reunião de setembro do ano passado, o Copom decidiu suspender o aperto monetário e parou de mexer nos juros básicos. Manutenção da Taxa Selic A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2015 em 10,67%, bem acima do teto da meta, que é 6,5%. A meta para a inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima. Ao fim deste ano, o mercado prevê IPCA novamente acima do teto da meta, em 6,98%. Depois de atingir, em janeiro, o pico de 11,31% na taxa acumulada em 12 meses, a inflação vem desacelerando. O IPCA acumulado havia caído para 9,91% nos 12 meses terminados em março. Além do fim do impacto da elevação de preços administrados (como energia e combustíveis), a queda do dólar tem contribuído para a diminuição dos índices de preços. Nos próximos meses, a expectativa é de que a inflação desacelere ainda mais por causa do agravamento da crise econômica. A terceira decisão sobre a Selic em 2016 será anunciada à noite, já que a reunião do Copom dura dois dias. No primeiro dia, chefes de departamentos do BC apresentam uma análise da conjuntura doméstica, com dados sobre a inflação, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais e o mercado monetário, entre outros assuntos. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para a Selic, os diretores e o presidente do banco definem a taxa. Assim que a Selic é definida, o resultado é divulgado à imprensa. Na semana seguinte ao anúncio do resultado, o BC divulga a ata da reunião, com as explicações sobre a decisão.

26/04/2016

Reguladores se basearão em precedentes

São Paulo - Agências reguladoras, entes e órgãos vinculados ao governo passarão a fiscalizar as empresas também com base nos precedentes judiciais do novo Código de Processo Civil (CPC), em vigor desde março. Antes, o arcabouço normativo que as autoridades levavam em conta eram apenas as leis e as súmulas vinculantes, explica o sócio do escritório Souto Correa, Guilherme Amaral. As súmulas vinculantes são enunciados aprovados por dois terços do Supremo Tribunal Federal (STF) após repetidas decisões sobre certa matéria. Agora, as autoridades precisarão levar em conta também os casos julgados na modalidade de Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) e nos recursos repetitivos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao STF. "A atividade não mudou, mas o número de normas que a agência deverá consultar aumenta. É uma tarefa que pode se tornar mais complexa e até mais difícil", diz Amaral. O sócio do Neves, De Rosso e Fonseca Advogados, Daniel Neves, aponta que a obrigatoriedade de que os órgãos e agências sigam os precedentes fica mais evidente em apenas dois artigos do novo CPC: o 985, no segundo parágrafo, e o 1.040, no quarto inciso. "É um pouco paradoxal porque em todo o código os precedentes vinculantes estão ligados ao tribunal, ao juiz ou ao processo. Mas os [dois] dispositivos parecem sugerir a eficácia vinculante dos precedentes [inclusive] para os órgãos administrados", comenta Neves. Um dos temores dele sobre essa interpretação é que a agência reguladora, em tese, poderia nem ser chamada para participar do processo judicial cuja decisão, num segundo momento, seria obrigada a levar em conta na fiscalização. Neves também expressa receio de que o Judiciário, na decisão do precedente, acabe invadindo competência do Executivo, a quem cabe a regulação. Essa questão poderia envolver, por exemplo, conflitos relacionados ao serviço de internet banda larga. "Nesse caso a Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações], sem participar do processo judicial, receberia uma intimação determinado de que maneira a fiscalização deveria ocorrer desse ponto em diante"..

26/04/2016

RECESSÃO TORNA CONSUMIDOR FINAL MAIOR CLIENTE DO ATACAREJO

A busca do consumidor por preços menores, impulsionada pelo cenário recessivo e pela queda da renda, tem pelo menos um beneficiado: o atacado de autosserviço. O segmento está atraindo cada vez mais o cliente final e roubando espaço dos hipermercados. Das compras feitas no atacarejo, mais da metade já é de pessoas físicas. O estudo Ranking Abad/Nielsen 2016, divulgado ontem pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e pela consultoria Nielsen, mostra um crescimento nominal de 12% no volume de vendas desse segmento, no ano passado. As lojas, que atendem os varejistas e o cliente final, têm atraído mais por oferecerem preços menores, aponta a diretora da Nielsen, Daniela Toledo. Segundo ela, a economia ao comprar no atacarejo pode chegar a 12%, em comparação com o valor gastado nos hipermercados. A oferta de preços mais em conta fez com que a participação do consumidor final no volume de vendas do segmento no ano passado chegasse a mais da metade do total, ultrapassando a participação dos comerciantes e transformadores - tradicionalmente os principais clientes do setor. De acordo com a executiva, 50% a 70% dos compradores do atacarejo já são pessoas físicas. Apesar do crescimento da importância do cliente final, quando se trata do faturamento a maior parte da fatia ainda vem de pessoas jurídicas. "O tíquete médio desses compradores é muito maior do que o do consumidor final, por isso a participação deles no faturamento ainda é superior", explica ela. "Mas com a crise, as pessoas preferem trocar a comodidade que encontram nos hipermercados pelo preço menor do modelo cash & carry", afirma Daniela. Mudança nas lojas De olho nesses novos clientes as lojas de cash & carry já vêm realizado algumas mudanças. O aumento do mix de produtos e a implantação de novos serviços são algumas delas. Em entrevista recente ao DCI , Arthur Raposo, diretor de operações e logística de uma das maiores redes do setor, o Roldão Atacadista, afirmou que o número de produtos comercializados nas unidades da empresa aumentou de 7 mil, no meio do passado, para mais de 8 mil itens neste ano. Segundo ele, estão sendo implementados nas lojas da companhia serviços como açougue e a venda de frios fatiados, justamente com o intuito de atrair e de fidelizar o cliente final...

25/04/2016

COMIDA DO DIA A DIA SOBE DE PREÇO APESAR DA QUEDA DA INFLAÇÃO

Frutas, verduras e legumes, fundamentais para uma boa alimentação, passaram a assombrar consumidores nas feiras e supermercados do país. O mamão virou polêmica do café da manhã e amargou o “bom dia!” com alta de 43,7% no seu preço em Belo Horizonte neste mês. O tipo havaí, por exemplo, é achado em BH até por R$ 16,99 o quilo – preço superior, por exemplo, ao cobrado pela mesma quantidade de carne acém, que chega a R$ 14. Além do fruto, a abóbora ficou 30,69% mais cara e, a uva, 21%. Esses alimentos começam a sair da mesa dos belo-horizontinos, sem previsão de voltar tão cedo. Enquanto isso, o tomate teve queda de 10% e vem perdendo o título de vilão da inflação, pelo menos por enquanto. Na última semana, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostrou que, nos primeiros 15 dias de abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) apresentou variação de 0,66% na grande BH em comparação a março e, no acumulado dos 12 meses, o indicador chegou 8,27%. No país, houve uma alta de 0,51% em abril e, em 12 meses chegou a 9,34%. O levantamento é uma prévia da inflação oficial do país. E o indicador de abril é, nacionalmente, o menor resultado para o mês desde 2012, quando o índice foi de 0,43%. Apesar disso, o grupo alimentação e bebidas, com alta de 2,12% em BH, ainda assusta os consumidores, que buscam explicações para o aumento. É o caso do mamão, que virou o “novo tomate”. Somente em BH, a fruta sofreu uma alta superior a 40% e, no Brasil, o valor aumentou em 27%. Em estabelecimentos pesquisados pelo Estado de Minas, o havaí chega a custar R$ 16,99 em mercados na Zona Sul. O menor preço encontrado para o havaí pela reportagem foi de R$ 9, 98 o quilo. O tipo é o mais caro. Mas o mamão formoso, antes mais em conta para o bolso do consumidor, já não é visto com bons olhos, uma vez que também sofreu aumentos, chegando a custar em torno de R$ 8 em BH. “Lembro de quando vendia o havaí a R$ 2. A caixa com o formoso custava, com os fornecedores, R$ 15 e, hoje, está R$ 55. Temos que repassar e, com isso, as vendas caíram 40%”, lamenta o gerente do Pomar Niquelina, Enilson Silva. Por lá, o mamão havaí está R$ 9,90 o quilo e o formoso R$ 7,90. No Bairro Mangabeiras, onde o havaí chegou a R$ 16,99 o quilo, o gerente do Pomar da Serra, Paulo César da Silva, defende que a alta não é culpa dos empresários. “Esse preço é terrível, já que a fruta é uma espécie de isca para o consumidor. Quando ela está com valores acessíveis, as pessoas entram e compram outros itens”, diz. Ele assegura não ser impossível tentar, neste momento, alguma promoção para a iguaria, uma vez que os fornecedores estão cobrando cada vez mais caro. “O jeito é não comprar. Eu mesma não compro mamão há muitos meses e estou substituindo por outras frutas que tenham o mesmo valor nutricional”, comenta a cirurgiã dentista Célia Maria Freitas, que culpa a crise econômica do país pela alta. Redução da oferta Por se tratar de um alimento em que a colheita se dá o ano inteiro, muitas pessoas estão sem saber exatamente o porquê desses valores absurdos. A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex) informou que a falta de chuva nas principais regiões produtoras de mamão do Brasil nos últimos meses ocasionou a diminuição da oferta da fruta no mercado e consequentemente uma forte elevação nos preços. O Espírito Santo, de acordo com a entidade, é maior exportador e segundo maior produtor de mamão do país. Porém, a entidade estima que houve uma queda de 50% da produção ocasionada pelo não desenvolvimento dos mamoeiros que não receberam irrigação suficiente, seja pela falta de água em rios e represas, seja pela restrição da irrigação por parte do governo. A coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, reforça a explicação da Brapex e diz que, em Minas, grande parte do mamão é proveniente do estado capixaba. “Houve o desastre ambiental na cidade de Mariana, que se alastrou pelo Rio Doce, chegando ao Espírito Santo. Por lá, as bombas de irrigação precisaram ser lacradas. Isso gera um volume de água menor. Assim, somado ao clima quente, há menos oferta do mamão no mercado”, esclarece. Em março, o mamão havaí, de acordo com levantamento do Ceasa, puxou a alta de 13% no grupo das frutas no centro de abastecimento, quando comparado a fevereiro. O quilo no atacado saiu de R$ 2,06 para R$ 3,54, aumento de 71,8%. Segundo o IBGE (veja quadro), em abril de 2015, a iguaria já tinha subido 20% e, em março deste ano, teve alta de 44,97% em BH. A previsão é de que, para a fruta, a alta continue nos próximos meses...

22/04/2016

TST altera e cancela súmulas e orientações jurisprudenciais em função do novo CP

O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (19), o cancelamento das Súmulas 404, e 413 e a alteração da redação das Súmulas 263, 393, 400, 405, 407, 408 e 421. A proposta, apresentada pela Comissão de Jurisprudência e Precedentes Normativos, baseia-se na necessidade de adequar a jurisprudência consolidada do TST aos dispositivos do novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015). Na mesma sessão, o Pleno aprovou a atualização, sem alteração do conteúdo, das Súmulas 74, 353, 387, 394, 397, 415 e 435, as Orientações Jurisprudenciais 255, 310, 371, 378, 392 e 421 da Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) e as Orientações Jurisprudenciais 12, 34, 41, 54, 78, 101, 107, 124, 136, 146 e 157 da Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2). "Não obstante algumas súmulas e orientações jurisprudenciais precisem ser canceladas e outras necessitem de revisão, há aquelas que carecem apenas de atualização dos dispositivos de lei nelas mencionadas, sem qualquer alteração do entendimento", explica o presidente da Comissão de Jurisprudência, ministro João Oreste Dalazen. Confira, abaixo, a nova redação das Súmulas que sofreram alteração no conteúdo: Súmula 263 PETIÇÃO INICIAL. INDEFERIMENTO. INSTRUÇÃO OBRIGATÓRIA DEFICIENTE. Salvo nas hipóteses do art. 330 do CPC de 2015 (art. 295 do CPC de 1973), o indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de documento indispensável à propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, somente é cabível se, após intimada para suprir a irregularidade em 15 (quinze dias), mediante indicação precisa do que deve ser corrigido ou completado, a parte não o fizer (art. 321 do CPC de 2015). Súmula 393 RECURSO ORDINÁRIO. EFEITO DEVOLUTIVO EM PROFUNDIDADE: ART. 1.013, § 1º, DO CPC DE 2015. ART. 515, § 1º, DO CPC DE 1973. I - O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário, que se extrai do § 1º do art. 1.013 do CPC de 2015 (art. 515, § 1º, do CPC de 1973), transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou da defesa, não examinados pela sentença, ainda que não renovados em contrarrazões, desde que relativos ao capítulo impugnado. II – Se o processo estiver em condições, o tribunal, ao julgar o recurso ordinário, deverá decidir desde logo o mérito da causa, nos termos do § 3º do art. 1.013 do CPC de 2015, inclusive quando constatar a omissão da sentença no exame de um dos pedidos. Súmula 400 AÇÃO RESCISÓRIA DE AÇÃO RESCISÓRIA. VIOLAÇÃO MANIFESTA DE NORMA JURÍDICA. INDICAÇÃO DA MESMA NORMA JURÍDICA APONTADA NA RESCISÓRIA PRIMITIVA (MESMO DISPOSITIVO DE LEI SOB O CPC DE 1973). Em se tratando de rescisória de rescisória, o vício apontado deve nascer na decisão rescindenda, não se admitindo a rediscussão do acerto do julgamento da rescisória anterior. Assim, não procede rescisória calcada no inciso V do art. 966 do CPC de 2015 (art. 485, V, do CPC de 1973) para discussão, por má aplicação da mesma norma jurídica, tida por violada na rescisória anterior, bem como para arguição de questões inerentes à ação rescisória primitiva. (ex-OJ nº 95 da SBDI-2 – inserida em 27.09.2002 e alterada DJ 16.04.2004) Súmula 405 AÇÃO RESCISÓRIA. TUTELA PROVISÓRIA. Em face do que dispõe a MP 1.984-22/2000 e o art. 969 do CPC de 2015, é cabível o pedido de tutela provisória formulado na petição inicial de ação rescisória ou na fase recursal, visando a suspender a execução da decisão rescindenda. Súmula 407 AÇÃO RESCISÓRIA. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE "AD CAUSAM" PREVISTA NO ART. 967, III, "A", "B" e "C" DO CPC DE 2015. ART. 487, III, "A" e "B", DO CPC DE 1973. HIPÓTESES MERAMENTE EXEMPLIFICATIVAS. A legitimidade "ad causam" do Ministério Público para propor ação rescisória, ainda que não tenha sido parte no processo que deu origem à decisão rescindenda, não está limitada às alíneas "a", "b" e "c" do inciso III do art. 967 do CPC de 2015 (art. 487, III, "a" e "b", do CPC de 1973), uma vez que traduzem hipóteses meramente exemplificativas (ex-OJ nº 83 da SBDI-2 - inserida em 13.03.2002).

22/04/2016

OAB requer à Anatel suspensão de resolução que fere Marco Civil da Internet

Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, remeteu ofício nesta terça-feira (19) ao presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista de Rezende, requerendo a suspensão imediata da Resolução nº 614/2013, que contraria a legislação em vigor – em especial o Marco Civil da Internet. O ferimento à lei se dá em relação aos contratos em curso, quando a referida resolução, especialmente seu artigo 63, inciso III, prevê que as operadoras podem alterar unilateralmente os contratos em curso de modo a restringir, suspender ou cancelar o serviço na hipótese de o cliente ultrapassar o pacote de dados contratado. “A Anatel parece se esquecer que nenhuma norma ou resolução institucional pode ser contrária ao que define a legislação. Além da prática ferir o Marco Civil da Internet, a alteração unilateral prevista está em total desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e com a imutabilidade dos contratos em sua essência”, entende Claudio Lamachia. No ofício, a Ordem aponta que os normativos em vigor da Anatel “autorizam modelo de prestação de serviços em contrariedade à lei, notadamente no que toca à limitação da franquia de consumo”, ao passo em que “o Marco Civil da Internet só admite a restrição, suspensão ou cancelamento na hipótese de inadimplência”. Ressalta, ainda, que o “referido normativo não se sobrepõe à lei, tampouco se admite que esteja em confronto com o microssistema de defesa do consumidor”. A OAB informa, ainda, que não descarta a judicialização do requerimento caso a Anatel não suspenda a resolução.

22/04/2016

INVERNO É DESTAQUE DE CURSOS GRATUITOS NA COOP

Durante o mês de maio, a Coop - Cooperativa de Consumo promoverá o Ciclo de Palestras, uma atividade gratuita voltada para os cooperados. Com vagas limitadas, as inscrições poderão ser realizadas a partir do dia 20 de abril (quarta-feira), por meio da Central de Relacionamentos - 0800-772-2667. Os cursos acontecerão nas unidades de Santo André (Perimetral, Pereira Barreto e Capuava), São Bernardo do Campo (Vianas, Joaquim Nabuco e Café Filho), Mauá, Diadema e Ribeirão Pires. Durante o período, os cooperados poderão optar por alguns temas, como arraial criativo; descanso de panelas; sopa de galinha com capeletti e sopa de grão-de-bico e músculo; boina em feltro para seu inverno; caçarola de inverno - sopa de cebola gratinada; broche em feltro; receitas diet; aqueça seu inverno com um lindo gorro cupcake; caldo verde especial à moda portuguesa; sopa de alho-poró no pão italiano com cubinhos de lombo defumado; osteoporose; tapioca e recheios saudáveis e delícias com Itambé. A programação completa está disponível em www.portalcoop.com.br . O Ciclo de Palestras é um programa focado na educação, treinamento e informação dos cooperados, uma iniciativa pioneira no mercado varejista que tem como objetivo exercitar o 5º princípio cooperativista - educação, treinamento e informação - proporcionando aos cooperados novas experiências e aprendizados nas áreas de saúde, bem-estar, estética, beleza, culinária e artesanato.

22/04/2016

INVERNO É DESTAQUE DE CURSOS GRATUITOS NA COOP

Durante o mês de maio, a Coop - Cooperativa de Consumo promoverá o Ciclo de Palestras, uma atividade gratuita voltada para os cooperados. Com vagas limitadas, as inscrições poderão ser realizadas a partir do dia 20 de abril (quarta-feira), por meio da Central de Relacionamentos - 0800-772-2667. Os cursos acontecerão nas unidades de Santo André (Perimetral, Pereira Barreto e Capuava), São Bernardo do Campo (Vianas, Joaquim Nabuco e Café Filho), Mauá, Diadema e Ribeirão Pires. Durante o período, os cooperados poderão optar por alguns temas, como arraial criativo; descanso de panelas; sopa de galinha com capeletti e sopa de grão-de-bico e músculo; boina em feltro para seu inverno; caçarola de inverno - sopa de cebola gratinada; broche em feltro; receitas diet; aqueça seu inverno com um lindo gorro cupcake; caldo verde especial à moda portuguesa; sopa de alho-poró no pão italiano com cubinhos de lombo defumado; osteoporose; tapioca e recheios saudáveis e delícias com Itambé. A programação completa está disponível em www.portalcoop.com.br . O Ciclo de Palestras é um programa focado na educação, treinamento e informação dos cooperados, uma iniciativa pioneira no mercado varejista que tem como objetivo exercitar o 5º princípio cooperativista - educação, treinamento e informação - proporcionando aos cooperados novas experiências e aprendizados nas áreas de saúde, bem-estar, estética, beleza, culinária e artesanato.

18/04/2016

VENDAS DO CARREFOUR AUMENTAM 9,9% NO 1º TRI

As vendas do grupo Carrefour no Brasil subiram 9,9% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015, totalizando uma receita de 2,6 bilhões de euros - R$ 10,6 bilhões. A desvalorização do câmbio não foi considerada. Ao levar em conta a conversão das moedas, porém, o faturamento da rede no País caiu 12,5%, em relação ao consolidado do ano passado. Mesmo assim, os executivos da companhia consideram os resultados da operação brasileira como um dos mais significativos, visto o momento pelo qual a economia local atravessa. Apesar da queda, a filial brasileira tem o maior faturamento entre todas as subsidiárias fora da França. Para efeito de comparação, as vendas globais do Carrefour recuaram 4,3% entre janeiro e março deste ano, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O volume gerado acumulou cerca de 20 bilhões de euros. "No Brasil, crescemos em todos os formatos, como hipermercados, supermercados, lojas de conveniência e no Atacadão. Todos continuam mostrando números fortes", afirmou o diretor financeiro do Carrefour, Pierre Jean Sivignon, em conferência com analistas na sexta-feira (15). No início do mês passado, a companhia analisou que o bom desempenho do País no resultado global da varejista tinha origem em dois segmentos: venda de alimentos e a oferta de serviços financeiros. "Em alimentos, foi muito bom ter comprado o Atacadão e isso nos ajuda agora. O Atacadão continua abrindo lojas e é o coração do crescimento no Brasil", ressaltou o presidente mundial do Carrefour, Georges Plassat, na ocasião. O setor supermercadista brasileiro, de fato, tem percebido avanços acima da média nas vendas pelo segmento de cash & carry (atacarejo). Em 2015, esse modelo de autosserviço cresceu 12,1% em faturamento, na comparação com o ano anterior. Uma pesquisa recente da consultoria Nielsen revelou que 77% dos itens comercializados no atacarejo possuem preços mais competitivos em relação aos hipermercados. Atualmente, o Carrefour controla 125 unidades do Atacadão no Brasil. No último dia 15, a rede inaugurou uma nova loja em Santarém, no Pará. "Oferecemos sortimento, eficiência e, principalmente, preços competitivos, reforçando nosso compromisso de ser o melhor parceiro do comerciante e do consumidor santareno", se reservou em dizer o diretor-presidente do Atacadão, Roberto Müssnich. Prova de que o consumidor tem buscado uma alternativa frente a forte inflação no Brasil é que mais de 50% dos clientes do atacarejo no Brasil hoje são formados por pessoas físicas. "Houve maior pulverização para esse segmento pela busca do consumidor por preços mais baixos e também pelo fato dele estocar itens no início do mês, quando ele geralmente recebe", diz a analista de mercado Nielsen, Tatiene Vale. Europa e América Latina Na América Latina, as vendas do Carrefour totalizaram um montante de 3,45 bilhões de euros, o que representou um crescimento de 13,5% em moeda constante, mas queda de 15,2% em função da desvalorização média de 34% das moedas da região em relação ao euro. A companhia destacou a forte desvalorização do peso argentino e do real. Já em território europeu, mais especificamente na França, o maior mercado para o Carrefour, as vendas tiveram baixa de 1,8%, para 9,3 bilhões de euros. No restante da Europa, entretanto, as vendas aumentaram 0,9%, para 5,2 bilhões de euros. Na Ásia, onde a rede atualmente trabalha uma reestruturação, o comércio da varejista encolheu 7,1%, o que gerou 2,07 bilhões de euros. Quando analisado só a China, as vendas recuaram 8,4% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa uma melhora sobre a queda de mais de 15% no quarto trimestre de 2015. "As condições dos negócios permaneceram desafiadoras na China, embora tenha havido sinais de que esforços para restruturação no país começaram a compensar no último trimestre", diz Sivignon.

18/04/2016

DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS APONTAM ALTA DE 1% DO PIB EM 2017

O governo espera que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 1% em 2017, de acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado na última sexta-feira ao Congresso Nacional. Em 2018 deve haver expansão de 2,9% e, em 2019, de 3,2%. A expectativa é que a inflação medida pelo IPCA encerre o próximo ano em 6%, fique em 5,4% em 2018 e em 5% no ano seguinte. O Ministério do Planejamento, na PLDO, ainda apresentou uma previsão de 12,75% para a Selic ao final de 2017. Depois desse pico, a projeção é de desaceleração da taxa, sendo 11,5% em 2018 e 11% em 2019. Já em relação ao câmbio, a expectativa é taxa de R$ 4,40 em 2017, R$ 4,30 em 2018 e R$ 4,40 em 2019. As projeções divulgadas no mês passado pelo governo já indicavam que o PIB de 2017 teria crescimento de 1%. Além disso, o governo também já trabalhava com uma inflação de 6% e uma taxa básica de juros Selic de 12,75% no próximo ano, segundo dados divulgados no mês passado. A meta de superávit primário do governo central usada pelo governo na divulgação anterior era correspondente a R$ 71,274 bilhões. O câmbio, por sua vez, já estava previsto para R$ 4,40 em 2017. Setor público O governo estabeleceu a meta de superávit de 0,1% do PIB para o resultado primário do setor público de 2017. O número também está no PLDO, enviado ao Congresso. Há ainda a possibilidade de abater R$ 65 bilhões da meta, o que permite que o ano termine com um déficit. Esse abatimento é decorrente de um total de R$ 42 bilhões de frustração de receitas primárias e outros R$ 23 bilhões para abatimentos de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A PLDO 2017 indica uma meta de 0% do PIB para o governo central. O projeto de lei inclui ainda um salário mínimo de R$ 946 para 2017 e de R$ 1.002,7 para 2018. A previsão inicial para o salário mínimo do ano que vem na LDO 2016 era de R$ R$ 900,1 e, para 2018, de R$ 961. Pela primeira vez, o governo divulgou as perspectivas para o ano de 2019, com um resultado primário do setor público equivalente a 1,4% do PIB, sendo que o governo central estará responsável por 1% e os Estados e municípios pelos outros 0,4%.

15/04/2016

CONSUMO DE TAPIOCA PODE IMPULSIONAR A PRODUÇÃO BRASILEIRA DE MANDIOCA

Após atingir seu maior patamar em 2011 e oscilar nos últimos anos, a produção de mandioca começa a despontar para um novo potencial: a farinha de tapioca. Apesar de ainda ser considerado um mercado minúsculo na comparação total com a sua matéria-prima, a tapioca vem ganhando espaço nos negócios nacional e internacional. Para se ter ideia, aproximadamente 8% da produção total de mandioca foi destinada a geração da fécula de tapioca. São 755 mil toneladas em 2015, o maior volume já produzido no Brasil. O mais próximo desse patamar foi justamente o ano anterior, com 650 mil toneladas. De acordo com o diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (ABAM), Ivo Pierin Junior, o aumento do consumo se deve as mudanças de hábitos alimentares. "As pessoas procuram mais pelas características do produto, que não tem glúten e a sua base é altamente digestiva", diz. Investimento O diretor-geral da indústria paulista Casa Maní, Antonio Fadel, aponta uma mudança de consumo entre as diferentes regiões do País. "Anteriormente, a maior preferência pela tapioca vinha das regiões Norte, Nordeste e Sul. No entanto, há mais ou menos três anos, a população do Sudeste começou buscar algo mais saudável, com um carboidrato não nocivo e sem glúten", afirmou ele ao DCI. Focada em massas prontas para tapioca, a Casa Maní, que atua há 40 anos no processo de industrialização de mandioca para produção de amidos e derivados de alta qualidade, investiu cerca de R$ 10 milhões na expansão de sua fábrica em Tarabai, cidade que fica a 588 quilômetros de São Paulo...

14/04/2016

CUSTO DE VIDA DA CLASSE MÉDIA RECUA PARA 0,64% EM MARÇO

O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM) avançou 0,64% em março, abaixo dos 0,92% registrados em fevereiro e dos 0,69% vistos no terceiro mês de 2015. Com isso, e pela segunda vez nos últimos 12 meses, o índice anual recuou. As diminuições foram de 10,64% em janeiro para 10,34% em fevereiro e, em seguida, para 10,29% em março. No primeiro trimestre de 2016 a alta foi de R$ 3,09%. O Índice do Custo de Vida da Classe Média é elaborado pela Ordem dos Economistas do Brasil e diz respeito às famílias paulistanas que recebem entre 10 e 39 salários mínimos. O ICVM abrange cerca de 20% da população da Cidade de São Paulo e 40% da massa consumidora, correspondendo às classes média e média alta. Três grupos foram responsáveis pela alta de 0,64% verificada no ICVM durante março: alimentação (+1,93%), habitação com (+0,49%) e transportes com (+0,66%). A alta para alimentação foi causada, principalmente pelo encarecimento de mamão (+ 40,74%), leite longa vida (+ 6,17%), refeição fora de casa (+ 0,76%) e uva (+ 33,41%). Já o grupo habitação foi afetado pelas altas em água/esgoto (+ 7,66%), telefone celular (+ 1,26%), pacotes com TV, internet e telefone (+4,40%) e condomínio (+ 0,30%). Nos preços registrados para o grupo transporte pesaram os aumentos em licenciamento de veículos (+ 1,75%), etanol (+ 1,79%) e seguro voluntário de veículo (+ 1,33%). Por outro lado, o grupo despesas pessoais recuou 0,57%, em março, devido às queda em viagens de excursão (-5,97%) e passagens aéreas (-4,06%). O subíndice de serviços do ICVM, composto por 82 itens, teve aumento de 0,12% em março, enquanto que o subíndice de produtos, que possui 386 componentes, avançou 1,32% no período. Dos 453 itens que compõem o ICVM, 347 subiram, 24 ficaram estáveis e 82 caíram no período.

13/04/2016

VAREJISTAS AVALIAM SOLUÇÃO PARA GERIR ESTOQUE

Um método de gestão bem conhecido no mercado financeiro de Wall Street, e que acabou conquistando muitos varejistas norte-americanos durante a crise que abalou o país em 2008, começa agora a desembarcar no Brasil. Baseado em ferramentas tecnológicas que analisam dados e criam uma equação de equilíbrio entre estoques, investimentos e receita, o sistema já está sendo analisado pelas empresas brasileiras, que enxergam na técnica alento durante a recessão. A solução visa garantir o lucro das lojas através das vendas perdidas e dos custos totais que a empresa possui. A técnica foi desenvolvida pelos autores do livro "The New Science of Retailing" (A nova ciência do varejo), cujos autores são o doutor Marshall Fisher, da Wharton School, e o doutor Ananth Raman, da Harvard Business School. "A técnica é baseada em modelos de análise de investimentos utilizada em Wall Street e se tornou aplicável ao varejo nos EUA na crise de 2008, quando as pessoas reduziram o consumo. Nós o chamamos de Profit Optimizing Retail", afirma o CEO da consultoria norte-americana 4R Systems, Kevin Stadler. A empresa desenvolveu um algoritmo que, aplicado às informações da varejista, proporcionam uma análise estatística que facilita e agiliza a tomada de decisões, seja sobre estoques ou investimentos. De acordo com Stadler, o software da 4R - baseado em nuvem - faz análises para cada nível de investimento de estoques (on-line, lojas, centros de distribuição) e, a partir disso, encontra o ponto onde esse aporte se torna o mais "eficiente" possível, avaliando também a combinação entre o produto e a localização da loja. O resultado, diz Stadler, é a minimização das vendas perdidas, o que também acarreta em um custo menor de investimentos em estoques. "Analisamos o estoque e fazemos a modelagem para prever as vendas no futuro. Isso é feito para cada item e local de venda. A estratégia pode ser utilizada, inclusive, no comércio eletrônico", conta. Na prática O executivo cita o exemplo da varejista The Vitamin Shoppe, que comercializa suplementos nutricionais e possui mais de 700 lojas entre Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. "Em 2008, o pouco crescimento das lojas da marca e as condições da crise levaram ao aumento nos níveis de estoques. Eles precisavam investir em novas unidades sem aumentar o nível de estoque geral e garantir a manutenção do nível de vendas", explica. Com o sistema implementado, a rede atravessou a crise e abriu 83 novas lojas, entre 2008 e 2010, além de ter aumentado as receitas em quase 100% e elevado a margem de lucro em mais de dois pontos percentuais no mesmo período. "Nesse caso, identificamos exatamente o que poderia ser melhorado, que era a redução do investimento em estoques. Eles passaram a ter os produtos certos nas lojas certas", completa. A The Vitamin Shoppe cresceu tanto que, em meio à crise norte-americana, a companhia decidiu abrir o capital. O método também foi utilizado em outras empresas locais como a de lojas de conveniência Family Dollar e a especializada em comida Sur La Table. Elas saíram da crise econômica nos Estados Unidos com resultados financeiros maiores do que no período anterior à instabilidade. Segundo a 4R, o método não requer investimento inicial em plataforma tecnológica, nem recursos humanos adicionais. Contraponto Apesar de parecer a solução para o comércio brasileiro, a especialista em varejo e CEO da Gouvêa de Souza &AGR Consultores, Ana Paula Tozzi, acredita que o modelo de gestão da 4R pode não funcionar no País, por conta das características particulares do mercado local. "A maioria das lojas no Brasil é pequena ou média e não possui condições de investir em uma solução como essa", opina. Para ela, o método é mais bem utilizado por varejistas grandes, que lidam com volumes consideráveis de estoques e têm poder aquisitivo para implementar algo tão robusto. Ainda de acordo com a especialista, o mercado norte-americano é caracterizado por um tipo diferente de autonomia do negócio. Lá as ideias são menos centralizadas. Aqui os empresários são mais resilientes. "Grandes redes no Brasil utilizam modelos semelhantes, como a Renner e a Riachuelo. São players poderosos, que têm condições de investir. Entretanto, para as menores às vezes é melhor ter um controle menor sobre o negócio do que investir em estratégias caras como as que envolvem soluções tecnológicas", diz. O método da 4R foi apresentado ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo. "A intenção é proporcionar a oportunidade de conhecer uma metodologia inovadora", comenta o coordenador de tecnologia da entidade, Igor Paparoto.

13/04/2016

PÁSCOA ELEVA NEGÓCIOS DO PÃO DE AÇÚCAR

A Páscoa ajudou a elevar a receita líquida do Grupo Pão de Açúcar (GPA), por ter acontecido no primeiro trimestre este ano. Com a data sazonal, a companhia alcançou cerca de R$ 17,7 bilhões, 3% mais que o do mesmo período de 2015. A companhia afirma que o crescimento das vendas nas lojas atuais foi beneficiado este ano. A Páscoa ocorreu em março, quando no ano anterior o evento havia acontecido em abril. Ajustado pelo efeito calendário, as vendas mesmas lojas do segmento alimentar teriam crescido 3,1%, segundo informou a companhia. No varejo alimentar, das bandeiras Extra, Pão de Açúcar e Assaí, a receita cresceu 10,9%, ao atingir R$ 9,888 bilhões entre janeiro e março. O crescimento mais forte foi o do Assaí. A bandeira de "atacarejo" cresceu 36,2% na comparação anual, terminando o trimestre com R$ 3,148 bilhões de receita líquida. O Grupo Pão de Açúcar afirmou que o crescimento da bandeira Assaí já faz com que ele seja mais representativo no total das vendas do varejo alimentar do que os hipermercados. Esse cenário marca uma mudança na composição das vendas já que, até o final de 2015, os hipermercados da bandeira Extra tinham um peso maior no total. No último ano, os hipermercados tiveram queda nas vendas em meio à migração dos consumidores para o atacado de autosserviço. No critério mesmas lojas, que considera apenas os pontos de venda abertos há mais de um ano, as vendas consolidadas do GPA subiram 0,8% na comparação com o ano anterior. Já o varejo alimentar reportou alta de 6% nas vendas mesmas lojas....

12/04/2016

ALTERNATIVA À CRISE, CARNE DE PORCO TEM VARIAÇÃO NO PREÇO EM MAIS DE 100%

A crise tem refletido e muito nos hábitos rotineiros da população. E a diminuição do poder aquisitivo tem influenciado também nos hábitos alimentares do consumidor. Há quem ache alternativa reduzindo a quantidade de produtos no carrinho do supermercado, ou mudando o prato principal da casa. Optar pela carne de porco pode reduzir o custo na alimentação. Em Santa Maria, há variação de mais de 100% entre os mercados. Mitos e verdades da carne de porco Uma alternativa pode ser substituir a tradicional carne de gado pelos cortes suínos. Isso porque, conforme o economista e coordenador do Índice do Custo de Vida de Santa Maria (ICVSM), Mateus Frozza, o preço médio do lombinho de porco vem apresentando uma queda desde janeiro. Conforme o economista, em janeiro, o preço médio do produto era de R$12,66. Já em março, o valor caiu para R$10,77. Em comparação às carnes bovinas, está valendo a pena investir no porco: em janeiro, o preço médio da costela de gado custava R$ 15,47 e, em março, subiu para R$15,95. A variação, conforme os economistas, pode estar ligada à preferência que os consumidores têm dado ao prato. Em comparação às carnes de gado e de frango, o corte suíno é o mais em conta. O economista Alexandre Reis, coordenador da Clínica de Finanças da Unifra, explica que pode estar havendo uma restrição na demanda em função da recessão econômica. Conforme o especialista, a expectativa de redução na demanda alerta o produtor que, para vender, acaba reduzindo o preço....

08/04/2016

SAÍDA DA CRISE ESTÁ NA EQUAÇÃO ENTRE AUSTERIDADE E ESTÍMULO, DIZ BARBOSA

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem que o governo federal já está fazendo a sua parte no ajuste fiscal e que a saída para os problemas econômicos do Brasil está no equilíbrio entre medidas de austeridade e de estímulo. "Nós devemos evitar as guerras santas da teoria econômica que ocorrem entre a igreja da microeconomia dos últimos dias, para a qual cortar demanda resolve tudo, e a igreja da ressurreição Keynesiana, para a qual aumentar a demanda também resolve tudo", criticou Barbosa, durante um evento do Itaú Unibanco. Para ele, o caminho para a retomada da atividade deve combinar medidas de corte de gastos e reformas estruturais com políticas de geração de renda e emprego, as quais o ministro se refere como ações de estabilização. Essas propostas, disse ele, "podem fazer com que a economia ajude a política", já que o inverso não está acontecendo. Barbosa esclareceu que tudo o que pode ser feito pelo governo federal já está em curso, como o controle de gastos com o funcionalismo público e o corte nas despesas discricionárias (que podem ser contingenciadas). Sobre o primeiro, Barbosa comentou que as negociações com os servidores federais resultaram em reajustes parcelados entre 2 a 4 anos, o que deve fazer com que os dispêndios com o funcionalismo se mantenham em 4% até 2019, como ocorre há seis anos. Em relação ao segundo, o líder da pasta informou que, em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), os gastos discricionários foram de 4,5 do PIB, em 2014, para 3,9% do PIB, em 2016, fazendo com as despesas, em termos nominais, voltassem ao nível de 2010. Para este ano, a relação deve ficar entre 3,7% e 3,8%. Entrave no Congresso Apesar do esforço federal, Barbosa ressalva que o Congresso Nacional precisa colaborar. Ao comentar sobre a reforma da previdência, por exemplo, Barbosa lamentou que o atual momento político tem prejudicado o avanço da medida. "O compromisso do Ministério da Fazenda é construir as propostas estruturais que resolvam o problema econômico, mas não basta só isso. O maior desafio aqui é obter consenso político para aprovar o que precisa", disse ele. "Nós já superamos, por bem, o período da 'presidência imperial'. Até 2000, quando foi implementada a Lei de Responsabilidade Fiscal, as MPs [medidas provisórias] não precisavam ser votadas. Vetos presidenciais sequer eram votados. Hoje o processo de aprovação é mais demorado [tem que passar pelo Congresso], porém esse é o melhor caminho e é o que acontece nas principais democracias do mundo", concluiu Barbosa. Para destacar a importância da reforma da previdência, o ministro revelou que cerca de 54% das despesas primárias (que exclui gasto com juros) previstas para 2016 são referentes ao sistema de previdência social dos servidores públicos e dos trabalhadores do setor privado, além das ações na área de assistência social...

07/04/2016

PROMOÇÕES AGRESSIVAS ATINGEM EM CHEIO O PÚBLICO FEMININO

As ações promocionais on-line têm grande apelo com os consumidores em geral, mas são mulheres o público mais suscetível às campanhas, que têm sido cada vez mais agressivas. Hoje, 59% dos clientes adeptos a descontos na internet são mulheres. Os dados fazem parte do estudo da empresa de tecnologia Hive Digital Media, feito com mais de 5 milhões de consumidores no Brasil e antecipado com exclusividade pelo DCI. O levantamento analisou 14 ações promocionais realizadas por empresas de grande porte. Para o CEO da Hive Digital Media, Mitikazu Lisboa, ter informação do perfil dos consumidores e de seus hábitos é relevante na medida em que permite a criação de campanhas específicas e agressivas, voltadas a um público interessado em comprar e que esteja pesquisando produtos. O que torna mais efetivas as ações direcionadas e, desta forma, gera maior conversão de vendas. Outlet on-line de moda feminina, o Privalia tem aproveitado do maior interesse das mulheres por ofertas na internet e está investindo forte na estratégia. A empresa espanhola, que oferece diariamente descontos de até 70% em produtos de grandes marcas, dobrou este ano o investimento em ações promocionais pontuais no Brasil. O valor já representa mais de 10% do aporte de marketing. A empresa utiliza extensa base de dados para auxiliar na criação de suas ações promocionais, o que contribui para resultados positivos, garante a gerente de marketing da Privalia, Debora Capobianca. "Por nossos clientes estarem logados quando utilizam o site, conseguimos monitorar informações importantes sobre os hábitos de consumo deles. Na hora de criar as ações promocionais sempre olhamos esses dados", afirma. Tendência A prática parece ser tendência das empresas do comércio eletrônico. "Diferente do varejo tradicional, no e-commerce a maioria das ações dos consumidores são rastreáveis. A partir desses dados as empresas conseguem criar promoções mais assertivas e que gerem maior conversão", diz o diretor executivo da E-bit/Buscapé, André Ricardo Dias...

07/04/2016

GOVERNO LANÇA PROGRAMA PARA INDÚSTRIA

Na busca por agendas positivas em meio à crise política, o governo lançou nesta quarta-feira, 6, o programa ‘Brasil Mais Produtivo’, que terá medidas para aumentar a produtividade de pequenas e médias indústrias. A iniciativa pretende aumentar em pelo menos 20% a produtividade de 3 mil pequenas e médias empresas até 2017. As empresas receberão consultoria para enxugar linhas de produção, reduzir tempos de espera e custos logísticos. Distante dos grandes pacotes de política industrial dos últimos anos, o programa terá orçamento modesto, de R$ 50 milhões, dos quais apenas R$ 10 milhões sairão do Orçamento Federal. O restante será dividido entre o Senai (R$ 25 milhões), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex, R$ 13 milhões) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI, R$ 2 milhões). A criação do programa havia sido antecipada em janeiro pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, reconheceu que o programa terá alcance limitado, mas disse que ele é uma iniciativa importante para aumentar a produtividade das indústrias e poderá ser ampliado. Estímulo. Monteiro frisou que o País passa por um momento de ajuste fiscal, mas que, mesmo assim, são necessárias ações para estimular a indústria nacional. “Estamos em um contexto extraordinariamente difícil. A agenda de ajuste macroeconômico não deve ter efeito paralisante”, afirmou. No lançamento do programa, Monteiro disse que a indústria nacional assistiu recentemente ao desmonte de um “amplo repertório de incentivos” que foram dados pelo governo. “As medidas foram importantes para sustentar a produção e o emprego nos últimos anos, mas as políticas anticíclicas não traduziam visões estruturantes para os desafios da indústria”, criticou. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que o banco credenciará automaticamente empresas do programa para terem acesso a linhas de crédito da instituição de fomento. As empresas serão atendidas por 400 consultores do Senai. Cada atendimento terá duração de 120 horas e custo de R$ 18 mil, dos quais R$ 15 mil serão subsidiados. Os outros R$ 3 mil podem ser pagos com o Cartão BNDES. Resultado. Poderão participar empresas de médio e pequeno porte que tenham de 11 a 200 empregados. Na primeira fase, as empresas terão de ser dos setores metalmecânico, de vestuário, de calçados, moveleiro e de alimentos e bebidas. O “Brasil Mais Produtivo” foi feito com base em um projeto-piloto que atendeu 18 empresas. Após o treinamento, elas apresentaram um aumento médio de 42% de produtividade e redução de 21% nos custos de produção.

06/04/2016

CONFIANÇA DO COMÉRCIO CAI EM FASE DE INCERTEZA

A análise dos Índices de Confiança e de Expectativa elaborados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o comércio e para o consumidor deixa claro como está sendo difícil para os diferentes agentes econômicos superar este período de crise e de transição histórica por que passa o País. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da FGV caiu 1,7 ponto em março em comparação com fevereiro, baixando para 67,1 pontos, o quarto pior valor da série histórica iniciada em março de 2010. O rápido agravamento da crise política, associado ao imobilismo do governo, turvou o cenário, tornando difícil antever os rumos da economia. Apesar de tudo, o índice ainda avançou na média móvel trimestral, que, em março, subiu 0,7 ponto, na terceira alta consecutiva, o que, segundo a FGV, revela uma relativa estabilização da confiança do comércio desde outubro de 2015. Isso poderia ser interpretado como uma esperança de que a desaceleração das vendas tenha chegado ao fundo do poço, não podendo piorar mais. Mas essa percepção não se estende ao Índice de Expectativas do Comércio (IE-COM), que caiu 2,0 pontos em março em relação a fevereiro, ficando em 73,3 pontos. A queda foi puxada pelo indicador que capta o estado de ânimo com relação à evolução das vendas nos três meses seguintes, que de fevereiro para março recuou 2,5 pontos. “O setor continua encontrando dificuldade para evitar a contínua queda das vendas e das margens de lucro”, como observou Aloísio Campelo, da FGV. O que se verifica é que o consumidor está ligeiramente menos cético do que os comerciantes. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,4 ponto em março, diante de fevereiro, recuando para 67,1 pontos. Também o consumidor vê com menos pessimismo o futuro. Seu Índice de Expectativas (IE) recuou 0,4 ponto – 1,6 ponto menos do que o IE-COM – indo para 69 pontos em março. O que se agravou para o consumidor no período foi sua percepção do que se passa neste momento, dada a redução do poder de compra das famílias, tão evidente na última Páscoa. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,8 pontos em março, para 66,3 pontos, o menor patamar da série histórica. Seja como for, os Índices de Confiança da FGV estão muito distantes do máximo da escala de pontuação, que é de 200 pontos. Poderia a ansiada definição na área política melhorar o quadro, ainda que lentamente? Por enquanto, é só uma esperança.

05/04/2016

MMA ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE O 2º CICLO DO PLANO DE AÇÃO PARA PRODUÇÃO E CON

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresenta, no seu site, para contribuições e sugestões, a proposta de Diretrizes do 2º Ciclo do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS 2016-2020), que contou com a colaboração da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) na sua formulação e contará também, na fase de implementação, com o apoio da entidade em seus projetos direcionados ao Varejo Sustentável. A proposta do 2º Ciclo do PPCS contém orientações e estratégias que devem embasar a formulação e implementação de programas, projetos e iniciativas que tenham como objetivo tornar os processos produtivos e as decisões de consumo mais sustentáveis. Neste 2º ciclo, o MMA busca promover e ampliar a escala das ações em 10 eixos temáticos, identificados a partir da experiência acumulada ao longo do 1° ciclo do PPCS (2012/2014) e de políticas do governo federal alinhadas com a agenda de promoção e fomento da produção e do consumo sustentáveis. "Nós participamos da elaboração desse documento, por membro do Comitê Gestor Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis (CGNPCS) e pudemos apresentar nossas contribuições. Mas nessa fase de consulta pública é importante que todos possam se manifestar, para que os projetos ligados ao tema Varejo Sustentável, a serem coordenados pelo Ministério, sejam ainda mais aderentes ao setor supermercadista", afirma Marcio Milan, vice-presidente da ABRAS e representante da entidade e da Confederação Nacional do Comércio (CNC) neste comitê. O ministério pretende, com esta consulta, colher subsídios sobre questões fundamentais que hoje fazem parte do dia a dia da sociedade, do mercado e do governo. A consulta é, sobretudo, um convite à sociedade para contribuir com o estabelecimento de diretrizes e mecanismos que permitam promover a melhora da qualidade de vida das pessoas e da sociedade, e ao País de avançar no sentido de um desenvolvimento que compatibilize a conservação ambiental, a justiça social e o crescimento econômico, no contexto da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Diálogo As Diretrizes do 2º Ciclo do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis foram elaboradas por um grupo interministerial em conjunto com a sociedade civil e setor privado, no âmbito de mesas de diálogo, promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente ao longo de 2015, respeitando os princípios da transparência e participação. O documento base de Diretrizes do 2º Ciclo do PPCS 2016-2020, que segue para consulta pública, foi aprovado na quarta-feira, 30 de março, pelo Comitê Gestor Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis, em reunião realizada no MMA. A transversalidade dos temas foi um dos pontos da discussão, norteada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) adotados no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

05/04/2016

ESPECIALISTAS ESPERAM TAXA SELIC E INFLAÇÃO MENORES EM 2016

Economistas de instituições financeiras passaram a ver um recuo da taxa básica de juros neste ano. Em contrapartida, a projeção para a inflação continuou diminuindo em meio à contínua piora da recessão econômica prevista. A estimativa para a Selic ao fim de 2016 na pesquisa Focus do Banco Central (BC) publicada ontem foi reduzida a 13,75% ao ano, contra os atuais 14,25%, com corte de 0,50 ponto em novembro, última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central no ano. Trata-se da primeira redução na estimativa após oito semanas de manutenção, mesmo depois de o BC reiterar em seu Relatório Trimestral de Inflação, na semana passada, que não trabalha com a possibilidade de cortar a taxa básica de juros e elevar suas projeções sobre a inflação. Para 2017, a pesquisa com uma centena de economistas não mostrou mudança na expectativa de que a Selic terminará o ano a 12,50%. As reduções nas projeções para a taxa básica de juros vêm em meio à queda nas expectativas de inflação. Para 2016, mostrou o Focus, as contas são de alta do IPCA de 7,28%, contra 7,31% na semana anterior. Foi a quarta semana seguida de redução, mas permanece acima do teto da meta do governo, de 4,5% e com uma tolerância de 2 pontos. Para 2017, as estimativas não mudaram, de alta de 6%. O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, subiu 0,43% em março, contra alta de 1,42% no mês anterior, indo abaixo de 10% no acumulado, pela primeira vez desde outubro. No Relatório de Inflação, o BC estimou inflação de 6,6% em 2016 e de 4,9% em 2017, sobre projeção anterior de 6,2% e 4,8%, respectivamente. O Focus mostrou ainda que as projeções para o dólar caíram a R$ 4 no fim de 2016, contra R$ 4,15 antes. Em relação a 2017, a perspectiva foi a R$ 4,10, sobre R$ 4,20. Sobre o desempenho da economia, a contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano agora é projetada em 3,73%, sobre queda de 3,66% na pesquisa anterior. Já a expansão em 2017, por sua vez, é calculada em apenas 0,3%, sobre 0,35% da semana anterior. Houve ainda uma forte piora nas expectativas para a produção industrial, com uma contração prevista em até 5,80% neste ano e expansão de cerca de 0,69% no próximo, contra queda de 4,40% e crescimento de 0,85% antes, respectivamente.

04/04/2016

PROJEÇÃO PARA SELIC NO FIM DE 2016 CAI DE 14,25% AO ANO PARA 13,75% AO ANO

Após dois meses de estabilidade das previsões, o Relatório de Mercado Focus trouxe pela primeira vez queda das estimativas para a Selic em 2016 - atualmente em 14,25% ao ano. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 4, a taxa chegará ao final do ano em 13,75% ao ano, o que embute a perspectiva de corte de 0,50 ponto porcentual até dezembro. Esse movimento ocorreu, apesar de, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) da semana passada, o Banco Central (BC) ter escrito, pela primeira vez, o que seus porta-vozes já vinham anunciando desde meados de fevereiro: não há espaço para redução das taxas no curto prazo. Pelo levantamento divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo BC, a mudança para a Selic do fim do ano levou a taxa média também a cair, saindo de 14,25% ao ano para 14,19% ao ano. Para o fim do ano que vem, o relatório mostra que a Selic estará em 12,50%, a mesma taxa prevista há cinco levantamentos. Apesar dessa estabilidade, a previsão para a Selic média caiu de 12,79% para 12,75% ao ano - um mês antes estava em 12,96% ao ano. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus (médio prazo), também houve uma importante queda das estimativas, após a alta de 14,00% aa para 14,25% ao ano para 2016 vista na semana passada. No boletim de hoje, a mediana das previsões do Top 5 de médio prazo para a Selic deste ano caiu de 14,25% aa para 13,25% aa, uma queda de 1 ponto porcentual. Para 2017, esses mesmos analistas apresentaram expectativa agora de taxa a 11,75% ante a de 12,00% vista na semana anterior. Um mês antes, a mediana estava em 12,25% AA. Corte A previsão de queda da Selic este ano apontada no Relatório de Mercado Focus, a despeito da ênfase dada pelo Banco Central de que não há espaço para a taxa cair no momento, é apontada justamente para o último mês de 2016. Segundo a abertura do boletim, em dezembro a taxa básica recuará dos atuais 14,25% ao ano para 13,75% aa, o que embute um recuo de 0,50 ponto porcentual. Até então, a estimativa era de que o Comitê de Política Monetária (Copom) apenas decidiria por um recuo do juro básico da economia em janeiro do ano que vem. Com essa nova estimativa de mudança ainda em 2016, o mercado refez todo seu cenário para a política monetária em 2017. Em janeiro, no lugar da expectativa de uma taxa em 13,75% ao ano, como apontado até a semana passada, agora se projeta uma variação de 13,50%. Para fevereiro, a pesquisa apontava para uma variação de 13,38%, o que indicava uma divisão das expectativas de 13,50% e de 13,25%. Prevaleceu a taxa menor, de 13,25%, segundo o documento atualizado hoje. Para março, a previsão de 13,25% foi substituída pela de 13,00% ao ano e, para abril e maio, foi mantida a projeção de 12,75%, já apontada na semana anterior. No caso de junho, houve queda no boletim Focus, de 12,75% para 12,50% ao ano. Em julho e em agosto, o boletim Focus mostra que há um dissenso no mercado, já que aponta para uma Selic em 12,38% (divisão entre apostas de 12,50% e 12,25%). Na edição anterior do documento, as taxas previstas estavam em 12,50% ao ano nos dois casos. Para setembro de 2017, último prazo mensal em que há abertura das projeções, a mediana das estimativas prosseguiu em 12,00% ao a

04/04/2016

Extra adota promoção mais agressiva sem comprometer a rentabilidade

Com investimento de margem compartilhado com a indústria, a bandeira oferece descontos progressivos na compra de um mesmo item promocionado. Testes realizados indicaram alta de 15% a 20% no volume Conforme SM adiantou ontem (31/03), com base em relatório do banco UBS, a bandeira Extra ampliou ainda mais a competitividade de preços. A partir de hoje, os consumidores que frequentam as lojas da marca podem se beneficiar de descontos progressivos. A promoção envolve 1.000 produtos nos hipermercados e 500 nos super. Na compra da primeira unidade de qualquer item da ação, o consumidor ganha 20% de desconto. Ao adquirir duas unidades da mesma mercadoria, ele paga 50% menos. Se decidir levar mais uma, a terceira unidade sai de graça. Esse modelo de promoção atende ao atual comportamento de compras do brasileiro. Também deve melhorar a lucratividade da marca, segundo os analistas do UBS. Antes, eles previam uma redução da margem de lucro nos primeiros três meses deste ano. Com a nova estratégia, acreditam que a tendência é começar a reverter a queda no segundo trimestre. Chamada de “1,2,3 Passos da Economia Extra”, a promoção garantirá ainda um crescimento de volume mais sustentável. A afirmação é de Luis Moreno, presidente do Multivarejo, divisão do GPA responsável pelas marcas Pão de Açúcar e Extra. “Há um esforço de margem combinado entre nós e os fornecedores. Com isso, chegamos a um equilíbrio financeiro”, afirma o executivo. Para realizar o “investimento em margem”, a empresa aposta em redução de custos operacionais. “Mas não vamos cortar nada que prejudique o atendimento ao cliente. Vamos focar em processos internos”....

04/04/2016

ANÁLISE DE REVISTA BRITÂNICA PREVÊ ESTABILIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2017

A Economist Intelligence Unit (EIU) estima que, devido à crise política, a economia brasileira registre queda de 3,7% neste ano, alcance a estabilização em 2017 e eleve o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) acima de 2% até 2020. "O ambiente desafiante para a economia do Brasil deve continuar este ano, com uma retração esperada pelo menos até o terceiro trimestre, chegando ao final do ano com uma contração de 3,7%, o que representa uma revisão ante os 3,1% de recessão esperados no mês passado, devido às implicações da crise política cada vez mais profunda", afirmam os especialistas da unidade de análise econômica da revista britânica The Economist. Na análise econômica que fazem sobre o Brasil, os técnicos da revista confirmam a conclusão do mês passado, de que deveriam rever o prognóstico de recessão no país, de 3,1% para, pelo menos, mais 0,5 ponto percentual. "As repercussões do escândalo da Petrobras afetam não só investimento em petróleo e gás, mas também em infraestrutura, como resultado do envolvimento das principais empresas de construção civil", diz o relatório, lembrando que a taxa de investimentos no Brasil caiu para 18%, e a de poupança, para 14,4%. "Partindo do princípio de que a inflação e o orçamento melhorem, isto vai abrir caminho para uma estabilização do PIB em 2017 e uma recuperação gradual, pouco acima de 2%, em 2018 a 2020, mas ainda assim bem abaixo da média anual de 4,5% registada durante a expansão das matérias-primas, e o crescimento do PIB terá de ser alicerçado mais em reformas estruturais e ganhos de produtividade", afirmam os analistas....

01/04/2016

CONAB E ABRACEN RENOVAM ACORDO PARA FORTALECER SETOR HORTIGRANJEIRO

Com o objetivo de contribuir para a contínua melhoria do setor hortigranjeiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) assinou, na quinta-feira (31), acordo de Cooperação Técnica com a Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen). O documento foi firmado durante evento de posse da nova diretoria da Abracen, em Belo Horizonte. Estiveram presentes ao ato o diretor de Operações e Abastecimento da estatal, Igo dos Santos Nascimento, o superintendente de Abastecimento Social da Companhia, Newton Araújo S. Júnior, e o presidente da Abracen, Gustavo Alberto França Fonseca. A parceria prevê, no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, ações de apoio ao setor como o desenvolvimento de sistemas, a transferência de informações e conhecimentos entre a Conab e as Ceasas, capacitações, entre outras medidas. "O intuito é revitalizar as centrais de abastecimento em todo país e buscar soluções para questões técnicas como a agregação de valor aos produtos, padronização e classificação de embalagens e de incentivo à comercialização", explica o diretor Igo dos Santos Nascimento Uma das estratégias que apresenta grande eficiência para a mitigação de perdas do setor é o Barracão do Produtor,destaca Newton Júnior. A iniciativa, executada em Minas Gerais e outros estados do país e visitada por representantes da Companhia, visa auxiliar os pequenos produtores na agregação de valor à produção e no melhor acondicionamento dos produtos. Durante a posse da nova diretoria, a Abracen também reafirmou o termo de adesão ao Sistema de Informações dos Mercados de Abastecimento do Brasil (Simab), desenvolvido pela Conab. O sistema permite extrair informações sobre volume, preço e origem das frutas e hortaliças comercializadas nas Ceasas. Esses dados servem de base para análises econômicas de áreas especializadas do governo federal, contribuindo para a definição das políticas públicas do setor. A consulta ao banco de dados da Conab/Prohort, alimentado pelos departamentos técnicos das centrais de abastecimento, está disponível ao público em geral no site www.prohort.conab.gov.br.

31/03/2016

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA SOBE PARA 75,1 PONTOS EM MARÇO, APONTA FGV

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,4 ponto em março ante fevereiro, ao passar de 74,7 pontos para 75,1 pontos no período, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O aumento no indicador em março foi decorrente da melhora das avaliações do setor sobre a situação atual, apesar da piora nas expectativas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) aumentou para 78,6 pontos em março, o maior patamar desde abril de 2015. No entanto, o Índice de Expectativas (IE) recuou para 72,0 pontos, o menor nível da série histórica. "Apesar da ligeira alta da confiança em março, os resultados da Sondagem da Indústria continuam de certa forma dúbios, refletindo o ambiente de elevada incerteza econômica e política. A percepção em relação à situação atual melhorou em função da continuidade do movimento de ajuste dos estoques. Mas isso tem se mostrado insuficiente para promover um aumento do otimismo do setor em relação aos meses seguintes", avaliou Aloisio Campelo, superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), em nota oficial. A menor proporção de empresas com estoques excessivos foi o fator com maior influência na evolução favorável do ISA. O porcentual de empresas com estoques excessivos diminuiu de 17,7% em fevereiro para 17,0% em março, o menor resultado desde abril de 2015 (quando estava em 16,3%). Já a parcela de empresas com estoques insuficientes aumentou de 5,7% para 6,2% no mesmo período, a maior fatia desde agosto de 2013 (quando era de 6,7%)....

30/03/2016

QUEDA NO CUSTO DA ENERGIA ELÉTRICA PUXA LEVE QUEDA DA INFLAÇÃO EM MARÇO

A principal contribuição para a desaceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março apurado para a composição do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) veio do grupo Habitação. Na margem, o IPC desacelerou de 1,19% para 0 58%. No mesmo período, Habitação saiu de uma alta de 0,83% para uma deflação de 0,06%, puxado pelo comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, que aprofundou a deflação de 0,58% para 3,18%. Em março, a cor do sistema de bandeiras na tarifa de energia migrou para o amarelo, após se manter em vermelho desde o início de 2015. Segundo a FGV, também foi registrado decréscimo nas taxas de variação de outras três classes de despesas. A taxa de variação do grupo Transportes passou de 1,73% para 0,54%, sob influência de tarifa de ônibus urbano (de 3,95% para -0,29%); Educação, Leitura e Recreação desacelerou de 2,06% para -0,01%, com destaque para cursos formais (de 3,26% para 0,05%); e o grupo Alimentação recuou de 1,42% para 1,12%, puxado por hortaliças e legumes (de 5,29% para -1,56%). Por outro lado, quatro classes de despesas apresentaram acréscimo nas taxas de variação. O grupo Comunicação avançou de 0,71% para 1,13%, sob influência de tarifa de telefone móvel (de 0,44% para 2,30%); Despesas Diversas passou de 1,32% para 1,90%, com destaque para cigarros (de 2,25% para 4,08%); o grupo Vestuário acelerou a alta de 0,22% para 0,33%, influenciado pelo item roupas (de -0,04% para 0,50%); e a taxa de variação do grupo Saúde e Cuidados Pessoais subiu de 0,69% para 0,73%, com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,73% para 0,83%). As maiores influências de baixa para o IPC na passagem de fevereiro para março foram tarifa de eletricidade residencial (de -0,58% para -3,18%), tomate (de -1,63% para -15,18%), passagem aérea (de 2,23% para -11,32%), tarifa de ônibus urbano (de 3,95% para -0,29%) e condomínio residencial (de 0,65% para -0,39%. Já a lista de maiores pressões de alta é composta por cigarros (de 2,25% para 4,08%), mamão papaya (de 0,45% para 36,41%), refeições em bares e restaurantes (de 0,57% para 0,65%), plano e seguro de saúde (de 1,03% para 1,05%) e cenoura (de 26,14% para 27,44%). Construção O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) ficou em 0,79% em março, mostrando aceleração ante a alta de 0 52% registrada em fevereiro, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O INCC-M acumula altas de 1,65% no ano e de 7,30% em 12 meses. De acordo com a FGV, os itens que mais contribuíram para a aceleração do Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) na passagem de fevereiro para março foram ajudante especializado (de 0,48% para 1,02%), servente (de 0,94% para 1 13%), pedreiro (de 0,56% para 1,42%), carpinteiro (de 0,37% para 1,45%) e eletricista (de 0,26% para 1,31%). Por outro lado, entre as maiores influências isoladas de baixa estão tubos e conexões de ferro e aço (de 0,49% para -0,71%), projetos (de -0,12% para -0,32%), aluguel de máquinas e equipamentos (de -0,33% para -0,17%), vergalhões e arames de aço ao carbono (de -1,30% para -0,07%) e argamassa (de 0,23% para -0 06%)....

30/03/2016

REDES MENORES AVANÇAM EM RANKING AO FATURAR ACIMA DA MÉDIA DO SETOR

Enquanto o setor supermercadista obteve crescimento nominal de 7,1% em 2015, na comparação com o ano anterior, redes como a mineira BH Supermercados e a paulista Comper elevaram em 16,5% e 33,7%, respectivamente, seu faturamento, no mesmo período. O desempenho alavancou as posições das marcas no Ranking das 20 maiores redes do setor no País. Atualmente, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as duas varejistas ocupam a sétima (BH Supermercados) e a oitava (Comper) colocação na lista da entidade. No ano passado, porém, elas figuravam na oitava e décima posição. O crescimento foi possível graças à uma elevação acima da média no faturamento das duas empresas, além da abertura de novas lojas. Em 2015, a Supermercados BH atingiu um faturamento bruto de R$ 3,9 bilhões, enquanto que no ano anterior a rede havia consolidado R$ 3,4 bilhões em receitas. A concorrente paulista Comper, por sua vez, registrou no mesmo período quase R$ 1 bilhão a mais, ao faturar, no ano passado, mais de R$ 3,8 bilhões. Em 2014, a receita bruta da rede foi de R$ 2,9 bilhões, de acordo com o balanço da Abras. "As maiores empresas do setor refletiram em seu desempenho as condições macroeconômicas do País. A média de crescimento das 20 primeiras do Ranking Abras foi de 7,9% nominal em 2015, na comparação com o ano anterior. Mas conseguimos observar que algumas empresas conseguiram obter crescimento real e expandiram seus negócios", afirma o presidente do conselho consultivo da Abras, Sussumu Honda. No geral, os supermercados brasileiros faturaram R$ 315,7 bilhões em 2015. Deste montante, mais da metade (52%) corresponde às receitas somadas das cinco maiores redes varejistas que operam em território nacional, como Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart, Cencosud e Zaffari. Juntas, essas bandeiras acumularam no período uma receita de R$ 162,7 bilhões no ano passado, insuficientes, contudo, para evitar uma queda no faturamento real do setor como um todo, na comparação com os resultados de 2014. Apesar de registrar alta nominal de 7,1%, os supermercados não conseguiram suprir a inflação oficial (IPCA) apurada entre janeiro e dezembro do ano passado, de 10,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com a Associação, em 2015 houve um crescimento de 1,2% no número de lojas disponíveis no País. Em janeiro deste ano, a entidade somava 84,5 mil unidades supermercadistas. Entre os ramos de maior destaque está o de autosserviço, conhecido como atacarejo, cujo crescimento em vendas saltou 12% no ano passado, em relação à 2014, influenciado principalmente pela expansão no número de unidades...

29/03/2016

DESAFIO DAS FRUTAS EXÓTICAS É CONQUISTAR PALADAR DOS CONSUMIDORES

Adaptar o cultivo de frutas exóticas a terrenos muitas vezes pouco favoráveis não é o único obstáculo que os produtores que apostam em trazer novidades para seus pomares encontram pelo caminho. O maior desafio é conquistar o paladar dos gaúchos – fator considerado chave para uma produção em escala. Sem garantir espaço à mesa, a safra pode ficar fadada a um mercado de nicho, rentável, mas limitado. É o caso do mirtilo, que cultivado há quase duas décadas no Estado, ainda não se tornou item obrigatório na lista do supermercado. Nestor Soga dedica três hectares da propriedade, situada em Caxias do Sul, para a produção da fruta. Atualmente o pomar conta com três variedades de mirtilo, mas ao longo de 18 anos de experiência no cultivo, conta o produtor, já foram testadas 45 tipos diferentes. – É fácil produzir. É uma fruta rústica, que se adapta bem em terreno arenoso e de PH baixo. Mas foi preciso encontrar variedades que se adaptavam ao clima e à temperatura. Algumas exigem um período maior de frio do que outras – explica Soga. Produção restrita Comum em países europeus, no Chile e na Argentina, na América do Sul, a produção de mirtilo no Brasil está restrita a poucos produtores do Rio Grande do Sul. Além do clima, que impede o cultivo acima do Mampituba, o entrave pode estar no gosto um pouco ácido do produto. – O brasileiro gosta mais de frutas doces, com açúcar. O mirtilo é diferente, mas é muito rico em nutrientes – conta o produtor, que tem uma produção orgânica e vende a mercadoria direto para supermercados de Caxias do Sul e Porto Alegre. O preço de 1,2 quilo da fruta chega a R$ 48. Hoje restrita a menos de dez produtores na Serra, o cultivo de mirtilo já foi alvo de grandes investimentos e decepções, conta Derli Paulo Bonine, assistente técnico de fruticultura da Emater. – Sempre que um programa de televisão fala das propriedades da fruta, a demanda pelo mirtilo aumenta, o que gera empolgação por parte do produtor. Anos atrás, agricultores da região de Anta Gorda e Putinga investiram na produção e o resultado não foi como o esperado. Depois da empolgação, os consumidores não procuram muito – afirma, acrescentando que apesar do incentivo não é fácil para uma fruta exótica se tornar convencional na mesa dos gaúchos. Mirtilo Também conhecida como Uva-do-monte, blueberry (inglês) e arándano (espanhol). Origem: São originárias da Eurásia e que também crescem em florestas temperadas na Europa. Outra variedade é nativa da América do Norte. Características: Nascem em arbustos. O fruto é é menor que a uva e, quando madura, fica da coloração azul arroxeada. A semente é muito pequena. Existem dezenas de variedades de mirtilo Sabor: Ligeiramente ácido. Propriedades: Contém poucas calorias e possui nutriente benéficos para a saúde, como fibras solúveis dietéticas, minerais e vitaminas. Os pigmentos antioxidantes protegem o corpo humano contra o câncer, envelhecimento, doenças degenerativas e infecções. O fruto contêm de vitaminas A, C e E. Cultivo: É um fruto típico de clima temperado, que necessita de frio no inverno. Regiões com pouca acumulação de frio. As regiões mais indicadas são as que apresentam acumulação de frio superior a 500 horas anuais. Porém, a adaptação está diretamente associada à exigência de cada cultivar....

29/03/2016

PROMOÇÕES DE OVOS DE PÁSCOA SE ESTENDEM

Quem postergou as compras da Páscoa neste ano pôde aproveitar ofertas melhores do que em 2015. Conforme o Diário publicou, em 30 dias os ovos baratearam até R$ 10. Já na véspera do feriado, os consumidores puderam encontrar diversas promoções, como a compra de dois itens pelo preço de um. Mas quem ainda não garantiu seu chocolate ou quer comprar mais ovos tem a chance de conseguir bons descontos. Desta vez, alguns estabelecimentos decidiram prolongar os preços baixos para incrementar as vendas, estratégia que contrastou com a do ano passado, quando, na segunda-feira pós-Páscoa, já não havia nenhum produto nas gôndolas – eles haviam sido devolvidos às fabricantes. A Coop da Avenida Industrial, em Santo André, ainda tinha ontem muitas opções e promoções bastante atrativas, como a que daria, na compra de qualquer ovo de chocolate da Nestlé ou Garoto, outros dois ovos de 200 gramas. A gerente de marketing andreense Fernanda Lorenzini, 42 anos, não tinha a intenção de levar nada, mas quando viu a oferta, não resistiu. “Com R$ 23,99 consegui comprar três ovos de 200 gramas. Serviu mais como um complemento, já que neste ano a Páscoa foi mais magra”, conta ela, que escolheu o produto de menor valor, Serenata de Amor de 220 gramas, da Garoto, e ganhou outros dois na promoção. Além desta oferta, o consumidor também poderá, na compra do ovo Ferrero Rocher de 370 gramas, por R$ 59,99, ganhar outro item da mesma marca de 230 gramas. Quem levar o Kit Kat de 330 gramas, de R$ 54,99, também tem direito a outro ovo da mesma marca. Na Chocolândia, em Santo André, também é possível encontrar algumas sobras. O Batom Mais Leite de 166 gramas, da Garoto, está R$ 33,99 e, ao levá-lo, o segundo item sai por R$ 0,01. E na compra de dois ovos Sensação de 240 gramas, de R$ 32,49, o consumidor ganha um Serenata de 355 gramas.

29/03/2016

BRASIL OCUPA 8º LUGAR NO RANKING DE E-COMMERCE

Medo de comprar pela internet, baixo índice de bancarização da população, conexão sofrível à rede e a crise econômica, que mexe com a confiança do consumidor, ainda são grandes obstáculos à expansão do e-commerce no Brasil. A constatação é da consultoria Euromonitor que, em estudo, revela que as vendas de produtos e serviços por meios digitais no mercado brasileiro movimentaram US$ 19,6 bilhões em 2015. O montante equivale a apenas 1,16% do total de negócios online movimentados em dez grandes mercados pesquisados. Apenas os EUA, por exemplo, respondem por 38,5% do total, com US$ 653 bilhões em vendas on-line no ano passado. Nesse ranking, o Brasil fica na oitava colocação, à frente apenas dos Emirados Árabes Unidos e da África do Sul. Grandes economias emergentes, como Rússia e Índia, estão mais bem colocadas, na sexta e sétima posições, respectivamente. Para 2020, a projeção da Euromonitor é que o e-commerce no Brasil movimente US$ 28 bilhões, volume insuficiente para tirar o país da oitava posição. “Como a penetração de smartphones, acesso à internet e a disponibilidade de um computador são fenômenos mais recentes no Brasil do que nos Estados Unidos, é natural que o processo aqui esteja em um estágio diferente. A grande questão é que outros países emergentes, onde o processo digital iniciou-se de maneira análoga à do Brasil, já estão muito à frente em termos de vendas online, o que indica que o país poderia estar crescendo a taxas mais robustas”, diz Angélica Salado, analista da Euromonitor. Apesar do crescente uso de smartphones e da banda larga no Brasil, diz ela, ainda existe uma grande parcela da população à margem do comércio digital. E mesmo os que têm acesso à rede, observa, ainda veem a internet como um canal apenas para pesquisar preços e buscar ofertas. Persiste, assim, o receio de concluir compras de bens de maior valor (eletrodomésticos, móveis e eletrônicos) via web. Temor que é reforçado pela crise econômica. “Nas compras de maior valor, onde o que chamamos de custo de uma escolha errada é maior, nota-se esse receio. O brasileiro prefere comprar pessoalmente, pechinchando preços e negociando condições de pagamento, algo que o ambiente online não oferece. A necessidade de ver o produto, testar, analisar, contribui para que a venda física mantenha sua representatividade no varejo brasileiro”, explica Angélica....

28/03/2016

Novo código reforça conciliação para resolver litígio de Empresas

Métodos alternativos para resolver conflitos, a conciliação e a mediação ganharam reforço com o novo CPC (Código de Processo Civil) – que entrou em vigor na sexta (18) e traz a obrigatoriedade da audiência de conciliação. A conciliação entre empresas, assim como a mediação, é indicada para as que mantêm uma relação continuada e tendem a não romper a parceria –a diferença é que a mediação é usada quando as partes têm um vínculo ainda mais profundo, como sócios. "Na crise, o custo importa ainda mais", aponta Daniela Gabbay, advogada e professora da FGV. A duração e os custos da conciliação são muito menores que os de uma ação na Justiça ou arbitragem –quando as partes indicam um árbitro para julgar o litígio em assuntos específicos. A opção já vinha crescendo. Em 2015, a área cível do TJ-SP realizou 132.531 audiências de conciliação, alta de mais de 500% sobre 2012. Enquanto o tempo médio de uma ação na Justiça é de 10 a 15 anos, "a conciliação pode resolver tudo em um único ato", afirma Emmanoel Campelo, coordenador do Comitê Gestor Nacional pela Conciliação do CNJ. O tempo de espera para marcar uma conciliação no Cejusc da cidade de São Paulo, o mais movimentado do Estado, é de 30 a 60 dias. Mas há alternativas mais rápidas. SEM SAIR DE CASA A Concilie Online usa o chat on-line. Segundo seu fundador, Agostinho Simões, o processo demora, em geral, sete dias úteis e o preço médio de sua conciliação é 60% mais baixo que o de um processo tradicional. A eConciliador segue o mesmo princípio, mas propostas e contrapropostas são processadas por algoritmos. Segundo Marcelo Valenzuela, sócio-diretor, o acordo leva em média quatro minutos e sete segundos. E a empresa contratante só paga se houver acordo. O CNJ aprovou a criação do Sistema de Mediação Digital, uma ferramenta on-line para promover a resolução de conflitos a custo zero. O foco são conflitos na área de seguros, consumo e processos de execução fiscal, na fase pré-processual. André Gomma, juiz auxiliar da presidência do CNJ, afirma que, para ações já em curso, cabe a cada tribunal aderir à ferramenta. Segundo ele, o sistema deve entrar em funcionamento em cerca de seis semanas e há planos ainda para a criação de um aplicativo. EM DIÁLOGO Saiba o que são e como funcionam as mediações de conflitos MÉTODOS 1- Mediação* *Similar à conciliação, mas usada quando as partes têm uma relação continuada, como conflitos entre sócios. O mediador atua de forma menos avaliativa e mais facilitadora 2- Arbitragem Um árbitro ou mais (número ímpar) indicados pelas partes julgam o litígio. Indicada para conflitos muito específicos. Costuma ser mais cara que as outras modalidades 3- Conciliação Uma terceira pessoa, neutra e imparcial, facilita o diálogo entre as partes para que elas construam, com autonomia e consenso, a solução. Usada em conflitos mais simples ou restritos COMO CONCILIAR 1- Intenção A conciliação pode constar como cláusula contratual ou ser acordada com a ação já em processo -que fica suspensa durante o período da conciliação 2- Agendamento Basta entrar em contato com uma câmara privada para marcar audiência. No Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de São Paulo, o tempo de espera varia de 30 a 60 dias 3- Assistência As partes podem ser assistidas por advogados ou defensores públicos, mas não é obrigatória a contratação de advogados nas causas com valor de até 20 salários mínimos 4- Audiência É comum a resolução em uma sessão, mas pode haver outras, não excedendo 2 meses da data da primeira. O não comparecimento de uma das partes à 1ª sessão pode acarretar em multa 5- Resultado Se houver acordo, o termo final de mediação constitui título executivo extrajudicial e, quando homologado judicialmente, título executivo judicial GASTOS * > Despesas administrativas, como taxa de registro > Honorários do conciliador: ficam entre R$ 700 e R$ 900/hora. Normalmente, é acordado pagar 20 horas mínimas de trabalho > Honorários advocatícios: média de R$ 500 por hora > Honorários de eventuais peritos e assistentes técnicos *conciliação institucional / Fontes: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Conselho Nacional de Justiça, novo Código de Processo Civil, Lei de Mediação

28/03/2016

Taxa única do Rio é suspensa por 60 dias

O Governo do Rio de Janeiro adiou por 60 dias o início da cobrança da taxa única, criada para custear serviços da Receita Estadual – como a emissão de certidões ou impugnação de autos de infração. A previsão era que a cobrança começasse amanhã. Todos os contribuintes de ICMS teriam que desembolsar, a cada três meses, valores fixados pelo governo em uma tabela progressiva, que variava conforme o faturamento e a quantidade de notas fiscais eletrônicas emitidas pelas empresas. A medida foi adotada após forte pressão do setor empresarial. Para não pagar a taxa, as empresas recorreram à Justiça e estão conseguindo, por meio de liminares, a dispensa do pagamento. A 11ª Vara de Fazenda Pública da capital fluminense concedeu liminar em favor do Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj) – entidade ligada à Firjan -, beneficiando sete mil associados. Outra foi dada ao Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro (SindilojasRio), com impacto em cerca de 12 mil empresas. "A busca por solução judicial pelas empresas tem sido grande, são de dez a 20 mandados de segurança impetrados todos os dias e com concessão de liminar em quase todos", destaca o advogado Luís Carlos Ferreira dos Santos Júnior, do escritório Gasparini, de Cresci e Nogueira de Lima Advogados, que acompanha as discussões. Ele observa ainda que, com isso, em vez de aumentar a arrecadação, a Fazenda acabaria tendo prejuízo. As empresas cobertas pelas liminares estariam dispensadas da taxa e, se solicitassem serviços, o governo não poderia cobrar a demanda individual – que deixaria de existir com a vigência da taxa. Houve também pressão política. Na noite da última quarta-feira foi realizada uma audiência pública para tratar sobre o tema na Assembleia Legislativa do Estado. Participaram, além de parlamentares, representantes das empresas, entidades do setor e também da Secretaria da Fazenda....

28/03/2016

VAREJISTAS BUSCAM ALTERNATIVAS PARA A CRISE

Em busca de alternativas para reverter o cenário ruim de vendas que atinge o varejo, mais de 200 representantes do setor, entre empresários, presidentes de associações e ministros de Estado, vão se reunir entre 31 de março e 3 de abril, em Punta Del Este, Uruguai. A preocupação com o recuo nas vendas é tão grande que os organizadores do 1º Simpósio Nacional de Varejo e Shopping optaram por fazer um evento fora do País. O objetivo é que as lideranças possam se concentrar, sem dispersão, sobre problemas que afligem o segmento e tentar encontrar possíveis soluções. "Temos experiências de fóruns em que os empresários iam, assistiam uma ou outra palestra e depois voltavam para o seu negócio. Precisamos que todos estejam focados neste momento", diz o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun. Segundo ele, o evento acontece no momento mais delicado para o setor dos últimos anos. Em fevereiro, as vendas no varejo brasileiro apresentaram queda real de 6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto do Desenvolvimento do Varejo (IDV). "Não me lembro, ao menos nos últimos 15 anos, de uma instabilidade política e econômica tão intensa como essa. Por isso, resolvemos reunir os empresários e os representantes para debatermos alternativas que nos levem à uma recuperação mais rápida. Não adianta ficarmos de braços cruzados", acrescenta Sahyoun....

28/03/2016

VENDAS FRACAS DERRUBAM PREÇOS DOS OVOS DE PÁSCOA EM ATÉ 73%

Quem deixou para comprar os ovos de Páscoa na última hora conseguiu fazer uma economia de até 73%. Com a baixa procura, o varejo derrubou os preços do chocolate e investiu em condições especias de pagamento para evitar o encalhe do produto. De acordo com o Clube dos Diretores Lojistas ( CDL) do Rio de Janeiro, no ano passado, 73,5% do estoque foi vendido uma semana antes da Páscoa, contra 52,5% neste ano. — A Páscoa no ano passado já foi fraca e este ano está sendo ainda pior. Com a recessão, a Páscoa virou uma xepa de feira: quanto mais próximo do fim, mais barato. E os preços vão cair ainda mais, já que os varejistas não podem estocar os ovos — analisa Carlos Thadeu de Freitas, economistachefe da Confederação Nacional do Comércio ( CNC), que mesmo com todas as promoções, espera vendas 3,2% menores do que ano passado. No Supermercado Guanabara, o ovo de Páscoa Bis Xtra ( 300g) da Lacta, por exemplo, que estava a R$ 55,99 baixou para R$ 14,99 (- 73,2%) durante o fim de semana. O Talento da Garoto ( 375g) caiu de R$ 45,99 por R$ 14.99 (- 67,40%), e o Baton da Garoto ( 200g) passou de R$ 19,99 para R$ 9,99, queda de 50%. No Mundial, o Kinder Ovo que custava R$ 43,90 baixou para R$ 35,90 (- 18,22%), e o Ferrero Rocher passou de R$ 55,90 para R$ 39,95 (- 28,5%). Nas Lojas Americanas o ovo de Páscoa Milka ( 176g) da Lacta caiu de R$ 42,50 por R$ 23,90 (- 43,76%), enquanto o Rapunzel com Brinde Maleta da Arcor baixou de R$ 49,90 para R$ 26,50 (- 46,89%). Já a caixa de bombom Garoto 300g que estava a R$ 7,99 foi vendida a R$ 5,99 (- 25%). No Extra, o preço do boneco Minnie no Ovo, da Multibrink, caiu de R$ 54,90 para R$ 49,90 (- 9,1%). Além da redução nos preços, muitas lojas parcelaram o pagamento sem juros e outras ofereciam um segundo ovo de graça. Quem pôde aproveitou as promoções de última hora, como a professora Marta Rocha, de 59 anos. Ontem de manhã ela comprou chocolate para família inteira: dez caixas de bombons e cinco ovos, e calcula ter economizado mais de 50% em relação aos preços da semana passada: — Compro chocolate para todo mundo. Ovo para as crianças e bombom para os adultos. Este ano, com a crise, estava me programando para comprar ovos menores mas me surpreendi com os preços. Os valores originais eram altos mas, com a promoção, estão valendo a pena...

28/03/2016

INFLAÇÃO PARA 2016 CAI DE 7,43% PARA 7,31%, APONTA FOCUS

As projeções para o IPCA deste ano engataram tendência de queda e recuaram pela terceira semana consecutiva. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, a mediana passou de 7,43% para 7,31% nesta semana. Há um mês, estava em 7,57%. Para 2017, o documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central trouxe estabilidade das estimativas pela sétima semana consecutiva. Apesar do alívio, a mediana das previsões para este ano segue acima do teto de 6,50% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A previsão para 2017 também, já que o limite superior do intervalo da meta para o próximo ano é de 6,00%. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do índice no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das expectativas para 2016 também recuou, passando de 7,46% para 7 18% de uma semana para outra - um mês antes, estava em 7,95%. No caso de 2017, a previsão ficou congelada em 6,20% na semana ante taxa de 6,50% apontada um mês atrás. A inflação suavizada 12 meses à frente também seguiu o mesmo rumo, saindo de 6,60% para 6,48% de uma semana para outra - há um mês, estava em 6,67%. Para o curto prazo, os sinais foram contrários. Houve alta das expectativas para a taxa em março de 2016, que passou de 0,52% para 0,54% (quatro semanas antes estava em 0,55%); e baixa no caso de fevereiro, com a mediana das previsões variando de 0,63% para 0,62% de uma semana para a outra - quatro edições atrás da Focus a previsão estava em 0,66%. De acordo com o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado em dezembro passado, o BC projeta que a inflação encerre este ano em 6,2% no cenário de referência e em 6,3% pelo de mercado. Para 2017, a estimativa da autoridade monetária está em 4,8% pelo cenário de referência e de 4,9% pelo de mercado. Um novo RTI será divulgado no dia 31 deste mês....

23/03/2016

PREÇOS DO TOMATE E DA BATATA CAÍRAM EM FEVEREIRO, DIZ CONAB

A maior oferta de batata e de tomate reduziram os preços das hortaliças nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil. De acordo com o 3º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, publicado nesta terça-feira (22), o arrefecimento das chuvas nas principais zonas produtoras durante o último mês permitiram a redução dos valores. No Espírito Santo, o preço do tomate apresentou diminuição de 53%, enquanto que o valor da batata caiu 39% em Recife. O levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) contemplou custos de comercialização no atacado em fevereiro de 2016. O excesso de chuvas no período de plantio e de colheita da cenoura, todavia, principalmente em Minas Gerais, na Bahia e em Goiás, atuou para reduzir a oferta, aumentando os valores de comercialização. Em março, a perspectiva é de manutenção da alta em níveis menos expressivos, uma vez que o comportamento do consumidor com a substituição do produto pode frear a elevação. A cebola foi outro item com alta em alguns mercados atacadistas e baixa em outros, por conta da quantidade importada para o mercado interno. No primeiro semestre de 2015, foram adquiridas 9,5 mil toneladas de cebolas. Nos dois primeiros meses deste ano, houve entrada de 47,2 mil toneladas. Os mercados que registraram queda contaram com a produção nacional. Frutas De maneira geral, as frutas continuam apresentando alta nos preços nas centrais brasileiras, motivada pela queda da oferta em consequência da entressafra e da baixa produtividade aliada ao aumento das exportações. As maiores altas registradas foram da banana e do mamão, porque a variedade de banana-prata está na entressafra e o mamão passou por problemas climáticos em algumas regiões produtoras. Esses produtos também tiveram impacto nas exportações, que se mostram vantajosas aos produtores. No caso da banana, o movimento pode ser revertido ainda este mês, com a entrada da produção do norte de Minas Gerais e do centro-sul da Bahia. As exportações também puxaram para cima os preços da laranja. Já maçã e melancia apresentaram comportamento irregular, com algumas ceasas registrando alta nos valores. Essas variações foram resultado de interferências do mercado local. A melancia apresentou diferentes níveis de produtividade entre as regiões, tendo reflexos diferenciados na oferta do produto. O levantamento foi realizado nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou a maioria dos entrepostos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Ceará e Pernambuco (este último passa a fazer parte dos estudos permanentes a partir deste mês). Por problemas técnicos, os entrepostos do Paraná não conseguiram consolidar os dados de comercialização até o fechamento do boletim.

23/03/2016

PEIXES: ESTADOS REDUZEM PREÇOS PARA GARANTIR CONSUMO NESTA SEMANA

O otimismo na demanda por pescados e frutos do mar no feriado religioso da Semana Santa está em diversos estados. A estratégia de muitos deles é baixar o preço para garantir a procura em tempos de redução no poder de compra das famílias. No Nordeste, "a demanda nesta época do ano cresce cerca de 30%, provocando o encarecimento dos produtos", explica o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior. Vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), com o apoio da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura na Bahia, a organização promove o evento 'Santo Pescado', no qual colônias, associações e cooperativas de pescadores vendem peixes e mariscos com descontos de até 60%. Assim, "os pescadores e piscicultores, podem escoar seus produtos com o apoio logístico da Bahia Pesca e sem intermediários, e os consumidores poderão encontrar peixes mais baratos", afirma Oliveira. A Prefeitura de Ponta Grossa, no Paraná, informa, em nota, que a 12ª Feira do Peixe Vivo também traz o produto a valores mais acessíveis. Para o secretário municipal de Agricultura, Gustavo Ribas Neto, esta é uma forma de dar espaço ao produtor rural da região. Os piscicultores e pescadores artesanais do Rio Grande do Sul esperam que as vendas deste ano ultrapassem a marca de 3,2 mil toneladas na Semana Santa, registrada em 2015. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), o estado tem 6.139 locais de comercialização de peixes no período. O Mercado do Peixe de Brasília, que funciona nas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), espera 30% de aumento nas vendas. Em nota, a Haja Peixe, associação que administra o mercado, diz que a tilápia deve liderar o ranking dos consumidores e um dos fatores é "ser um produto considerado barato", informa o presidente Francisco Baia.

22/03/2016

Dissolução parcial de sociedades no novo CPC

Desde o último dia 18, por determinação do plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entrou em vigor a Lei nº 13.105/2015, o novo Código de Processo Civil. Dentre as admiráveis alterações trazidas, inequívoca a importância da reforma da legislação processual no tocante ao procedimento especial estabelecido nos artigos 599 a 609, que versam sobre a ação da dissolução parcial das sociedades. O legislador considerou por bem positivar diversas das construções perpetradas pela doutrina e jurisprudência ao longo dos anos sobre o regime dissolutório e apuração de haveres do sócio. Aos casos omissos a legislação buscou trazer critérios mínimos para evitar conflitos eternos sobre o tema Nesta seara, embora muito dos pontos da nova codificação sejam de ampla possibilidade de aplicação pela combinação de outros tantos princípios e dispositivos, não restam dúvidas de que a inserção de capítulo específico para o tema auxiliará todos os operadores do direito. Inicialmente, em seu artigo 599, a nova legislação cuidou de estabelecer as diretrizes do objeto do procedimento da dissolução parcial da sociedade, com previsão expressa importante de que a ação poderá versar tão somente sobre a resolução da sociedade ou sobre a apuração dos haveres, conforme o caso da efetiva pretensão resistida existente entre as partes. Não obstante o instituto da dissolução parcial seja originariamente afeto as sociedades intuitu personae, o parágrafo 2º do artigo 599 trouxe a possibilidade de dissolução parcial das sociedades anônimas de capital fechado quando demonstrado pelo mínimo de 5% do capital social que a sociedade não pode preencher o seu fim. Ocorre que a redação do referido parágrafo nos parece equivocada e conflitante com o artigo 206 da Lei nº 6404/1976 (Lei das S.A), posto que a impossibilidade de consecução de seu fim é causa de dissolução total da sociedade, devendo ser provocada a jurisdição estatal justamente pelo mínimo de 5% do capital social. Certamente a construção pretoriana ficará incumbida de delimitar o efetivo alcance da expressão inserta na legislação, sendo certo que vislumbramos a possibilidade de interpretação restrita do preenchimento do fim efetivamente com relação ao capital social que busca a dissolução parcial, a exemplo de casos em que a sociedade deixa de cumprir sua finalidade com relação especificamente ao sócio mediante ausência de distribuição de lucros por reiterados exercícios. Acerca, ainda, do efetivo ponto da pretensão resistida, nos casos em que houver unânime concordância com a dissolução perseguida, o § 1º do artigo 603 cuidou de pacificar a questão relativa aos ônus sucumbenciais, afastando a condenação em honorários advocatícios e rateando as custas de acordo com a participação no capital social. Em rol taxativo, o artigo 600 elenca os legitimados para o procedimento especial, merecendo destaque a inovação trazida pelo inciso V, a qual certamente deverá ser aliada ao pressuposto da previsão contida no artigo 1.030 do Código Civil, que prevê a iniciativa da maioria dos sócios para casos de exclusão judicial de sócio. Ademais, o parágrafo único do referido dispositivo traz substancial alteração ao prever a possibilidade de o cônjuge e/ou companheiro de sócio, com o fim do vínculo, requerer a apuração de seus haveres na sociedade, observando-se o pagamento a expensas da quota do referido sócio....

22/03/2016

Distribuidora pode terceirizar transporte de medicamentos, decide TST

Se serviços de transporte não estão incluídos no objeto social da empresa, sua terceirização é permitida por não constituir atividade-fim. Esse foi o entendimento firmado pela 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao absolver uma distribuidora de produtos farmacêuticos, do Rio de Janeiro, de condenação que a impedia de contratar a atividade de transporte de medicamentos. A empresa distribui produtos farmacêuticos, de higiene pessoal e cosméticos e, segundo informações dela, se tornou, desde 2013, um dos maiores distribuidores da América Latina e o maior do país, atendendo 30 mil pontos de venda. Ela foi condenada na primeira instância, em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho, a pagar R$ 45 mil por dano moral coletivo e a se abster de praticar terceirização nessa atividade. A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que extinguiu a indenização, mas manteve a proibição. O TRT-1 concluiu pela ilicitude da terceirização por entender que, pelo grau de complexidade da logística que envolve a distribuição dos medicamentos, o transporte "constitui atividade imprescindível ao próprio exercício empresarial". No recurso ao TST, a empresa alegou que o transporte não é atividade-fim da empresa, que compra, vende e armazena produtos farmacêuticos e pode ou não fazer a entrega, a critério exclusivo dos clientes. Afirmou que a distribuição de medicamentos é atividade muito mais complexa que o mero transporte de produtos e que no seu estatuto social "sequer existe previsão de serviços de transporte de cargas ou pessoas". Na avaliação do ministro Hugo Carlos Scheuermann, relator do recurso no TST, a terceirização está de acordo com o item III da Súmula 331 da corte. O ministro esclareceu que o transporte de medicamentos constitui serviço especializado, regulamentado pela Resolução 16/2014 da Agência Nacional de Vigilância San