Em um mercado marcado pela comoditização, a Pirahy Alimentos, dona da marca Prato Fino, aposta na diferenciação para gerar valor no varejo. “Não precisamos vender mais arroz. Precisamos fazer o arroz valer mais”, afirma Giuseppe Pereira, diretor comercial e de marketing da companhia.
A estratégia considera um cenário de queda de preços e pressão sobre as margens dos supermercados, que enfrentam aumento nos custos operacionais. Segundo dados da empresa, nas regiões onde a Prato Fino possui participação de mercado igual ou superior a 5%, o preço médio da categoria é 7% maior do que naquelas em que a presença da marca é menor.
Os resultados também indicam que renda elevada não garante preços mais altos. Enquanto Santa Catarina que possui renda per capita elevada e baixo desemprego, registra valores baixos para o produto, Minas Gerais apresenta o maior preço médio entre as praças analisadas. Para a companhia, fatores como composição do mix, exposição e oferta de opções premium influenciam esse desempenho.

Tabela dos valores do arroz por estado, segundo dados apresentados pela Pirahy / Foto: tabela feita pela SA+
A recomendação ao varejo é organizar melhor o portfólio, priorizando marcas e estabelecendo uma divisão clara entre produtos de entrada, intermediários e premium. A empresa afirma que cada ponto percentual de participação conquistado pela Prato Fino em uma rede esteve associado a um crescimento de 0,42% no faturamento da categoria na loja. Já a maior visibilidade na gôndola pode elevar em até 60% as chances de compra da linha premium.
Novas ocasiões de consumo
Além de trabalhar o posicionamento nas lojas, a marca investe em lançamentos. Em parceria com a Knorr, da Unilever, apresentou o Prato Fino Express, arroz cremoso preparado em cinco minutos no micro-ondas, com 10 gramas de proteína por porção. Uma versão com 20 gramas também está prevista.
A novidade acompanha a busca por conveniência e alimentos proteicos, ampliando as possibilidades de consumo do arroz para além das refeições tradicionais.