O preço da cesta básica recuou em sete das oito capitais pesquisadas pela Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE em agosto, na comparação com julho. Belo Horizonte foi a única exceção, com alta de 1,34%.
Salvador teve a maior queda do levantamento, de 4,05%, com a cesta passando de R$ 881,50 para R$ 845,79. Na sequência aparecem São Paulo (2,07%), Fortaleza (1,89%), Rio de Janeiro (1,44%) e Manaus (1,16%). Curitiba (0,65%) e Brasília (0,03%) ficaram praticamente estáveis.
Mesmo com o recuo, São Paulo continua com a cesta mais cara do país, a R$ 973,93. O Rio de Janeiro vem logo atrás, com R$ 959,22, e Fortaleza ocupa o terceiro lugar, com R$ 907,63. No extremo oposto estão Belo Horizonte, que mantém o menor valor mesmo após a alta, a R$ 753,32, e Curitiba, a R$ 756,77.

Legumes seguram os preços
O principal responsável pelo alívio nos preços foi o grupo dos legumes, que ficou mais barato em todas as regiões analisadas. As quedas foram de 7,57% em Manaus até 24,21% em Salvador, a maior retração entre todos os itens e cidades. O feijão também cedeu em seis capitais, mas subiu em Curitiba (2,85%) e no Rio de Janeiro (1,86%). Os ovos ficaram mais baratos na maior parte do país, com destaque para Fortaleza (10,17%) e Curitiba (8,98%). Em Belo Horizonte, porém, o ovo subiu 4,07% e o suíno avançou 11,09%, a maior alta do item entre as capitais.

Arroz e leite assumem as altas
Do outro lado, arroz e leite UHT passaram a liderar os aumentos, invertendo o cenário dos meses anteriores, quando feijão e legumes eram os que mais subiam. O arroz ficou mais caro nas oito capitais, e o leite UHT subiu em sete, com Manaus como única exceção (queda de 0,82%). Brasília concentrou os maiores reajustes, de 5,59% no leite e 5,23% no arroz. No caso do leite, Curitiba (3,81%), Salvador (3,73%) e Fortaleza (3,60%) vêm na sequência. Em Manaus, o óleo teve a maior pressão local, com 4,75%, e no Rio de Janeiro a farinha de mandioca subiu 2,90%.

Acumulado do semestre
De março a agosto, Manaus apresentou a maior alta entre as capitais, de 5,15%, com a cesta indo de R$ 822,02 para R$ 864,36, em uma trajetória de crescimento quase contínuo. Brasília (3,24%), Belo Horizonte (3,18%) e Fortaleza (3,17%) vêm em seguida. São Paulo acumula alta de 2,13% e teve o pico em junho, quando a cesta chegou a R$ 1.010,55, o maior valor de toda a série. Curitiba subiu apenas 0,38%, enquanto Rio de Janeiro (1,83%) e Salvador (0,61%) fecharam o período em queda.

Cesta ampliada
Na versão ampliada, que reúne também itens como creme dental, amaciante e molho de tomate, o Rio de Janeiro tem o maior custo, de R$ 2.207,46, seguido por São Paulo (R$ 2.122,51) e Brasília (R$ 2.061,48). Curitiba tem o menor, a R$ 1.789,77. Seis capitais registraram queda, com Salvador na liderança (1,92%, ou R$ 37,79 a menos). Belo Horizonte (0,98%) e Brasília (0,39%) foram as únicas a registrar alta.
Entre os itens de maior variação, creme dental, iogurte e refrigerantes ficaram mais caros em todas as capitais. O molho de tomate subiu em sete e teve o maior aumento da cesta ampliada em Brasília, de 6,75%, enquanto Salvador foi a única a registrar queda (0,29%). O amaciante de roupas encareceu 4,89% em Belo Horizonte e 4,30% em Curitiba, que também teve a maior alta do creme dental, de 2,93%.
