Atualmente cerca de 50% de tudo que é vendido de alimentos no Brasil passa pelos atacarejos. O insight foi fornecido por Filipe Martins, sócio-diretor do Mart Minas e do Dom Atacadista em entrevista ao Itatiaia Negócios Cast. Segundo ele, no início dos anos 2000 o modelo ainda era conhecido como “atacado de autosserviço”, mas hoje o cenário evoluiu.
Para o empresário, em momentos de maior pressão sobre o orçamento, o consumidor busca alternativas para economizar. Mesmo que a experiência de compra seja menos confortável ou o sortimento mais limitado, o preço pode se tornar um fator decisivo.
Martins também contou sobre um novo comportamento que tem sido percebido nesse formato de loja. Além do cliente PJ, do pequeno comerciante e do consumidor final, agora há um movimento de compras coletivas. É o caso do consumidor que se reúne com um vizinho ou familiar para comprar uma caixa fechada, dividindo os produtos e aproveitando o preço por volume.
Operação enxuta
Na avaliação de Martins, o modelo de cash & carry se sustenta por apresentar um baixo custo operacional. A compra em grandes volumes melhora o poder de negociação com a indústria, enquanto uma estrutura mais enxuta permite trabalhar com margens menores e, consequentemente, oferecer preços mais competitivos.
Para ele, o CD representa um centro de despesa, já que não gera faturamento diretamente. Apesar de contribuir para ganhos de rentabilidade, redução de rupturas e melhorias operacionais, a estrutura acrescenta custos à operação. Por esse motivo, o Grupo trabalha com uma operação loja a loja, eliminando parte desse custo.